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Penso que a Medida Provisória 198, que tirava os professores temporários de alguns benefícios no plano de carreira do Magistério Estadual acabou também de tornando numa queda de braço entre as forças do próprio Governo.
Quero crer que o PMDB, ao se negar a seguir com as intenções pela proposta que deveria ser votada esta semana, teve, nas sombras dos bastidores, um interesse bem maior: o de mostrar que o Partido aliado é que pode controlar as ações nas linhas governamentais, sempre que quiser.
E isso tem sentido. Afinal, de um lado, o de Raimundo Colombo, tentando mostrar que pode ter algumas vias de controle, ao lado do velho parceiro, o Partido Progressista (PP), acabou esbarrando nesta prova de força dos aliados, especialmente, os do PMDB.
Foi, no meu entender, uma atitude sutil, mas de efeito relevante nas pretensões de quem governa.
No meio político, a tal MP 198 acabou sendo um artifício e tanto para, nas entrelinhas, para o PMDB deixar seu recado, e de quebra, ficar de bem com a classe da educação, e ainda desconsiderando a presença do líder do governo, o pepista Sílvio Dreveck (PP).



