O apelo do setor de bares e restaurantes, não foi ouvido. Com 19 votos a favor e 13 contrários, o Plenário da Assembleia Legislativa de Santa Catarina manteve nesta terça-feira (19) o veto parcial ao Projeto de Lei (PL) 449/2021, que altera cinco leis de natureza tributárias, a maioria delas referentes a benefícios fiscais de ICMS. Eram necessários 21 votos contrários para a rejeição da matéria.

O veto atingia emendas apresentadas pelos deputados ao projeto, aprovado no fim do ano passado, que tratavam de alterações de alíquotas de ICMS para o setor de bares, restaurantes e estabelecimentos similares, assim como produtos como leite e farinha de trigo.
Entre os contrários, o deputado Bruno Souza (Novo) criticou a manutenção do veto. “O que está acontecendo é um retrocesso. Estamos passivamente aceitando um aumento de impostos em um setor, abrindo a porta para o aumento de impostos em outros setores”, afirmou.
Laércio Schuster (União) também criticou a manutenção do veto e reformou que a medida representa aumento de impostos. “Não podemos fazer isso com o catarinense”, disse. “Não existe compensação que justifique aumento de imposto.”
Scheffer e Sopelsa discordaram da afirmação que a manutenção do veto resulta em aumento de impostos para o setor de bares e restaurantes. “A emenda tratava de redução”, ressaltou o presidente.
Manifesto da Abrasel
Segundo a entidade, deputados estaduais mantêm os catarinenses pagando mais caro. Por conta dos deputados estaduais, o catarinense continuará sendo o brasileiro que paga a mais alta carga de ICMS na refeição fora do lar e no consumo de vinhos, espumantes e destilados.
No fim da tarde de ontem (19), aprovaram, por 19 votos a favor e oito abstenções, o veto do governador à equiparação do imposto para alimentos e bebidas. Incoerentes, no mínimo, desfizeram a votação unânime de dezembro passado, que equiparava a taxação à paga pelos paranaenses.
No estado vizinho é de 3,2%, enquanto nós, catarinenses, pagamos 7% nos alimentos e 25% nos vinhos, espumantes e destilados. Tudo apesar de o governo estadual bater recordes de arrecadação, optando por utilizar este dinheiro para aumento de cargos, salários e benefícios.
A entidade relacionou e explicitou como votaram os deputados:
A favor do veto:
Ada de Luca (MDB)
Adriano Pereira (PT)
Doutor Vicente (PSDB)
Fabiano da Luz (PT)
Fernando Krelling (MDB)
Ismael dos Santos (PSD)
Jerry Comper (MDB)
José Milton Scheffer (PP)
Julio Garcia (PSD)
Marcos Vieira (PSDB)
Marlene Fengler (PSD)
Mauro de Nadal (MDB)
Nazareno Martins (PODEMOS)
Padre Pedro Baldissera (PT)
Paulinha (PODEMOS)
Romildo Titon (MDB)
Sergio Motta (REPUBLICANOS)
Valdir Cobalchini (MDB)
Volnei Weber (MDB)
Abstenções:
Altair Silva (PP)
Coronel Mocellin (REPUBLICANOS)
Kennedy Nunes (PTB)
Luiz Fernando Vampiro (MDB)
Milton Hobus (PSD)
Moacir Sopelsa (MDB)
Nilso Berlanda (PL)
Rodrigo Minotto (PDT)







