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Confesso que até a última sexta-feira (27), eu não poderia sequer imaginar que o rumo das convenções poderia tomar caminhos tão diferentes.
O resultado da assembleia do PMDB, no sábado, 28, ditou os caminhos das demais, realizadas no início da noite desta segunda-feira (30).
A mais esperada, era, sem dúvida, era a do PP, e qual o caminho que o Partido Progressista tomaria.
Pois, a reação foi a de negar Raimundo Colombo, sem, no entanto, culpa-lo pelas decisões dos aliados do PMDB.
Diante do novo quadro, não teve alternativa a não ser se projetar para o lado dos tucanos, e discutir como fica a composição da aliança com o PSDB, se como vice ou cabeça de chapa. Até isso pode ocorrer.
Por fora, corre Joares Ponticelli que sonha sem ser candidato ao senado, mas esbarra no outro parceiro do PSDB, o PSB, que ajustou o nome de Paulo Bornhausen par a vaga do senado.
Sabe-se, no entanto, que há divisão entre os eleitores pepistas. Muitos vão continuar ao lado de Raimundo.
De outro lado, o Partido dos Trabalhadores (PT), homologou a candidatura do ex-deputado Cláudio Vignatti, que por sua vez, deixou as vagas de vice e do senado em aberto, sonhando em ter ainda o PP, junto, em seu projeto. Se não conseguir, Vignatti prometeu lutar com chapa pura.
O PSD ressentido com todos os acontecimentos que nortearam todas as convenções, principalmente, as dessa segunda-feira, homologou a candidatura de Raimundo Colombo ao governo e de Eduardo Pinho Moreira, como vice.
O PSD também perdeu o apoio que estava declarado, do PPS, de Carmen Zanotto. O Partido se viu obrigado a seguir a orientação da executiva nacional e ficou com Paulo Bauer, do PSDB.
O ruim dessas perdas, se refletem negativamente para a Serra Catarinense, onde os parceiros de fé, de Raimundo, como a própria Carmen (PPS), e Renatinho (PP), se viram atropelados por um processo inesperado.
A não ser que individualizem seus apoios a Raimundo, em nome da Serra. Desde que declarados abertamente.
Para Raimundo, ficou a certeza de que as coisas não fecharam como queria. Terá agora que juntar o que tem, e trabalhar, mostrando para o eleitor, que realmente a política tão somente, não constrói pontes, estradas, escolas ou hospitais.
O rumo das convenções do PP foi definido. O certo é que não será mais ao seu lado.
Por fim, agora é esperar pelos últimos ajustes dessas alianças, e ver como o quadro se define oficialmente.



