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A quinta-feira, 17 de setembro de 2020, deverá ficar marcado por um capítulo na história de Santa Catarina, com a votação em Plenário que poderá resultar no afastamento do governador Carlos Moisés e da vice, Daniela Reinehr.

O Governador Carlos Moisés e a vice Daniela Reinehr podem ser afastados dos cargos
Um processo que vinha transcorrendo de forma normal. Porém, esta semana ganhou novos adendos que nos fazem pensar sobre o comportamento advindo da Assembleia Legislativa.
Pois, justamente na semana em que o Ministério Público Federal denunciou o presidente da Casa, Júlio Garcia na Operação Alcatraz, por suspeitas que envolvem lavagem de dinheiro.
O fato parece ter mudado todos os encaminhamentos. Pois, parece ter favorecida a necessidade da antecipação da votação em Plenário, em sessão extraordinária, diminuindo, inclusive, o tempo para as defesas dos envolvidos.
Os poderes estão em busca de inúmeras alternativas. Pois, com o afastamento dos governantes, o presidente da Alesc, Júlio Garcia é que assume o comando do Executivo.
Mas, o imbróglio judicial que pesa contra ele poderá também ser um impedimento, e em caso de afastamento do Governador Carlos Moisés, quem pode assumir o cargo é o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o desembargador Ricardo Roesler. Pensem na confusão entre os poderes.
Por outro lado, a insistência de arrolar também a vice-governadora Daniela Reinehr, denota que há uma articulação forte para fazer uma “limpeza” no governo, para então uma nova gestão assumir, logicamente, a partir de uma possível aprovação do impedimento de ambos.
Até agora, o que se viu foi uma mobilização ampla na esfera política. A Justiça, também deve dar seu veredicto, fato que pode reverter todo o andamento do processo. Pois, afastamento é uma coisa, e impeachment, é outra.



