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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um agente político de Lages, no caso, o vice-prefeito Jair Junior, por danificar patrimônio público ao furar, com um prego, o pneu de um carro oficial no pátio da Prefeitura, no domingo de Páscoa, 20 de abril de 2025. Câmeras de videomonitoramento teriam flagrado apenas ele circulando no local naquele dia, o que reforça a suspeita de autoria.
O denunciado já responde a outra ação penal por suposta violência contra mulher e agora enfrenta mais um processo, com base no artigo 163, inciso III, do Código Penal, que trata de dano qualificado por se tratar de bem público, prevendo multa e detenção. A Promotoria destacou que a conduta demonstra desrespeito às instituições e ao patrimônio público.
Imagem cada vez mais comprometida
A nova denúncia recoloca Jair Junior no centro de um noticiário que, infelizmente, não é positivo nem compatível com a liturgia do cargo que ocupa. Ainda que o princípio da presunção de inocência deva ser respeitado, a sucessão de episódios judiciais envolvendo um vice-prefeito fragiliza a imagem institucional da Prefeitura de Lages e compromete a confiança da população.
Se confirmada, a atitude de danificar deliberadamente um bem público revela não apenas imaturidade política, mas também desprezo pelo dinheiro do contribuinte e pelas regras mínimas de convivência democrática. Um agente público não pode agir como se estivesse acima da lei ou das instituições que jurou respeitar.
Mesmo antes de uma sentença, o caso exige uma postura firme e transparente do próprio vice-prefeito e da administração municipal. O silêncio ou a minimização do episódio só ampliam o desgaste. Em tempos de cobrança por ética e responsabilidade na política, Jair Junior precisará explicar-se à sociedade, e provar, com atitudes, que compreende a gravidade do cargo que ocupa, embora não exercendo de fato.




