Gravado na manhã desta sexta-feira (8), mais um Tema Livre inédito, da Nova Era TV. Trago inúmero assuntos de interesse local e regional, tais como, turismo e política.
Aliás, sobre política, faço uma análise da situação futura de candidaturas para as esferas estadual e federal da Serra, e ainda, sobre a particularidade de um possível confronto nas urnas do governador Jorginho Mello (PL) e do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD). Confira a partir das 21h30
A Serra Catarinense vai além das belezas naturais e do frio: ela é feita de pessoas que, com esforço e amor, constroem diariamente seu futuro. Recentemente, participei do Fórum de Produtores Locais em Capão Alto e da reunião do Fórum das Entidades Empresariais em Lages.
Em ambos os encontros, percebi o quanto o desenvolvimento verdadeiro nasce da união, da escuta e da valorização do que é feito por mãos serranas.
Falo como Fernanda Córdova: acredito na força do cooperativismo e do associativismo como ferramentas reais de transformação da agricultura familiar e da economia local. Precisamos de políticas públicas que respeitem nossa identidade e incentivem quem já faz a diferença.
A Serra não precisa de promessas vazias, mas de apoio concreto. O caminho do futuro será trilhado por quem sabe caminhar junto, unindo talentos, partilhando conquistas e fortalecendo a autoestima de quem escolhe ficar e fazer a diferença. Continuarei trabalhando para que a voz da nossa região seja ouvida e respeitada.
A sobretaxa de 50% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros não é apenas um problema econômico; é também um reflexo da fragilidade política do Brasil no cenário internacional. E Santa Catarina, especialmente a Serra Catarinense, pode ser uma das regiões mais penalizadas.
Exportações em risco: Serra Catarinense entre as mais afetadas pela sobretaxa dos EUA (Foto: Freepik)
Setores como carnes suína e avícola, motores elétricos, autopeças, confecções e o setor moveleiro, todos com forte presença na economia catarinense, perderão competitividade de forma imediata. Já há empresas do Planalto Norte suspendendo contratos e concedendo férias coletivas. São milhares de empregos ameaçados em municípios cuja estrutura produtiva depende diretamente das exportações para os EUA.
Impacto econômico direto
Segundo estimativas preliminares da FIESC, apenas em Santa Catarina as perdas podem superar US$ 500 milhões em exportações ao longo de 12 meses, considerando o histórico de vendas para os EUA. O impacto no PIB estadual pode chegar a 0,4% em 2025, com a possibilidade de eliminação de 10 a 15 mil postos de trabalho diretos, especialmente nos polos de móveis, carnes e têxteis.
Na Serra Catarinense, onde a agroindústria e a produção de madeira representam parte significativa da economia, o efeito pode ser devastador. Em cidades menores, como São Bento do Sul e municípios vizinhos, o risco de retração econômica é real: empresas com 90% da produção voltada ao mercado norte-americano estão na iminência de fechar linhas de produção inteiras de móveis.
O reflexo político
No campo político, a medida expõe a ausência de uma estratégia sólida do Brasil para proteger seus interesses. O governo federal vive uma inércia diplomática enquanto a relação com os EUA se deteriora. Em vez de abrir canais de diálogo, o presidente Lula tem feito ataques reiterados ao governo americano e ao presidente Donald Trump, justamente no momento em que seria necessário um esforço para desarmar tensões.
Essa postura enfraquece ainda mais a posição do país e compromete qualquer tentativa de reversão do tarifaço. É inaceitável que quase 36% das exportações brasileiras para o mercado americano fiquem sob risco sem uma reação proporcional. A diplomacia brasileira parece paralisada, incapaz de articular coalizões em organismos multilaterais ou negociar acordos setoriais que minimizem os danos.
Santa Catarina
O governo de Santa Catarina, por sua vez, também tem um papel fundamental. É hora de mobilizar a bancada federal, pressionar o Itamaraty e abrir frentes com outros mercados para reduzir a dependência dos EUA. Sem ação coordenada, a Serra Catarinense, que depende fortemente da exportação de carnes, móveis e produtos industriais, será uma das regiões mais prejudicadas do estado.
Este “tarifaço” dos EUA é um chamado à maturidade política e à integração federativa. Se a reação for tímida, a conta chegará rapidamente às fábricas e aos lares dos trabalhadores catarinenses. O desafio vai muito além de uma questão comercial: trata-se da capacidade do Brasil de se posicionar de forma firme no tabuleiro global e proteger sua indústria e sua gente.
Com o advento das extremidades ideológicas, a cor azul e amarela, da bandeira, pode dar lugar ao vermelho. Eis aí uma mudança polêmica para a camisa da Seleção Brasileira de Futebol, já na Copa do Mundo de 2026, desde que o Brasil confirme a classificação.
O lançamento está previsto para março de 2026 / Imagem Ilustrativa internet
Muito embora seria o uniforme reserva, segundo se aponta, o que nada reflete às cores do símbolo nacional. Seja como for, a nova peça deverá ser lançada em março do ano que vem, segundo fontes. Entre as justificativas, a mudança tem objetivo de atrair um “público jovem”.
No entanto, isso depende de uma mudança de estatuto da CBF, pois, há a exigência que a camisa utilize apenas as cores da bandeira brasileira nos uniformes de jogos oficiais. Bem, convenhamos, isso não será nada difícil na relatividade das decisões em dias de hoje no Brasil.
Como se vê, a questão política extrema vai além do bom senso. Tudo em razão de as cores da camisa da seleção estar vinculada à direita, ao bolsonarismo, enquanto a cor vermelha está associada à esquerda. Desnecessário, mas, como disse, o relativismo impera no país.
Já está pronta para ir ao ar mais uma edição do meu programa Tema Livre, da Nova Era TV, e que vai ao ar às 21h30, desta sexta-feira (13).
Em mais uma participação solo, comento sobre diversos assuntos. Entre eles, as queimadas e os cuidados com a saúde; sobre o Selo Serra Catarinense, além das importância das IGs em São Joaquim, e claro, entro também no campo político, trazendo peculiaridades de outras cidades e de Lages. Confira!
Vai ao ar nesta sexta-feira, às 21h30, na Nova Era TV, mais um programa Tema Livre inédito. Novamente gravei sozinho, mas com a abordagem de vários assuntos.
Trouxe, por exemplo, a questão da AME, agora viabilizada para explorar a marca Festa do Pinhão, e como sempre, assuntos ligados à política estadual e local. Só conferir!
Lages vive um dos piores momentos no campo político. O desencadeamento da Operação Mensageiro e o arrolamento direto do prefeito Antonio Ceron (PSD) no processo, gerou uma espécie de desânimo na cidade. Até mesmo o clima de Natal está prejudicado, com uma decoração apática feita de última hora.
Além disso, a ausência do prefeito em eventos públicos, torna a situação ainda mais complexa. É nítida da parte dele, a preocupação em evitar constrangimentos.
Vice-prefeito de Lages Juliano Polese
Oficialmente, quem tem comparecido em solenidades tem sido o vice-prefeito Juliano Polese (PP), mas sem sequer citar a representatividade no lugar do titular. Isso ficou evidente, nos recentes atos de posse da nova diretoria da Associação e Sindicato Rural de Lages, e da diretoria da Associação Empresarial de Lages (ACIL), na semana passada. Realmente constrangedor.
Essa situação acaba tendo reflexos diretos na gestão do município, que amarga momentos difíceis e de completa rejeição. E para piorar, são poucas as lideranças que se destacam, e que poderiam assumir a condução da Prefeitura, em 2025.
Programa Tema Livre inédito vai ao ar na NETV, logo mais às 21h30. Nesta edição estive sozinho. Fiz um apanhado de assuntos que cabem muito bem no espaço e no nosso cotidiano.
Assuntos ligados à política, em especial, mas com destaque à nova Ponte das Goiabeiras, já concluída, na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande do Sul, na Serra Catarinense.