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É preciso enaltecer o esforço dos membros do Comitê de Operações Integradas de Segurança Escolar (Comseg), na busca de ideias que possam construir as melhores alternativas para prevenir os riscos de novos ataques em escolas, e garantir mais segurança. O grupo abraçou a causa, diferentemente de inúmeras gestões municipais, que simplesmente deixaram a preocupação de lado. Esse é o ponto.

Enquanto o Comseg e o próprio Governo do Estado estão procurando providências, muitos prefeitos perderam a percepção do perigo eminente da possibilidade de novo ataque em escolas.
Em agosto, um amplo projeto deverá ser apresentado e apreciado pelos deputados na Assembleia Legislativa. Nele, a junção de opiniões e informações coletadas nas diversas audiências regionais, das técnicas utilizadas em Medellín, na Colômbia, entre outros contextos, buscados, por exemplo, em São Paulo.
Conhecendo iniciativas de segurança na capital paulista
Nesta semana uma missão foi até o Estado paulista com o objetivo de conhecer projetos que também podem ser aplicados em Santa Catarina, a fim de prevenir e responder aos ataques em escolas.

A comitiva conheceu o Centro Integrado de Comando e Controle, onde estatísticas e imagens de câmeras são compartilhadas entre as forças policiais, entidades de trânsito e outras autoridades.
O chefe da instituição, João Henrique Martins, explicou que a integração é importante para evitar os ataques e para ter uma resposta mais ágil. O estado paulista teve ao menos 7 ataques a escolas nos últimos 20 anos, conforme levantamento do Instituto Sou da Paz.
Modelo paulista pode ser implantado em SC
Conforme a deputada Paulinha, que acompanha a missão como representante da Assembleia Legislativa, assim como Santa Catarina, São Paulo também sofreu severos ataques contra estudantes e professores.

O grupo ainda teve reuniões na Secretaria de Educação para conhecer o trabalho integrado com as forças de segurança pública e participou de uma simulação completa, inclusive com policiais, de um ataque à escola. Além da deputada Paulinha, a comitiva catarinense tem representantes do Ministério Público, da Polícia Militar e da Polícia Civil.
As alternativas utilizadas em São Paulo servem de modelo para que Santa Catarina modele o próprio sistema de segurança.
Fotos: Agência AL



