Você acredita que avança impeachment de Barroso?

Pouco provável. Nenhuma medida diferente se espera do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), a não ser engavetar o pedido de impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, pedido semana passada por um grupo de senadores.

Entre eles, Lasier Martins (Podemos-RS), Eduardo Girão (Podemos-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Luís Carlos Heinze (PP-RS) Carlos Viana (PL-MG).

Segundo eles, o pedido de impeachment é robusto e embasado num trabalho feito por alguns juristas, entre eles Roberto Lacerda e também Paulo Fernando Melo. Girão ressaltou que o “caos” reinante no país, decorre possivelmente do que ele chamou de “atitude do ministro com a atividade político partidária” e ao que ele considera uma quebra da harmonia e da independência entre os Poderes. É esperar para ver no que dá.

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senad / Fonte: Agência Senado

Senadores pedem impeachment do ministro Barroso

Alguns senadores convocaram coletiva à imprensa na tarde desta quarta-feira (23), e anunciaram que vão protocolar, ainda hoje, junto à Presidência da Casa, o pedido de impeachment do ministro Luiz Roberto Barroso. Entre os argumentos o fato de ele ter dito a uma pessoa, em Nova Iorque, ao ser questionado educadamente, a resposta “perdeu mané. Não amola!”. 

Além disso, os senadores alegam uma série de outros motivos, tais como, as desconformidades ao comprimento inconstitucional, e procedimentos administrativos irregulares, entre vários outros. O Senadores, também afirmam que apenas estão no cumprimento funcional de obrigação. Por fim, esperam que desta vez, sejam atendidos..

Audiência Pública 

Por outro lado, o senador Eduardo Girão (Podemos), através do Twitter, noticiou ainda ontem, terça-feira (22), que foi aprovada a realização de audiência pública no Senado, para debater sobre as denúncias nas eleições. Na semana que vem, segundo informou, serão ouvidos juristas, Polícia Federal, Ministros de Estado, incluindo, do Supremo Tribunal Federal (STF), com convite direto a Alexandre de Moraes, o servidor exonerado do TSE, os especialistas Carlos Rocha e Cerimedo (argentino). Concluiu dizendo “chega de segredinhos na República”.

Foto: reprodução de vídeo

Protocolado pedido de impeachment contra Moisés

Há cerca de um mês tive acesso a um documento elaborado pelo Pros, apontando as ações do governador, por hora licenciado, especificamente sobre o Plano 1000.

Nesta segunda-feira (5), o advogado Leandro Ribeiro Maciel, que também candidato a deputado federal pelo partido, protocolou pedido de impeachment contra o Governador, incluindo novas justificativas.

Entre elas, o uso da aeronave utilizada para transporte médico em algumas ocasiões; omissão na aquisição de leitos neonatais, e até mesmo a nomeação de um deputado condenado na Operação Fundo do Poço, em 2019. No caso, Romildo Titon (MDB).

Pelo Pros, Ralf Zimmer Junior é candidato a governador. Enfim, pelo que se observa é uma tentativa de criar um novo caso negativo em torno da figura de Moisés, ou pelo menos, chamar atenção.

De parte da Assessoria do Governador, o ato é tido como “desespero dos adversários”. Imagino que o processo que não irá avançar.

(Foto: redes sociais)

Julgamento do impeachment de Carlos Moisés

Um dia histórico na política catarinense. Dia em que novamente o governador de Santa Catarina está no banco dos réus, e pode ser afastado definitivamente.

Carlos Moisés pode ou não retornar ao comando do Governo

O julgamento transcorre na Assembleia Legislativa, conduzido por um Tribunal Especial. Moisés está sendo julgado pelo crime de responsabilidade na compra dos 200 respiradores mecânicos com pagamento antecipado de R$ 33 milhões. O crime de omissão também pesa.

Seja como for, independente da hora, depois deste julgamento, quem quer que seja, Carlos Moisés ou Daniela Reinehr, o Estado precisa de uma nova ordem administrativa.

🎥 Assista: bit.ly/3uupw3l

Dose dupla: CPI Covid e julgamento de Carlos Moisés

A CPI da Pandemia, através da comissão parlamentar aprovou a convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e dos três ex-ministros da pasta Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello. Amanhã, terça-feira, serão ouvidos Mandetta e Teich. Na quarta-feira (5), será a vez de Pazuello. Já o depoimento do atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ficou marcado para a quinta-feira (6).

Carlos Moisés tem recebido apoio de prefeitos de algumas regiões do Estado

Por falar em CPI, muita expectativa envolve o julgamento que pode afastar em definitivo o governador Carlos Moisés, caso se alcance os 7 votos dos 10 previstos. Será, sem dúvida, uma semana de muita articulação tanto da defesa quanto da acusação. É a briga pelo poder em Santa Catarina. O julgamento acontece na sexta-feira, dia 7, a partir das 9 horas da manhã, na Assembleia Legislativa.

Foto: divulgação

Observo que

A impressão é de que o tempo segue passando rapidamente. Dentro de mais alguns ocorre o julgamento do governador afastado, Carlos Moisés, na acusação de crime de responsabilidade e omissão, no caso da compra dos 200 respiradores. Portanto, na sexta-feira, 7 de maio, se cruzam judicialmente os interesses pelo comando do Estado.  Se Daniela vai ou não permanecer, não se sabe.

Posicionamentos externos dão indicativo de que Moisés será inocentado e deve retomar o controle das ações do Governo. São muitas as especulações em torno no processo, e mais ainda, nos bastidores, com todo o tipo de articulação. 

Por outro lado

Os atos políticos de Daniela Reinehr dão margem à crítica. A principal questão a que me refiro se deve às exonerações e promoções de nomes do alto escalão, justamente neste curto momento em que antecede o julgamento do governador afastado Carlos Moisés.

Na segunda-feira (26), promoveu a troca do presidente da Agência de Desenvolvimento do Turismo de SC (Santur), Leandro ‘Mané’ Ferrari Lobo. E, nesta quinta (29), a do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável, Luciano Buligon. Para o lugar dele, Ricardo Gouvêa.

Ricardo de Gouvêa assumiu a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável nesta sexta-feira, 30

Afinal, quanto deve custar aos cofres do Governo tais mudanças? E, caso Carlos Moisés retorne, de novo a mexida será grande. O mínimo que poderia se esperar, de parte de Daniela, seria um pouco de paciência. Nem mesmo ela sabe o que vai acontecer no “Dia D”, do pedido de impeachment. Ou será que sabe algo mais, e que nós, meros mortais do lado de cá, não sabemos.

Julgamento do governador Carlos Moisés: data marcada!

Termina o suspense sobre quando será o dia do julgamento do impeachment do governador afastado Carlos Moisés, no caso dos 200 respiradores: será no dia 7 de maio, uma sexta-feira, a partir das 9 horas.

A data foi confirmada nesta quinta-feira (22), em despacho do presidente do Tribunal Especial de Julgamento Impeachment, desembargador Ricardo Roesler, publicado na edição desta quinta do Diário Oficial da Assembleia.

Dez julgadores

Na sessão de julgamento, os cinco deputados e cinco desembargadores que integram o tribunal vão decidir se Moisés cometeu crime de responsabilidade na compra com pagamento antecipado dos 200 respiradores, por R$ 33 milhões, no ano passado. Os equipamentos nunca foram entregues e o Estado não conseguiu recuperar todo o dinheiro pago.

Sete votos

Se for considerado culpado por sete dos 10 membros do tribunal, o governador perderá o cargo em definitivo. Caso seja inocentado, Moisés retornará ao comando do Poder Executivo.

Foto: Bruno Collaço / AGÊNCIA AL