O ex-governador e pré-candidato a deputado federal pelo PSD, Raimundo Colombo, defendeu a revisão da reforma tributária como uma das principais pautas do próximo Congresso Nacional. Em entrevista à Rádio Tropical FM, de Treze Tílias, ele afirmou que o novo modelo pode prejudicar a economia catarinense, especialmente setores como a proteína animal e os pequenos municípios.
Colombo alertou que o fim dos incentivos fiscais pode levar empresas a migrarem para regiões produtoras de grãos, comprometendo empregos e investimentos em Santa Catarina. Também destacou preocupação com a concentração da arrecadação nas grandes cidades, o que, segundo ele, pode ampliar as desigualdades regionais.
O ex-governador ainda ressaltou a importância de fortalecer a representação política do Meio-Oeste e da Serra Catarinense em Brasília, defendendo que a presença de parlamentares é fundamental para garantir investimentos e defender os interesses das regiões.
Mais de mil pessoas participaram, neste sábado (13), em Jaraguá do Sul, de um encontro que reuniu lideranças do MDB, PSD e da Federação União Progressista para apresentar os nomes que devem compor a chapa majoritária para as eleições estaduais. O projeto é liderado pelo ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao Governo de Santa Catarina.
Foto: Ascom PSD
O evento também marcou o pré-lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) ao Senado Federal. A composição ainda conta com o deputado federal Carlos Chiodini (MDB), cotado para a vaga de vice-governador, e com o senador Esperidião Amin (PP), que buscará a reeleição ao Senado.
Durante os discursos, as lideranças destacaram a união entre os partidos e o compromisso com o desenvolvimento de Santa Catarina. João Rodrigues ressaltou a formação de uma equipe “forte e preparada”, enquanto Chiodini afirmou que a presença de Lunelli amplia a representatividade do projeto político. Amin também elogiou a trajetória empresarial e política do deputado emedebista.
Além do ato político, a agenda na região Norte incluiu encontros com empresários, lideranças locais e veículos de comunicação, reforçando as articulações visando o pleito estadual.
Faltando poucos meses para o início efetivo do calendário eleitoral, Santa Catarina desponta como um dos estados mais estratégicos para a direita brasileira.
A ascensão nacional de Júlia Zanatta (PL), sugestionada à posição de vice do presidenciável Flávio Bolsonaro, a consolidação da pré-candidatura de João Rodrigues (PSD), e os movimentos do governador Jorginho Mello (PL) indicam que o debate político catarinense entrou definitivamente no modo 2026.
A eventual participação de uma catarinense em uma chapa presidencial, algo ainda tratado no campo das especulações, demonstra que o Estado poderá exercer papel mais relevante no cenário nacional do que em eleições anteriores.
Tabuleiro
O panorama político catarinense indica a formação de três grandes polos para 2026:
– Jorginho Mello (PL), buscando a reeleição com o apoio do bolsonarismo;
-João Rodrigues (PSD), tentando construir uma alternativa de centro-direita;
– Gelson Merísio (PSB), liderando uma frente de centro-esquerda apoiada por Lula.
Se essas articulações forem confirmadas, Santa Catarina deverá viver uma das disputas eleitorais mais polarizadas de sua história recente, com reflexos diretos no cenário nacional e na formação dos palanques presidenciais.
Aproveitando a intensa movimentação da 36ª Festa Nacional do Pinhão, o PSD realizou neste sábado (6), no Teatro Marajoara, em Lages, um grande encontro político que reuniu cerca de 500 pessoas, lotando a capacidade máxima do espaço.
O evento contou com a presença do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues, além de prefeitos, vereadores, deputados e lideranças de diversas regiões do Estado.
O encontro serviu para fortalecer o projeto político do partido para as eleições de 2026. A escolha de Lages também teve um significado estratégico, já que a cidade vive um dos momentos de maior visibilidade do ano com a realização da Festa Nacional do Pinhão, atraindo milhares de visitantes de diferentes regiões.
Raimundo Colombo e João Rodigues em relação fortalecida
Um aspecto que chamou atenção foi o cenário político local. Embora o PSD tenha promovido o encontro, a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, mantém forte alinhamento político com o governador Jorginho Mello, principal liderança do PL em Santa Catarina, demonstrando que a cidade continua sendo um importante palco das articulações políticas estaduais.
Após o encontro no Teatro Marajoara, a comitiva liderada por Caiado, Kassab e João Rodrigues seguiu para uma visita ao Recanto do Pinhão Aracy Paim, no Centro de Lages, onde teve contato com moradores, turistas e lideranças locais. Na sequência, o grupo se dirigiu ao Parque de Exposições Conta Dinheiro para prestigiar a programação da 36ª Festa Nacional do Pinhão, aproveitando a grande vitrine proporcionada pelo principal evento cultural da Serra Catarinense.
A presença das lideranças nacionais e estaduais na festa reforçou a importância de Lages não apenas como polo turístico e cultural, mas também como um dos principais centros de articulação política de Santa Catarina.
A corrida eleitoral de 2026 em Santa Catarina começa a ganhar novos contornos e a Serra Catarinense deverá voltar a ter protagonismo na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
Durante o evento que o PSD promove no próximo dia 30 de maio, na Associação Empresarial de Lages (ACIL), a principal novidade política deve ser o anúncio do ex-governador Raimundo Colombo (foto) como pré-candidato a deputado federal pelo PSD.
O encontro em meio à 36ª Festa Nacional do Pinhão contará com a presença do governador de Goiás e presidenciável Ronaldo Caiado, do prefeito de Chapecó e pré-candidato ao Governo de Santa Catarina João Rodrigues, além do deputado federal Carlos Chiodini, indicado pelo MDB para compor a chapa como pré-candidato a vice-governador.
Lacuna política
A entrada de Raimundo Colombo (PSD) na disputa federal é vista como estratégica para ocupar a lacuna política deixada pela agora prefeita de Lages, Carmen Zanotto, que até então representava a Serra Catarinense na Câmara Federal.
O movimento também reforça a articulação regional do PSD, especialmente em um cenário onde João Rodrigues tentará conquistar o mesmo eleitorado conservador e de direita hoje alinhado ao governador Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição em 2026.
A noite desta quinta-feira (7), foi marcada por importante mobilização política em Lages. Dezenas de lideranças regionais dos partidos PSD, MDB, PP e União Brasil, estiveram reunidas na Acil, para alinhar preparativos do grande encontro político, que acontecerá no próximo dia 30 de maio, em Lages.
Evento promete reunir nomes de destaque da política nacional e estadual. Entre os já confirmados estão o presidenciável Ronaldo Caiado, o pré-candidato ao Governo de Santa Catarina João Rodrigues, Carlos Chiodini, pré candidato a vice e Esperidião Amin, apontado como nome ao Senado. O local e o horário oficial do encontro, ainda serão definidos pela organização.
A articulação do evento tem à frente o ex-governador Raimundo Colombo e os presidentes regionais dos partidos envolvidos, consolidando um movimento que reforça a união e a força política da Serra Catarinense.
Os deputados estaduais Mário Motta PSD) e Nilso Berlanda (PSD), também marcaram presença no encontro.
A janela partidária fechou deixando um recado claro, e sustentado por números: o pêndulo político no Congresso voltou a inclinar para a direita. Não foi um movimento tímido. Foram mais de 120 trocas, algo próximo de 25% da Câmara, numa migração que revela menos convicção ideológica e mais cálculo eleitoral.
Ilustração IA
O maior beneficiado é o PL, legenda ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O partido registrou 20 adesões e 7 saídas, um saldo positivo de 13 deputados, chegando à marca simbólica de 100 parlamentares, quase um quinto de toda a Câmara. Em Brasília, esse número não é detalhe: significa mais recursos, mais tempo de TV e maior domínio nas comissões.
O Podemos também surfou essa onda, com 13 adesões e apenas duas saídas, acumulando saldo positivo de 9. São movimentos que, somados, consolidam o crescimento do campo conservador dentro do Legislativo.
Esse reposicionamento encontra eco no cenário eleitoral. A competitividade de Flávio Bolsonaro, que aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ajuda a explicar por que tantos parlamentares decidiram mudar de lado agora. A lógica é simples: ninguém quer disputar eleição em campo desfavorável.
Enquanto isso, o Centrão segurou como pôde, mas os números mostram desgaste. O União Brasil teve 28 saídas contra 21 adesões, fechando com saldo negativo de 7. O PSD perdeu 4 cadeiras (13 saídas e 9 adesões), e o MDB encolheu ainda mais, com saldo negativo de 6 (13 saídas e 7 adesões). Não são perdas devastadoras isoladamente, mas, no conjunto, indicam perda de tração.
No fim, os números falam mais alto do que qualquer discurso. Deputados não se movem por acaso, se movem para onde enxergam melhores chances de reeleição. E, ao que tudo indica, a leitura dominante hoje é de que o próximo ciclo eleitoral pode favorecer um Congresso mais à direita.
Se essa aposta vai se confirmar nas urnas, ainda é uma incógnita. Mas a fotografia atual é nítida: com 100 deputados no PL, saldos positivos expressivos em partidos conservadores e perdas consistentes no Centrão, o tabuleiro político já começou a ser reorganizado, não por ideologia, mas pela matemática do poder.
Nos bastidores da política catarinense, uma nova hipótese começa a ganhar espaço diante da possibilidade de o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), recuar da pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2026. Embora não haja nehuma definição oficial, interlocutores e lideranças partidárias já ventilam cenários alternativos para a disputa.
Ex-governador Raimundo Colombo no radar das hipóteses políticas / Foto: divulgação
Entre as especulações, surge a possibilidade de uma chapa encabeçada pelo ex-governador Raimundo Colombo (PSD), com a construção de uma aliança mais ampla, incluindo o MDB na composição. Nesse desenho, caberia ao partido a indicação do candidato a vice-governador, reforçando a estratégia de união entre forças tradicionais do Estado.
Outro ponto em discussão envolve a corrida ao Senado, com a possibilidade de formação de uma dupla competitiva. Um dos nomes frequentemente citados é o do ex-governador e atual senador Esperidião Amin (PP), enquanto a segunda vaga ainda permanece em aberto, sendo alvo de avaliações internas e articulações políticas.
Apesar das movimentações, o cenário ainda é tratado como especulativo. As conversas seguem em estágio inicial e dependem de uma série de fatores, incluindo decisões pessoais, alinhamentos partidários e o avanço das negociações nos próximos meses.