Queijo de Capão Alto recebe o Selo de Inspeção Municipal

O Selo de Capão Alto para o Queijo Artesanal Serrano J Machado representa o reconhecimento do trabalho da família, que preza pela qualidade do produto.

Assim, o Queijo Artesanal Serrano (QAS) produzido pelo casal Salete e José Machado, de Capão Alto, agora pode ser comercializado na região que compreende a Associação de Municípios da Região Serrana (Amures).

Isso é possível porque o empreendimento desses agricultores recebeu, no final de novembro de 2020, o Selo de Inspeção Municipal (SIM).

O queijo do casal Machado é muito conhecido na Região Serrana pela qualidade, o que rendeu aos agricultores prêmios em concursos regionais e nacionais.

Foto: Gisele Dias

Capacitação sobre o queijo artesanal serrano

A produção do queijo artesanal serrano continua sendo motivo de debates. Foi o que aconteceu esta semana que passou, no Centro de Ciências Agroveterinário (CAV/Udesc), num curso de capacitação. O objetivo da formação é qualificar a ação dos técnicos e extensionistas da região.

O evento foi realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Consórcio Intermunicipal Serra Catarinense (Cisama). A formação contou com a participação de 45 técnicos de toda a Serra Catarinense.

Isso tudo é uma exigência aos produtores de leite e queijo cru, para uma melhor qualificação na produção porque o procedimento não passará por processo térmico para eliminar microrganismos. Por isso, todos precisam reconhecer as origens para identificar pontos críticos de contaminação, atuando na prevenção e minimizando riscos de contaminação.

Conhecimento também sobre a microbiologia e higiene na ordenha e os cuidados necessários para a realizar a coleta para as análises de água, leite e queijo, além da legislação, implantação de alto controle, higienização e cuidados necessários no processamento da matéria prima.

Informações e foto: Assessoria de Imprensa CAV/Udesc

Etapa final do 3º Concurso de Queijo Artesanal Serrano

O Queijo Artesanal Serrano também vai brilhar na 31ª Festa Nacional do Pinhão. Na noite de 18 de junho, a partir das 18h, acontece o 3º Concurso Regional de Queijo Artesanal Serrano, durante a programação da Festa.

O evento, promovido pela Epagri e instituições parceiras, busca incentivar a produção, com qualidade, do Queijo Artesanal Serrano, promover a valorização de saber-fazer centenário, fortalecer a organização dos produtores, e divulgar a história, o sabor e a importância que o produto tem na região.

Essa será a etapa final do concurso, que foi precedida por outras três que escolheram os melhores queijos em três microrregiões produtoras. Na fase final, eles serão avaliados por uma comissão julgadora técnica e também pelo público que passar pela Festa do Pinhão.

No julgamento técnico, os queijos serão avaliados segundo suas características de cor, textura, consistência, aroma e sabor. Ainda será considerado na avaliação o envolvimento dos produtores em cursos de qualificação e processo de legalização.

Os visitantes também vão poder julgar os queijos. Entre às 20h e 21h do dia 18, quem passar pelo espaço do concurso dentro da Festa do Pinhão via poder degustar os queijos e dar sua opinião.

(Foto: divulgação)

Nova discussão sobre Queijo Artesanal Serrano

Desta vez, a preocupação da Epagri, é a de promover a qualificação da cadeia produtiva do Queijo Artesanal Serrano (QAS). O evento acontece no próximo dia 10, numa terça-feira, entre 9h e 17h, no campus de Lages da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac).

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nos escritórios municipais da Epagri ou contatando [email protected] / (49) 3289-6400.

O evento marca o início das capacitações de técnicos e produtores em Boas Práticas Agropecuárias e Boas Práticas de Fabricação, que ocorrerão durante esse ano na Serra Catarinense.

A região geográfica delimitada como produtora do QAS, denominada Campos de Cima da Serra, compreende 18 municípios da Serra Catarinense e 16 da região nordeste de altitude do Rio Grande do Sul, totalizando 34 mil km2. São aproximadamente 3,5 mil pecuaristas familiares que produzem o queijo, utilizando somente leite da propriedade.

Lançamento

Outro destaque da programação será o lançamento do livro “Caracterização ambiental e delimitação geográfica dos Campos de Cima da Serra”, marcado para às 11h15min.

A obra, editada pela Epagri, traz um levantamento das características ambientais da região, um dos documentos exigidos no processo que solicita Indicação Geográfica (IG) para o Queijo Artesanal Serrano.

Queijo artesanal serrano perto da certificação

Na sexta-feira (4), a Epagri promove em Lages um seminário sobre Indicação Geográfica (IG), onde será entregue o dossiê com toda a documentação que embasa o pedido de concessão da IG para o queijo artesanal serrano.

Conforme se espera, caso seja concedida, se tornará um  marco histórico para a região serrana, Pois, será a primeira certificação dessa natureza para queijos no Brasil.

Seja como for, com a entrega do dossiê, o trabalho da Epagri estará praticamente finalizado, tendo em vista que caberá ao INPI avaliar os documentos e decidir pela concessão ou não da IG.

O evento ocorre no Orion Parque Tecnológico da Serra Catarinense, a partir das 14h30min.

Indicação Geográfica

A Indicação Geográfica é uma forma de valorização do produto de uma região ou território, cuja procedência adquiriu notoriedade em decorrência do modo de fazer, das características ambientais locais e outros fatores.

A entrega do dossiê aos representantes da INPI será feita pela Federação das Associações de Produtores de Queijo Artesanal Serrano de SC e RS (Faproqas), que é a instituição que demandou a obtenção da certificação. Todo o processo de solicitação da IG foi coordenado pela Epagri – através de sua Gerência Regional e Estação Experimental de Lages – e Emater Rio Grande do Sul.

Entre as vantagens, a concessão da IG do queijo artesanal serrano vai dar uma contribuição inédita para a preservação de valores culturais e históricos dos moradores dos Campos de Cima da Serra.

Informações: Gisele Dias

A regulamentação do Queijo Serrano

O Deputado Gabriel Ribeiro aproveitou o recesso parlamentar para se reunir com o Clube de Integração e Troca de Experiências – CITE da Associação de Produtores do Queijo Serrano, na Comunidade de Pedras Brancas, interior de Lages.

Na pauta, a boa notícia da tão esperada regulamentação da lei de autoria do Deputado, foi alcançada a partir de muito esforço, entre o deputado, Epagri, e produtores.

A principal conquista da regulamentação foi a localização geográfica atribuída ao produto. No texto original da lei, qualquer pessoa que seguisse o modo de fazer do queijo em Santa Catarina estaria produzindo o Queijo Serrano.

Agora, apenas os produtos de origem da Serra Catarinense podem levar o título.

Informações e fotos: Fabian Varela)

Queijo serrano está regulamentado

Com méritos ao deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD), o governador Raimundo Colombo assinou, nesta quarta-feira, a regulamentação da lei que permite a produção e venda do queijo artesanal serrano, aprovada no ano passado, de autoria do deputado Gabriel Ribeiro.

Apesar da legislação estar em vigor, a regulamentação especifica pontos sobre como a lei do queijo deve ser aplicada, especialmente em relação à segurança alimentar. O decreto de regulamentação foi publicado no Diário Oficial nesta quinta.

A lei do queijo artesanal serrano foi aprovada pela Assembleia Legislativa e, depois, sancionada pelo governador em meados do ano passado. Independente da regulamentação, ela tem sido aplicada e queijeiros vêm adaptando as instalações em suas propriedades conforme as normas.

Certificado

Os sítios onde se produz queijo devem ter o certificado de propriedade livre de brucelose e tuberculose. Estão previstos dois testes consecutivos, com intervalos de seis a 12 meses, no rebanho para atestar a sanidade, ambos com resultado negativo.

Com a regulamentação, está fechado o ciclo da legislação, e não há mais pendências para a produção e venda do queijo artesanal.

(Foto:Cristina Gallo)

Queijo artesanal reconhecido

Aos poucos o esforço para ampliar o reconhecimento a respeito do Queijo Artesanal Serrano, começa a ser concretizado.

A primeira colocação no 2º Concurso de Boas Práticas em Agricultura Familiar, realizado durante a Conferência da Agricultura Familiar, em Olmué, no Chile, na última quinta, 22, comprova que está valendo a pena investir no projeto.

O projeto, inscrito na categoria “associativismo para crescer” participou com outras 22 concorrentes. Na ocasião, a Epagri relatou a experiência na capacitação e organização dos produtores ligados à Associação de Queijo Artesanal Serrano da Serra Catarinense, que desencadeou o processo de obtenção de Indicação Geográfica (IG) para o produto.

Ao todo, o concurso contou com 100 trabalhos candidatos divididos em quatro categorias. Das experiências enviadas pelo Brasil, apenas três foram premiadas, todas de empresas públicas de extensão rural.

Participaram da disputa países que compõem o Mercosul, como Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Equador.

A expectativa da Epagri é de que até o fim deste ano o queijo artesanal serrano já conte com sua IG, o que vai expandir a visibilidade e a comercialização do produto, além de garantir que sejam mantidas as práticas tradicionais de confecção.

Informações e foto: Pablo Gomes – Jornalista