Resultado da audiência pública sobre Linha Férrea Tronco Sul

Para quem não soube, lembro que no dia 1º de julho, ocorreu uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir a suspensão da operação da Linha Férrea Tronco Sul — ferrovia estratégica que liga os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, afetando diretamente a cidade de Lages e diversas regiões do Sul do país.

A iniciativa foi resultado de um pedido feito pelo vereador de Lages, Jonata Mendes, à deputada federal Daniela Reinehr, que prontamente atendeu à solicitação e protocolou o requerimento da audiência na Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados.

Passados alguns dias, o vereador Jonata Mendes conta ao Blog os avanços conquistados após a audiência. Confira o que ele disse no vídeo abaixo:

Como adiantou o vereador, governos do Sul trataram do assunto

Nesta terça-feira, 8, em Santa Catarina, os governadores Jorginho Mello, do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, o secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná, Sandro Alex e o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso do Sul, Jaime Elias Verruck, debateram a questão das ferrovias dos quatro estados e ter uma ligação comum entre todos, a Ferrosul.

Fotos: Roberto Zacarias / SECOM

O grupo decidiu criar uma comissão oficial para participar do debate nacional sobre a renovação das concessões ferroviárias e defender os interesses comuns. Cada estado vai indicar os representantes que vão trabalhar nos planos de ação.

Por determinação de Jorginho Mello, Santa Catarina vai ser representada pelos secretários de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, do adjunto da mesma pasta, Ivan Amaral, e do secretário adjunto de Infraestrutura e Mobilidade, Ricardo Grando.

Junto com os representantes dos outros estados eles vão trabalhar o mapa ferroviário dos quatro estados, aquilo que é convergente para a comissão e definir a espinha dorsal fundamental, a Ferrosul, para o desenvolvimento ferroviário no Sul.

Rota Caminhos da Neve: o gargalo está no lado gaúcho

A audiência pública sobre o futuro da Rota Caminhos da Neve (BR 438), realizada na tarde desta última sexta-feira (21), em São Joaquim, evidenciou os avanços do lado catarinense, e a confirmação de que o Governo do Estado irá complementar o trecho de pouco mais de 10 km até a divisa com o Rio Grande do Sul. O Estado também investiu sozinho na construção da Ponta das Goiabeiras, sobre o Rio Pelotas.

O grande gargalo está na indefinição quanto à federalização da Rodovia. As maiores dificuldades estão no lado gaúcho, com a situação praticamente estacionada, quase sem mobilização por parte das principais autoridades do Rio Grande do Sul. É como se Bom Jesus e arredores nada significassem para os gestores e as demais representações políticas.

A luta do Grupo BR 43 tem sido praticamente isolada. A comunidade gaúcha, há quase 40 anos tem buscado sensibilizar os governos estadual e federal, para implementação asfáltica da Rota Caminhos da Neve, para dar novo impulso ao desenvolvimento econômico da região, de forma integrada com Santa Catarina, traçando um novo percurso entre Florianópolis (SC) e Gramado (RS).

Presenças

Por mais que o interesse seja maior de parte da comunidade de Bom Jesus, no lado gaúcho, a representatividade do Estado, na audiência, foi pífia.

Prefeito de Gramado, Nestor Tissot

Contou com apenas com a presença do prefeito de Gramado, Nestor Tissot e do representante da Superintendência do DNIT, Daniel Benk. Além de alguns vereadores e lideranças de Bom Jesus. O prefeito da cidade, Frederico Becker, principal interessado, sequer justificou a ausência.

Pelo lado dos catarinenses, expressiva força política, com participação dos prefeitos de São Joaquim, Lages, Bom Jardim da Serra, Urubici e de Florianópolis. Dos deputados federais Daniela Reinher e do Coronel Armando, dos estaduais Marcius Machado e Volnei Weber, entre inúmeras classes empresariais representativas da região.

Esforço conjunto

Novamente a representatividade catarinense, por mais que esteja avançada com relação à pavimentação e com a certeza da conclusão, evidenciou a falta de tenacidade no lado gaúcho. Porém, irá atuar em conjunto para que haja avanço, e que o projeto possa avançar.

Na audiência, a importante participação do diretor executivo nacional, Carlos Barros, representando o ministro dos Transportes, Renan Filho. Tecnicamente, apontou os principais problemas e as possíveis soluções.

Destaque também para a presença do diretor institucional da Frente Parlamentar Mista de Logística e Infraestrutura (Frenlogi), Edinho Bez, representando os cerca de 330 deputados e senadores. Aliás, na audiência, lá estiveram também representantes de deputados e senadores, demonstrando a valorização pela causa.

A partir de agora, há expectativa de que a partir da Ata da audiência, as resoluções ganhem objetividade. Em suma, o evento chamou atenção especial, pela falta de engajamento da classe política do Rio Grande do Sul, especialmente, de parte do Governo.

Houve até quem sugeriu em tom de brincadeira, de que Bom Jesus estaria disposto a ser anexado à Santa Catarina, tamanha a sensação de abandono.

A audiência foi organizada pelo do Grupo BR 438, sob a coordenação de Jaziel Aguiar Pereira, com ampla participação do comendador Wirto Schaeffer e do jornalista Artur Hugen.

Fotos: Paulo Chagas

Manifestação de Daniela sobre Plano Safra

A deputada federal Daniela Reinehr usou das redes socias para protestar sobre o assunto do corte de crédito ao agro. Mais tarde voltou para dizer, que depois da forte pressão adotada por parlamentares, e mais precisamente, pelo setor, o Governo Federal, ao liberar R$ 4 bilhões, tenta resolver o impasse do Plano Safra, criado pelo próprio Governo.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Segundo ela, isso demonstra que quanto há cobrança, os resultados são alcançados. É por aí. Daniela tem tido uma forte participação em várias causas justas à população, especialmente na defesa dos interesses nacionais, e que acabam influenciando diretamente no bolso dos produtores e dos consumidores.

Seja como for, a questão teve novo desdobramento

Volto ao assunto do corte dos financiamentos a agro, de parte do Governo Federal, visando atualizar o contexto, pois, expus a questão neste mesmo espaço, dias atrás. Também teve quem me cobrasse, pois, o fato teve novos contornos, depois da forte pressão de todos os setores ligados ao agronegócio.

A liberação de novos valores foi a solução do Governo Federal para assegurar o andamento do Plano Safra 2024/2025 e manter acesso ao crédito para o setor agropecuário / Foto: Wilton Junior/ Estadão Conteúdo

Por fim, o governo brasileiro anunciou na última sexta-feira (21), a liberação de R$ 4 bilhões em créditos extraordinários para destravar as linhas de financiamento do Plano Safra 2024/2025, através de uma MP. Essa medida foi tomada após a suspensão dos repasses devido ao atraso na aprovação do Orçamento de 2025.

Solução emergencial

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a solução encontrada evita a descontinuidade dos financiamentos e respeita os limites do arcabouço fiscal. A expectativa é que as linhas de crédito sejam normalizadas já nesta semana.

Seja como for, o baque no setor foi gigante. O Plano Safra anunciado pelo Governo, era tido como o maior da história, com R$ 476 bilhões previstos. A falta de novos recursos, trariam sérios problemas, pois, os produtores teriam enormes dificuldades para bancar custos e investimentos. O impacto, obviamente terá de ser repassado aos custos, elevando os preços ao consumidor.

Governo penaliza quem produz

A nova decisão, mediante a liberação de R$ 4 bilhões em créditos extraordinários, está longe de atingir os objetivos propostos anteriormente pelo Plano Safra, anunciado pelo próprio presidente Lula. O Governo Federal consegue se superar, com um erro atrás do outro.

Vale lembrar, que somente em 2024, o agronegócio correspondeu a 22% do PIB do Brasil. Como se vê, a porcentagem reforça que decisões sobre crédito rural afetam não só os preços nas prateleiras, mas também toda a economia. Enfim, soa como a uma punição ao setor que está segurando no que pode a economia do país.

Deputada anuncia cinco novas escolas cívico-militares em SC

A deputada federal Daniela Reinehr (PL) anunciou que Santa Catarina irá contar com cinco novas escolas cívico-militares. Segundo conta, quando governadora interina, isso no governo de Carlos Moisés, deu início a mudanças significativas que priorizam valores como disciplina, respeito e patriotismo nas escolas catarinenses.

Deputada federal Daniela Reinehr / Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Agora, como deputada federal, segue no compromisso de contribuir em fazer com que o Estado avance cada vez mais no segmento educacional, nesse modelo de escola.

Assim, informa que o Programa Estadual das Escolas Cívico-Militares será ampliado: cinco novas unidades serão implementadas a partir de 2025, totalizando 15 escolas estaduais nesse modelo transformador!

As novas escolas são:

➡EEB Prof. Neusa Ostetto Cardoso, em Araranguá;
➡EEB Sólon Rosa, em Curitibanos;
➡EEB Walmor Ribeiro, em Ibirama;
➡EEF Francisco de Paula Seara, em Itajaí;
➡EEB Prof. Maria Paula Feres, em Mafra.

Opositores pedem o impeachment de Lula

A terça-feira (20) foi marcada por falas de parlamentares da oposição, em Brasília. Também articulam o protocolo ainda nesta quarta-feira (21), do pedido de impeachment contra o presidente Lula, devido aos dizeres comparando a ofensiva de Israel contra o Hamas ao Holocausto, ou seja, com o genocídio que matou cerca de 6 milhões de judeus por nazistas, na Segunda Guerra Mundial.

Declarações de Lula sobre conflito na Faixa de Gaza dominaram debates no Plenário / Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

As declarações de Lula geraram uma grave crise diplomática entre o Brasil e Israel, ao ponto de o Presidente ser declarado “persona non grata”.

Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados

Nas redes sociais, a deputada Daniela Reinehr, falou do número recorde de assinaturas pelo impeachment, 129, incluindo de parlamentares da base do próprio governo.

Partidos sondam nomes para as principais prefeituras

O grande objetivo está na conquista das dez maiores cidades de Santa Catarina, e que, obviamente, terão mais peso no campo decisório futuramente. O Partido Liberal, por exemplo, do governador Jorginho Mello, tenta encaixar as peças com nomes potencialmente fortes e que tenham ligações com Partido dele e de Bolsonaro. Aliás, na visita do ex-presidente em Santa Catarina, recentemente, o assunto foi tratado a portas fechadas entre os dois líderes.

Bolsonaro e Jorginho querem emplacar nas principais prefeituras / Foto: reprodução

O estudo sobre os candidatos em potencial, poderá apresentar surpresas, com gente de pouca identificação nos municípios. Uma das possibilidades ventiladas, por exemplo, está na deputada federal e ex-vice governadora, Daniela Reinehr (PL), numa eventual candidatura em Blumenau. Ela é oestina, mas tem identidade germânica. Difícil é saber se emplaca.

Já no Oeste, em Chapecó, para tentar substituir João Rodrigues (PSD), poderá surgir o nome da deputada federal Caroline De Toni, também do PL. Enfim, as estratégias ainda estão indefinidas, e as composições oficiais só irão aparecer bem mais adiante.

Em Lages, ainda não há nenhuma indicação. Não há ninguém do Partido Liberal com força suficiente para garantir uma eleição. A deputada federal Carmen Zanotto (Cidadania), hoje Secretária de Estado da Saúde, poderá ser a indicada por Jorginho. Aliás, o nome dela está tido como certo desde já.

Vitória pessoal: Daniela Reinehr é eleita deputada federal

A vice-governadora Daniela Reinehr (PL) viveu e ainda vive o isolamento completo dentro do governo de SC, principalmente após os episódios dos dois processos de impeachments sofridos por Carlos Moisés. Nestes dois momentos ela assumiu o governo interinamente, promovendo mudanças no secretariado. Talvez, acreditando que seria efetivada. Foram atitudes que desagradaram o titular que acabou saindo ileso dos dois processos.

A volta por cima da vice-governadora se deu pelo fato de nunca ter abandonado o presidente Jair Bolsonaro. Pacientemente, esperou a decisão dele quanto ao rumo partidário, e depois o seguiu junto na filiação ao Partido Liberal. Resultado: eleita deputada federal com 84.631 votos. Uma vitória pessoal, sem dúvida, alcançada por uma correta diretriz política. Por fim, para ela, uma espécie de desforra.

Formada em Direito e ligada ao meio rural, é defensora ferrenha do agronegócio. Será uma forte aliada ao setor, no Congresso. Daniela está sendo esperada na Expolages 2022, que acontece na próxima semana entre os dias 11 e 17, no Parque Conta Dinheiro, em Lages. O governador Carlos Moisés, não confirmou.

Foto: reprodução facebook de Daniela

Caminho livre para Sopelsa assumir o Governo de SC

Diante da ocorrência do que disse em vídeo, com relato pesado, a vice-governadora Daniela Reineher evidenciou a “manobras” do governador Carlos Moisés. Ficou claro assim que havia mesmo receio de qualquer atitude da vice, que pudesse impedir ou criar algum fato novo, ao interesse de transmitir o cargo para o presidente da Assembleia Legislativa, Moacir Sopelsa (MDB). Havia medo.

Conforme o relato de Daniela, sobre o ato administrativo de transferência, às 10 horas da manhã desta quarta-feira (31), obviamente se sabia da impossibilidade dela em estar presente, evidenciando o desrespeito citado por ela no vídeo.

Seja como for, se era esse o motivo que impedia o afastamento de Moisés, a transferência do cargo de governador interino a Sopelsa vai ocorrer, segundo informações, neste dia 3 de setembro, sem mais nenhum receio.

Foto: Agência Alesc