Municípios de SC aderem à campanha “Sem FPM Não Dá!”

Oito meses do Governo Lula e um manifesto inesperado, acontece. Na última quarta-feira (30), milhares de prefeitos cumpriram a promessa de fechar as portas das prefeituras. Foi em protesto contra a forma que o governo distribui os recursos que arrecada do cidadão através de impostos, o dito Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Estudos da Confederação Nacional dos Municípios – CNM, afirmam que 51% dos municípios brasileiros estão no vermelho. Na quarta-feira, 30, os prefeitos participaram do Dia D, em Florianópolis / Foto: Ascom Fecam

Além disso, a maioria dos gestores municipais reclama que o governo e o Congresso Nacional criam despesas obrigatórias e não geram maneiras de as prefeituras cumprirem com os pagamentos destas despesas.

Somente no Nordeste, a adesão envolveu prefeitos de nove estados. A paralisação foi programada para acontecer apenas em um dia, como forma de alertar as autoridades para a situação dos municípios, mas as lideranças municipalistas planejam outras formas de protestar, caso as reivindicações não sejam atendidas.

O problema é mais grave, quando se trata de cidades pequenas, onde a arrecadação de ICMS é baixa e que não dispõem de alternativas para movimentar a economia local, fazendo com que o município seja considerado “pobre”, em comparação a outros. (Fonte: Brasil 61).

Santa Catarina há municípios solidários à causa

É o caso da Prefeitura de Otacílio Costa, na Serra Catarinense, que também aderiu à campanha “Sem FPM Não Dá!” organizada pela Federação de Consórcios, Associações de Municípios e Municípios de Santa Catarina – FECAM. A campanha defende uma melhor receita para os municípios.

O Fundo de participação dos Municípios é a maneira como a União repassa verbas para os municípios brasileiros, cujo percentual, dentre outros fatores, é determinado principalmente pela proporção do número de habitantes estimado anualmente pelo IBGE.

Foto: Assessoria de Imprensa  – Otacílio Costa

Na quarta-feira, 30, os prefeitos participaram do Dia D, em Florianópolis, entre eles, lá esteve o prefeito Fabiano Baldessar de Souza de Otacílio Costa. O objetivo foi chamar a atenção do Governo Federal, do Congresso Nacional e de toda a sociedade para a grave crise financeira vivida pelas prefeituras.

Municípios perto de receberem recursos do FPM

O Congresso Nacional aprovou ontem, dia (20) o Projeto de Lei (PLN) 1/18, que abre crédito especial de R$ 2 bilhões aos municípios.

Deputados aprovaram nesta terça-feira (20) a abertura de crédito aos municípios -Foto: Agência Brasil

Os recursos serão destinados aos Ministérios da Educação (R$ 600 mi), Saúde (R$ 1 bilhão) e Desenvolvimento Social (R$ 400 mi) para viabilizar o auxílio financeiro às prefeituras. A matéria foi aprovada em votação simbólica e vai à sanção presidencial.

A verba estava prevista em medida provisória editada pelo governo federal no final de dezembro do ano passado, que autoriza a União a transferir aos municípios que recebem o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) recursos destinados à superação de dificuldades financeiras emergenciais.

Santa Catarina deve receber cerca de R$ 78 milhões que auxiliarão na ampliação do atendimento da população em áreas como saúde, educação e assistência social.

Confira aqui a estimativa por município.

Mais recursos em caixa!

O Plenário do Senado deve votar nesta próxima semana a proposta que aumenta as receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Na semana passada, foi aprovado o calendário especial para a tramitação da proposta, que eleva de 49% para 50% o repasse da União ao fundo relativo ao Imposto de Renda e ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

A proposta ainda determina que o acréscimo de receita deverá ser repassado em setembro de cada ano. A estimativa é de que, com a proposta, as transferências aos municípios via FPM possam chegar a R$ 5,6 bilhões em 2021.

Crise nos municípios será maior em 2017

Vilso IIEconomistas preveem muitas dificuldades para os futuros prefeitos. A dificuldade em recuperar a economia nacional é muito grande, e os reflexos nos municípios serão sentidos em 2017.

Como o Governo Federal tem acumulado perdas astronômicas no seu caixa, o mesmo deverá acontecer no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O empresário Vilso Isidoro, que também é economista, está preocupado. Segundo ele, o Governo precisa já amanhã, tomar medidas corajosas para tentar mover a reação da economia.

Um dos caminhos é falar em reduzir impostos e injetar novo ânimo no setor produtivo, ao invés de fomentar a tese da arrecadação com a criação da CPMF, por exemplo, ou ficar exaustivamente trabalhando na Reforma Previdenciária, que só terá reflexos daqui há muitos anos à frente.

Obviamente, a Reforma é necessária. Mas aquecer o mercado e estancar o desemprego, que pode crescer em mais 3%, chegando ao inadmissível percentual de 14%, são prioridades para “ontem”, disse.

Municípios recebem 0,5% de adicional do FPM

Não é muito. Mas ajuda. Municípios de todo Brasil receberam nesta quinta-feira (9), a primeira parcela de aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O valor se referente ao adicional de 0,5% instituído pela Emenda Constitucional nº 84/2014.

Na região da Amures que compreende 18 municípios, o repasse bruto é da ordem de R$ 2.026.190,73 e descontado o valor do Pasep de R$ 20.261,94, o valor líquido fica em R$ 2.005.928,79. Lages ficou com a maior fatia R$ 608.431,58.

amures fundo

O presidente da associação de municípios Vânio Forster observa que o repasse é importante, mas, não resolve o problema da crise financeira.

Do total da arrecadação do governo federal hoje, apenas 17% vai para os municípios. A menor cota considerando que as maiores obrigações estão nos municípios.

(Informações e foto: Oneres Lopes)

Manifesto de Prefeitos contra a redução de receitas

Secretária Executiva Iraci de Souza (1)A sede da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) vai amanhecer nesta quinta-feira (26), estampada com uma imensa faixa de sete metros de comprimento com os dizeres “Municípios: Muitas atribuições, poucos recursos”.

A manifestação faz parte da campanha nacional Viva o seu Município, em protesto a política tributária e de desigualdade de distribuição fiscal do governo federal.

Os prefeitos dos 18 municípios da Serra Catarinense ratificaram em assembleia na segunda-feira (23), a manifestação a partir das 10 horas e se colocarão a disposição da imprensa para apresentar números e responder as indagações.

O desabafo dos prefeitos é decorrente de uma situação financeira que está ficando insustentável administrativamente.

Presidente da Fecam presente na Amures

O prefeito de Chapecó, e presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), José Caramori, participou da reunião na sede da Amures, em Lages, na manhã desta segunda-feira (23).

A primeira intenção é a de fortalecer a entidade representativa junto aos municípios.

Porém, a preocupação está em como enfrentar as dificuldades cada vez maiores dos prefeitos, frente às obrigações. É sabido que o governo federal fica sempre com a maior fatia, e os municípios penalizados com repasses cada vez menores, especialmente do Fundo de Participação dos Municípios, FPM.

Amures Fecam

Secretária Regional de São Joaquim, Solange Pagani também marcou presença na Amures

E, este ano, a expectativa é de que a receita dos municípios caia ainda mais. Por isso, Caramori entende que os prefeitos devam se unir e se reunir cada vez mais para debater a problemática e encontrar alternativas para fazer frente à crise que se projeta.

Caramori AmuresPresidente da Fecam – José Cláudio Caramori

Para ele, há municípios já em fase pré-falimentar e que dificilmente vão suportar nova sobrecarga de prejuízos no tocante aos repasses federais.

Lembrou que as reuniões com as Associações já servem de preparação para o Congresso Catarinense de Municípios previsto para acontecer entre os dias 18 e 20 março, no Centro Sul, em Florianópolis.

Gabriel AmuresDa abertura dos trabalhos também esteve presente o deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD), que mais uma vez reiterou a parceria dele em apoio às necessidades dos municípios da Amures.

Prefeitos discutirão medidas para enfrentar crise

As dificuldades financeiras e adoção de medidas para enfrentam a crise neste início de ano, será um dos assuntos da pauta da assembleia de prefeitos da Amures, na segunda-feira (23), na sede da associação.

AmuresA reunião será a primeira sob a presidência do prefeito de Correia Pinto, Vânio Forster que entregará a todos os municípios, um mapa atualizado da malha viária, distâncias, localidades e da hídrografia.

O primeiro assunto da assembleia que iniciará ás 9 horas será sobre uma proposição de referendum de contribuição financeira dos municípios à Federação Catarinense de Municípios (Fecam).

O presidente da federação, prefeito de Chapecó José Cláudio Caramori e o diretor Celso Vedana farão a defesa da proposta.

Crise

A crise começa pela diminuição dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de fevereiro deste ano que tiveram uma redução de 13,04% em relação a igual período do ano passado.

Ele deverá propor a adoção de medidas coletivas dos municípios para que os prefeitos não percam o controle fiscal.

A deputada federal Carmen Zanotto (PPS) confirmou presença na reunião.

(Informações e foto: Oneres Lopes)