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Não foi na reunião de ontem, terça-feira (8), entre governadores e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, que se chegou a um entendimento sobre a dívida dos Estados com a União.

Pelo lado do Governo Federal, a proposta de alongar para 20 anos e a concessão de 20% de desconto em até dois anos, não foi bem digerida pelos governadores, em especial o de Santa Catarina, Raimundo Colombo.
A reprovação da cobrança da dívida com o recálculo da taxa Selic composta, e que cobra juro sobre juro, coloca SC como devedora de R$ 8,5 bilhões. Se for usada a cobrança simples da Selic, a dívida estaria zerada.
Mesmo assim, mostrando boa vontade, houve contraproposta: 40% de desconto no valor da parcela por 24 meses, mais o alongamento. Porém, depende também de aprovação do Congresso.
Por outro lado, se os dirigentes de Santa Catarina têm a convicção de que não deve mais nada, pois, partiu de uma dívida de R$ 4 bilhões, pagou R$ 13, e ainda tem mais R$ 8,5, tem mais é que seguir contestando na Justiça. A previsão é de confronto.
Foto: Fernanda Rodrigues / SAN



