Operação Carne Fraca investiga corrupção em presídio da Serra

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC), deflagrou nesta quinta-feira (26) a Operação Carne Fraca em uma unidade prisional da Serra Catarinense. A ação apura suspeitas de corrupção, violação de sigilo funcional e advocacia administrativa dentro do presídio.

Durante a operação, foi cumprido mandado de prisão preventiva contra um policial penal que exercia a função de diretor da unidade, além de quatro mandados de busca e apreensão relacionados à investigação, conduzida pela 15ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages.

As apurações indicam que, entre março e outubro de 2025, teria havido um esquema de favorecimento a um apenado, com concessão de benefícios irregulares em troca de vantagens materiais e pessoais. Segundo o Ministério Público, o então diretor teria interferido informalmente em procedimentos da execução penal após estabelecer relação pessoal com a companheira do preso investigado.

O nome da operação faz referência à entrega recorrente de carnes nobres ao agente público, apontadas como parte das vantagens indevidas, além de simbolizar a fragilidade ética das condutas investigadas.

O processo tramita sob sigilo, e novas informações devem ser divulgadas após a publicidade dos autos. O GAECO atua como força-tarefa integrada por órgãos de segurança e fiscalização, enquanto o GEAC é especializado em investigações de crimes complexos contra a administração pública.

Fonte:  Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Gaeco deflagra Operação Infantius em quatro municípios

Na manhã desta sexta-feira (13), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO do Ministério Público de Santa Catarina, deflagrou a Operação Infantius, voltada ao combate de crimes de exploração sexual infantojuvenil no ambiente digital.

A ação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Lages, Blumenau, Navegantes e Gaspar, com diligências simultâneas. Foram apreendidos dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento, que passarão por perícia especializada. Durante as operações, houve quatro prisões em flagrante e, em Blumenau, um dos investigados também foi detido por possuir mandado de prisão em aberto por estupro de vulnerável.

A investigação teve origem em monitoramento de redes digitais, identificando usuários que armazenavam e compartilhavam material ilícito envolvendo abuso sexual de crianças e adolescentes. As condutas apuradas estão previstas nos arts. 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que criminalizam o armazenamento e a divulgação de pornografia infantil.

A operação contou com apoio das Promotorias de Justiça de Lages, Navegantes, Gaspar e Blumenau, além da cooperação internacional da Homeland Security Investigations (HSI), agência vinculada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.

O nome Infantius foi escolhido para reforçar o compromisso institucional de proteger os mais vulneráveis e combater a circulação de conteúdos de abuso sexual infantojuvenil.

O GAECO é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com foco na repressão às organizações criminosas. Já o CyberGAECO atua de forma especializada em crimes virtuais, reforçando o enfrentamento estruturado a delitos digitais de alta complexidade.

As investigações seguem em sigilo e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Denúncia reacende desgaste político do vice-prefeito de Lages

Vice-prefeito de Lages, Jair Junior / Foto: facebook

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um agente político de Lages, no caso, o vice-prefeito Jair Junior, por danificar patrimônio público ao furar, com um prego, o pneu de um carro oficial no pátio da Prefeitura, no domingo de Páscoa, 20 de abril de 2025. Câmeras de videomonitoramento teriam flagrado apenas ele circulando no local naquele dia, o que reforça a suspeita de autoria.

O denunciado já responde a outra ação penal por suposta violência contra mulher e agora enfrenta mais um processo, com base no artigo 163, inciso III, do Código Penal, que trata de dano qualificado por se tratar de bem público, prevendo multa e detenção. A Promotoria destacou que a conduta demonstra desrespeito às instituições e ao patrimônio público.

Imagem cada vez mais comprometida

A nova denúncia recoloca Jair Junior no centro de um noticiário que, infelizmente, não é positivo nem compatível com a liturgia do cargo que ocupa. Ainda que o princípio da presunção de inocência deva ser respeitado, a sucessão de episódios judiciais envolvendo um vice-prefeito fragiliza a imagem institucional da Prefeitura de Lages e compromete a confiança da população.

Se confirmada, a atitude de danificar deliberadamente um bem público revela não apenas imaturidade política, mas também desprezo pelo dinheiro do contribuinte e pelas regras mínimas de convivência democrática. Um agente público não pode agir como se estivesse acima da lei ou das instituições que jurou respeitar.

Mesmo antes de uma sentença, o caso exige uma postura firme e transparente do próprio vice-prefeito e da administração municipal. O silêncio ou a minimização do episódio só ampliam o desgaste. Em tempos de cobrança por ética e responsabilidade na política, Jair Junior precisará explicar-se à sociedade, e provar, com atitudes, que compreende a gravidade do cargo que ocupa, embora não exercendo de fato.

Diálogo para conciliar turismo e preservação em Urubici

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) iniciou uma articulação para equilibrar o crescimento do turismo com a preservação ambiental em Urubici, município que já soma mais de mil pontos de hospedagem. A preocupação é que parte dessas pousadas esteja instalada em áreas de preservação permanente ou próximas a cursos d’água.

Por meio de um inquérito civil, a Promotoria de Justiça da comarca, com apoio do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA), reuniu Município, Instituto do Meio Ambiente (IMA) e Polícia Militar Ambiental para buscar soluções conjuntas. O objetivo é permitir a geração de renda e o funcionamento dos empreendimentos sem comprometer os recursos naturais, considerados o principal atrativo turístico da cidade.

Em reunião realizada nesta quinta-feira (15), as partes firmaram compromisso: o Município irá intensificar a fiscalização e orientar os proprietários sobre a regularização ambiental; já o IMA e a Polícia Militar Ambiental atuarão de forma integrada para mapear áreas sensíveis e iniciar um mutirão de fiscalizações.

A proposta, segundo o MPSC, é avançar com diálogo e responsabilidade, garantindo segurança jurídica aos empreendedores e a preservação ambiental. Uma nova reunião deve avaliar os resultados e definir os próximos passos, incluindo a regularização das pousadas e, se necessário, a aplicação de sanções previstas em lei.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente Regional em Lages

GAECO deflagra operação “Ruptura” na Serra Catarinense

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta quarta-feira (12) a Operação “Ruptura”, com o objetivo de investigar supostos crimes de corrupção contra a administração pública. A ação, realizada em apoio à Promotoria de Justiça de Correia Pinto, cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nos municípios de Ponte Alta, São José do Cerrito, Correia Pinto e Lages.

De acordo com o Ministério Público, a investigação apura corrupção passiva envolvendo um servidor de Ponte Alta, suspeito de ter solicitado vantagem indevida a um empresário durante a contratação de serviços para um evento comemorativo ao Dia do Município, em setembro de 2025.

O nome “Ruptura” faz referência ao suposto rompimento de um acordo irregular entre o servidor e o empresário. Materiais apreendidos serão periciados pela Polícia Científica e analisados pelo GAECO, que busca identificar outros possíveis envolvidos.

O caso segue sob sigilo judicial, e novas informações serão divulgadas à medida que o processo avance.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

GAECO deflagra operação “Argentum Occultum”

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou nesta terça-feira (4) a operação “Argentum Occultum”, em apoio à 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Lages. A ação investiga crimes de fraude à execução, falsidade ideológica e documental, e lavagem de capitais. Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em Itapema, no litoral catarinense.

Mandados foram cumpridos no litoral catarinense em investigação ligada à Comarca de Lages / Foto: MPSC

Entre os investigados está o ex-diretor de Recursos Humanos da Prefeitura de Lages, condenado por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Durante sua gestão, entre 2009 e 2010, ele teria manipulado contracheques de servidores, gerando prejuízo de cerca de R$ 380 mil aos cofres públicos. O valor atualizado da condenação ultrapassa R$ 2,6 milhões.

As apurações apontam que o ex-servidor teria ocultado bens e valores e utilizado familiares em operações de lavagem de dinheiro para evitar o cumprimento da sentença e o ressarcimento ao erário.

O nome da operação, “Argentum Occultum” que significa “Prata Oculta”, em latim faz referência à ocultação de patrimônio investigada. O material apreendido será periciado pela Polícia Científica e analisado pelo GAECO, que busca identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações, atualmente sob sigilo.

Deflagrada a operação “Carta Branca” na Serra Catarinense

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Polícia Civil de Santa Catarina deflagraram, na manhã desta quarta-feira (8), a Operação “Carta Branca”, voltada à apuração de crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano.

A ação cumpre 19 mandados de busca e apreensão em Anita Garibaldi, como desdobramento da Operação “Trapaça”, realizada em 2024. A investigação mira esquemas de corrupção, peculato, fraudes em licitações, falsidade ideológica e violação de sigilo funcional, envolvendo servidores municipais e empresários.

Segundo o Ministério Público, os crimes teriam ocorrido durante a gestão municipal anterior, com favorecimentos e direcionamentos de licitações comandados por um ex-servidor do setor de compras da prefeitura.

A operação é conduzida pelo GAECO, em parceria com a 8ª Delegacia Regional de Lages, a Delegacia de Anita Garibaldi e conta com apoio da Polícia Científica. As investigações seguem sob sigilo.

Fonte:  Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC

Condenada mulher que matou o marido e congelou no freezer

Após dois dias de julgamento em Capinzal, a mulher acusada de matar o marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos, em Lacerdópolis, foi condenada a 20 anos e 24 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica. O crime, ocorrido em novembro de 2022, chocou a pequena cidade de pouco mais de 2.200 habitantes, que não registrava homicídios há três décadas.

A ré dopou e asfixiou o marido, escondeu o corpo no freezer da própria casa e ainda participou das buscas após registrar o desaparecimento. Durante o julgamento, os Promotores de Justiça apresentaram provas contundentes, incluindo os objetos usados no crime, áudios enviados pela acusada para tentar criar álibi e até movimentações financeiras suspeitas.

A defesa tentou sustentar a tese de violência doméstica, mas os jurados acolheram integralmente a acusação do Ministério Público, que reforçou que não havia provas de agressões e que a motivação estaria ligada a interesses pessoais e financeiros.

A sentença foi marcada por forte comoção, com familiares divididos entre pedidos de condenação e absolvição, além de grande esquema de segurança. O caso entra para a história de Santa Catarina como um dos julgamentos mais aguardados dos últimos anos.

Fotos: Assessorias do MPSC e TJSC