PEC da Transição e a responsabilidade política

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Não sou economista, porém, tenho procurado ouvir e interpretar o que dizem os especialistas, a respeito do que está por acontecer, caso entre em vigor a tal PEC da Transição, proposta pelo futuro presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na foto, o momento em que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira  (PP/AL) recebe o documento. (Foto: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados).

O mau humor do mercado, com a sucessivas quedas nas contações das principais empresas de capital aberto e a disparada do dólar, já deram sinais dos riscos. A proposta tem aparência bonita, como a de garantir o pagamento do “Bolsa Família”, ou o leite na mesa das crianças.

Por outro lado, a pressa em aprovar ainda este ano, sem sequer estar empossado, mostra que as coisas não andam nos eixos. O que vem pela frente para financiar as promessas de campanha, obviamente amplia o debate.

Economistas alertam para o “cheque em branco”, sem data específica e sem valor, ocasionando a volta da inflação, mais juros, e o pior, sem nenhuma responsabilidade fiscal, resultando em dívidas impagáveis. Uma responsabilidade grande demais para o segmento político, que não inspira mais nenhuma confiança. 

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