Jair Júnior deixa presídio e cumprirá prisão domiciliar

O vice-prefeito afastado de Lages, Jair Júnior, deixará o Presídio Regional ainda nesta quinta-feira (3) para cumprir prisão domiciliar, conforme decisão da Justiça. A medida foi concedida em razão do seu estado de saúde após o acidente de trânsito ocorrido em maio, durante a operação que resultou em sua prisão.

Segundo a defesa, Jair Júnior seguirá sob monitoramento por tornozeleira eletrônica e deverá obedecer às restrições impostas pela Justiça. O político passou por cirurgias e tratamento médico após sofrer fraturas e outras lesões decorrentes da colisão na BR-116.

Condenado a 10 anos e 11 meses de prisão por crimes relacionados à violência doméstica contra a ex-companheira, Jair também teve determinada a perda do mandato e a suspensão dos vencimentos do cargo de vice-prefeito. A defesa, no entanto, mantém recursos nas instâncias superiores e busca reverter a condenação.

A concessão da prisão domiciliar acrescenta um novo capítulo ao caso, que continua gerando repercussão política e jurídica em Lages. Enquanto os recursos seguem em análise, Jair Júnior permanecerá em casa, sob acompanhamento médico e fiscalização eletrônica.

(Foto: Ascom PML)

 
 

Jair Júnior recebe alta e inicia cumprimento de pena

O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, recebeu alta hospitalar na manhã deste domingo (31). Após permanecer internado por recomendação médica, ele deixou a unidade de saúde e seguirá os trâmites determinados pela Justiça.

Conforme informações apuradas, Jair Júnior deverá ser conduzido nesta segunda-feira (1º de junho) ao  Presídio Masculino de Lages, onde dará início ao cumprimento da pena de prisão estabelecida em decisão judicial.

O caso segue repercutindo no meio político lageano, uma vez que envolve uma das principais autoridades do município.

Vice-prefeito Jair Junior tem situação jurídica agravada

Jair Junior – Foto: Ascom Câmara de Vereadores

A situação do vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, se agravou juridicamente nos últimos dias após a condenação em primeira instância relacionada a crimes de violência contra a mulher. A sentença da Justiça da Comarca de Lages determinou pena de 10 anos e 11 meses de prisão, além da perda do cargo público e da suspensão imediata do pagamento de salários.

Segundo informações, decisão judicial prevê que Jair Júnior deixe de receber remuneração do cargo de vice-prefeito enquanto perdurarem os efeitos da condenação. A defesa, porém, argumenta que a perda efetiva do mandato somente poderia ocorrer após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recursos.

Em paralelo, há também forte pressão política em Lages pela cassação definitiva do mandato. O assunto voltou à pauta após o acidente envolvendo o vice-prefeito durante a tentativa de cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça. Lideranças políticas e setores da Câmara avaliam novos encaminhamentos jurídicos e administrativos.

Vale lembrar que, anteriormente, um processo de impeachment aberto pela Câmara de Vereadores havia sido suspenso pela Justiça. Na ocasião, o entendimento judicial foi de que o rito previsto no Decreto-Lei 201/1967 não poderia ser aplicado ao vice-prefeito porque Jair Júnior nunca assumiu interinamente a chefia do Executivo municipal.

A defesa sustenta que ainda recorrerá tanto da condenação quanto das medidas relacionadas ao cargo e ao salário. O advogado Guilherme Ramos informou que pretende ingressar com habeas corpus e outros recursos no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Caso Jair Junior: MPSC condena à prisão e perda do mandato

A nota compartilhada à imprensa pelo MPSC trata de um agente político de Lages (vice-prefeito de Lages Jair Junior). A informação oficial estava sendo aguardada. Abaixo, na íntegra, o texto envidado pela comuncação do MPSC.

Foto: redes sociais de Jair Junior

Condenado por lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição, o réu também foi sentenciado à perda do mandado eletivo. Durante o cumprimento do mandado de prisão, ele fugiu e acabou colidindo com um caminhão na BR-116.

Um agente político de Lages foi condenado em ação penal ajuizada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por crimes relacionados à violência contra mulher. As penas somam 10 anos e 11 meses de prisão por lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição. O réu foi condenado também à perda do mandado eletivo.

 Após a expedição do mandado de prisão, o réu tentou fugir de carro e acabou colidindo com um caminhão na BR-116. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital. Para cumprir a ordem judicial, a 2ª Vara Criminal de Lages requereu o apoio do GAECO em razão das especificidades do caso e da expertise do grupo em diligências envolvendo agentes políticos.

A denúncia foi apresentada pelo MPSC em abril de 2025, após investigação sobre episódios de violência doméstica envolvendo a ex-companheira do condenado. 

A sentença condenatória foi proferida nesta quinta-feira (21/5). O processo tramita sob sigilo.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Sobre o acidente envolvendo o vice-prefeito Jair Junior

O episódio envolvendo o vice-prefeito de Lages, Jair Junior (foto), na noite desta quinta-feira (21), e que culminou com o acidente em certo ponto da BR 116, carece de um desdobramento informativo de parte das forças de segurança, envolvidas no caso.

São muitas as especulações a respeito de toda a situação. Creio que a própria Polícia já está trabalhando num meio de informar não só a imprensa, mas a comunidade. O episódio é extremamente relevante, pois, envolve uma figura pública, por mais que esteja arrolado em processos judiciais.

Certamente, parte da imprensa já deve estar em contato com o departamento de Polícia e com os demais responsáveis pela decisão de prendê-lo, e, obviamente, esclarecer os motivos da fuga, e até mesmo para reafirmar todas as versões ainda não oficiais que circulam em torno do caso.

Portanto, agora, é esperar pelo posicionamento oficial, seja por meio de nota ou de coletiva à imprensa,incluindo os boletins médicos a respeito do estado de saúde e demais procedimentos envolvendo Jair Junior.

Vice-prefeito de Lages Jair Junior sofre grave acidente

O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, se envolveu em um grave acidente de trânsito na noite desta quinta-feira (21), na BR-116, nas proximidades do acesso ao município. Segundo as primeiras informações divulgadas por veículos de imprensa da Serra Catarinense, ele conduzia uma BMW que colidiu frontalmente contra um caminhão durante uma perseguição policial ligada ao cumprimento de um mandado judicial.

Vice-prefeito de Lages é internado após acidente durante fuga do Gaeco na BR-116 / Foto: ND+

De acordo com relatos preliminares, equipes do GAECO e forças de segurança tentavam cumprir um mandado de prisão preventiva relacionado a processos judiciais em que Jair Júnior responde, incluindo um caso de violência doméstica. As informações indicam que o vice-prefeito teria deixado o local ao perceber a aproximação das equipes, iniciando uma fuga pela rodovia, que terminou no acidente.

O acidente ocorreu no km 247 da BR-116 e mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Samu e da concessionária responsável pela rodovia. O trecho chegou a ficar totalmente interditado para atendimento da ocorrência.

Até o momento das últimas atualizações publicadas pela imprensa catarinense, Jair Júnior teria sido socorrido em estado grave e encaminhado ao hospital sob escolta policial, embora não exista ainda um boletim oficial detalhando o quadro clínico.

Vice-prefeito de Lages, Jair Junior / Foto: facebook

A repercussão do caso foi imediata em Santa Catarina, principalmente porque Jair Júnior já vinha enfrentando desgaste político e jurídico nos últimos meses. O vice-prefeito responde a investigações e denúncias envolvendo violência doméstica e também dano ao patrimônio público. Em um dos episódios mais recentes, o Ministério Público o denunciou por supostamente sabotar um veículo oficial da prefeitura.

Nas redes sociais e nos veículos regionais, o caso dominou o noticiário da noite, com ampla circulação de vídeos do acidente, imagens do veículo destruído e debates sobre os desdobramentos políticos e judiciais da ocorrência. Portais estaduais e programas de televisão passaram a acompanhar o caso em tempo real.

Audiência de instrução e julgamento de vice-prefeito

A audiência de instrução e julgamento envolvendo o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, avançou mais uma etapa no andamento do processo que apura denúncias de violência doméstica e infrações relacionadas, supostamente ocorridas em março de 2025. A sessão ocorreu na 2ª Vara Criminal da Comarca de Lages, iniciando no começo da tarde de segunda-feira (2) e se estendendo por aproximadamente sete horas, o que demonstra a complexidade do caso e o volume de depoimentos analisados.

Vice-prefeito Jair Junior / Foto: Reprodução

Durante a audiência, foram ouvidas 16 testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação. Advogados das duas partes tiveram a oportunidade de questionar seus próprios depoentes e também os apresentados pela parte contrária. O Ministério Público e o juiz responsável pelo caso também realizaram questionamentos, buscando esclarecer os fatos descritos na denúncia.

A suposta vítima, ex-companheira do vice-prefeito, prestou depoimento sem a presença do investigado no mesmo ambiente, procedimento comum em casos dessa natureza. Jair Júnior foi o último a depor.

Com o encerramento dessa fase, o processo entra agora em duas etapas que antecedem a sentença. Inicialmente, defesa, acusação e Ministério Público terão prazo para apresentar eventuais provas ou informações complementares. Depois disso, será aberto o período para as alegações finais, momento em que cada parte reforça seus argumentos pela absolvição ou pela condenação. Somente após essas manifestações o Judiciário deverá proferir a decisão de primeiro grau, que, pela previsão atual, pode ocorrer ainda neste semestre.

Por tramitar em segredo de justiça, os detalhes do processo permanecem restritos, especialmente para preservar a integridade da suposta vítima. No entanto, o fato de o investigado ocupar cargo público eletivo acaba ampliando o interesse e a repercussão do caso na esfera pública.

Quanto aos possíveis desdobramentos, eles ainda são incertos. Caso haja condenação, o vice-prefeito poderá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina e, posteriormente, a tribunais superiores. Isso significa que uma eventual perda de mandato não ocorreria de forma imediata, podendo depender do esgotamento de todos os recursos judiciais, o que, em alguns casos, ultrapassa o tempo do próprio mandato.

Seja como for…

Casos envolvendo agentes públicos e acusações de violência doméstica exigem equilíbrio entre dois princípios fundamentais: o respeito ao devido processo legal e a necessidade de responsabilidade e transparência na vida pública. A preservação do segredo de justiça é essencial para proteger a vítima e garantir que o processo ocorra sem exposição indevida, mas a sociedade também possui interesse legítimo em acompanhar situações que envolvem representantes eleitos.

Além disso, episódios como este reforçam a importância de que cargos públicos sejam exercidos sob permanente escrutínio social e institucional. Independentemente do resultado judicial, o simples fato de uma autoridade enfrentar acusações dessa natureza já impõe desgaste político e exige postura responsável, tanto do investigado quanto das instituições que o cercam. O desfecho do caso, quando ocorrer, terá não apenas efeitos jurídicos, mas também impactos na confiança da população em seus representantes e na credibilidade das instituições públicas.