Esforço concentrado construir a segurança nas escolas

É preciso enaltecer o esforço dos membros do Comitê de Operações Integradas de Segurança Escolar (Comseg), na busca de ideias que possam construir as melhores alternativas para prevenir os riscos de novos ataques em escolas, e garantir mais segurança. O grupo abraçou a causa, diferentemente de inúmeras gestões municipais, que simplesmente deixaram a preocupação de lado. Esse é o ponto.

Missão do Comseg Escolar na Colômbia foi concluída nesta quarta-feira (27), com mais uma agenda extensa de visitas / Foto: Agência AL

Enquanto o Comseg e o próprio Governo do Estado estão procurando providências, muitos prefeitos perderam a percepção do perigo eminente da possibilidade de novo ataque em escolas.

Em agosto, um amplo projeto deverá ser apresentado e apreciado pelos deputados na Assembleia Legislativa. Nele, a junção de opiniões e informações coletadas nas diversas audiências regionais, das técnicas utilizadas em Medellín, na Colômbia, entre outros contextos, buscados, por exemplo, em São Paulo.

Conhecendo iniciativas de segurança na capital paulista

Nesta semana uma missão foi até o Estado paulista com o objetivo de conhecer projetos que também podem ser aplicados em Santa Catarina, a fim de prevenir e responder aos ataques em escolas.

A comitiva conheceu o Centro Integrado de Comando e Controle, onde estatísticas e imagens de câmeras são compartilhadas entre as forças policiais, entidades de trânsito e outras autoridades.

O chefe da instituição, João Henrique Martins, explicou que a integração é importante para evitar os ataques e para ter uma resposta mais ágil. O estado paulista teve ao menos 7 ataques a escolas nos últimos 20 anos, conforme levantamento do Instituto Sou da Paz.

Modelo paulista pode ser implantado em SC

Conforme a deputada Paulinha, que acompanha a missão como representante da Assembleia Legislativa, assim como Santa Catarina, São Paulo também sofreu severos ataques contra estudantes e professores.

O grupo ainda teve reuniões na Secretaria de Educação para conhecer o trabalho integrado com as forças de segurança pública e participou de uma simulação completa, inclusive com policiais, de um ataque à escola. Além da deputada Paulinha, a comitiva catarinense tem representantes do Ministério Público, da Polícia Militar e da Polícia Civil.

As alternativas utilizadas em São Paulo servem de modelo para que Santa Catarina modele o próprio sistema de segurança.

Fotos: Agência AL

Boa experiência na missão do Comseg em Medellín

A viagem do Comitê de Operações Integradas de Segurança Escolar (Comseg Escolar), a Medellín, na Colômbia, demonstra a grande preocupação do grupo, em conhecer ações que ampliam a segurança nas escolas, que possam servir de exemplo, para, assim, aplicar em Santa Catarina.

Em Medellín, o grupo liderado pelo coordenador, o deputado Mauro de Nadal (MDB), conheceram o trabalho integrado, aliado à tecnologia, nos setores de educação, cultura e justiça, e que deram certo nas comunidades de Medellín, com a drástica redução da violência e mais aproximação das famílias.

Os integrantes do Comseg, em poucos dias, cumpriram uma extensa agenda nas comunidades, escolas e centros de atenção às famílias, entre outros locais. Por certo, trarão na bagagem, uma multiplicidade de ideias que poderão sim, ser implementadas no Estado. Foto: Luis Guilherme Sella/Alesc

Experiências deverão ter prática em SC

Todo o esforço é válido, para criar nas escolas de Santa Catarina e nas próprias comunidades, um novo ambiente, e que transmita mais segurança.

O que se viu nas escolas, e que chamou atenção, foi a integração de professores, pais e alunos. O movimento interno, permite contato constante entre a escola e a família, especialmente quando acontece alguma coisa fora do normal. Há também, muito diálogo entre professores e alunos.

Enfim, o pessoal do Comseg, ao voltar, terá muito o que relatar, e, principalmente compilar as ideias e pôr em prática, mesmo que leve tempo. O importante é implementar a exemplificação vista em Medellín.

Fotos: Luis Guilherme Sella/Alesc

Dois anos da tragédia da Chape

Em tempos de hoje, a Chapecoense está bem viva e disputando a permanência da Séria A. No entanto, há dois, anos, no dia 28 de novembro de 2016, o avião da empresa venezuelana LaMia, cai próximo ao aeroporto de Rio Negro, na Colômbia. A Chapecoense estava a caminho da disputa do primeiro jogo da decisão da Sul Americana contra o Atlético Nacional, de Medellín.

Dentro da aeronave estavam 68 passageiros e 9 tripulantes. A história feliz do time catarinense teria a partir de então um triste novo capítulo. A notícia foi devastadora e chocou o mundo. 71 pessoas morreram.

Horas depois do acidente, a confirmação de que apenas seis pessoas resistiram ao fatídico: os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto, o jornalista Rafael Henzel, e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suarez.

O radialista Rafael Henzel, sobrevivinte,  publicou uma foto tirada na tarde do dia 28, antes do embarque, com o amigo e também repórter Renan Agnolin, que faleceu com outros 19 jornalistas.

Assim, nesta quarta-feira (28), não somente Chapecó, mas o mundo lembra da tragédia que poderia ter sido evitada. Mas, enfim, aconteceu. Logo mais à noite, jatos de luz verde irão iluminar o céu da cidade de Chapecó, em forma de homenagem, aos que se foram.

Barcelona e Chape: o resultado não conta

O Barcelona goleou a Chapecoense por 5 a 0 na decisão do Troféu Joan Gamper, nesta segunda-feira, mas o resultado da competição amistosa no Camp Nou ficou em segundo plano.

O duelo homenageou e reverenciou o renascimento do clube catarinense e de Alan Ruschel para o futebol.

Afinal, pouco mais de oito meses após o trágico acidente aéreo na Colômbia, o jogador voltou aos gramados justamente nesta segunda.

Um dos três atletas sobreviventes da queda do avião nas cercanias de Medellín, em novembro do ano passado, que deixou 71 mortos, Alan Ruschel foi o grande personagem do amistoso.

Foram pouco mais de 35 minutos em campo, discretos, mas que representaram um dos grandes casos de superação da história do esporte.

O Barcelona também festejou os outros dois atletas sobreviventes do acidente aéreo. Visivelmente emocionados e aplaudidos pela torcida, Jackson Follmann e Neto deram o pontapé inicial simbólico da partida e, anteriormente, foram apresentados ao lado do elenco da Chapecoense. (Fonte: Portal UAI. Veja aqui a reportagem completa)

(Fotos: Josep Lago AFP)

Chapecoense precisa ser repensada

A Chape, envolta de todo um glamour esteve em Medellín, na Colômbia, nesta quarta, 10, para o segundo jogo pela Recopa Sul-Americana, diante do Atlético Nacional, e acabou sendo derrotada por 4 a 1.Chapecoense não segurou a força do multicampeão Atlético Nacional

Um jogo que apontou sérias deficiências, especialmente, do goleiro, e muitos erros coletivos e individuais.

A participação da equipe nestas competições internacionais, não tem ainda uma consistência, mas compreensível, para um Clube que se reconstruiu há poucos meses.

Neste próximo sábado, 13, estreia no Campeonato Brasileiro 2017, diante do Corinthians, lá em São Paulo. Uma temeridade um enfrentamento entre os campeões estaduais.

O que não pode ser definitivo é pensar que a equipe não precisa se reforços, e não mexer em algumas peças. Só a conquista do Catarinense, não atesta a capacidade de que na Série A, do Brasileiro, o time é este! Pode até ser, mas a inclusão de reforços é evidente!

Foto: REUTERS/Fredy Builes

Chape: retorno histórico à Colômbia

Homenagens e emoção no retorna da Chapecoense à Medellin, a pouco mais de cinco meses do trágico acidente em que morreram 71 pessoas, na madrugada de 29 de novembro de 2016.De volta à Colômbia, para o segundo confronto com o Atlético Nacional, na decisão da Recopa Sul America, nesta quarta-feira à noite, o time foi recebido com muito carinho.

A partir das 21h45min (Brasília), a Chape entrará em campo no Estádio Athanasio Girardot para brigar pelo título.

O time é diferente, mas mesmo assim, os irmãos colombianos reverenciaram a chegada dos atletas.

Em um primeiro momento, chegaram três jogadores que sobreviveram ao desastre de novembro: Alan Ruschel, Neto e Jackson Follmann. Além do trio, o jornalista Rafael Henzel – outro sobrevivente da tragédia – também chegou à Colômbia.

Um fato histórico que acaba revivendo todo o drama vivido pela Chapecoense no fatídico acidente. O mundo esportivo está acompanhado de perto.

Foto: Joaquin Sarmiento / AFP 

Governador acompanha vitória da Chape

A Chapecoense mostrou muita força no confronto histórico diante do Atlético Nacional, de Medellín, na noite desta terça-feira (4), em Chapecó. Foi o jogo de ida da decisão da Recopa Sul-Americana.

Com a Arena Condá completamente lotada, até mesmo o governador Raimundo Colombo viu de perto as homenagens e a partida.

Foi uma grande festa antes, durante e após o jogo. Só fortaleceu os laços de irmandade e fraternidade com emocionantes manifestações de agradecimento à cidade de Medellín (Colômbia), que deu exemplo de solidariedade e sensibilidade na tragédia com o voo da Chapecoense em novembro do ano passado. As 71 pessoas que morreram no acidente foram lembradas na cerimônia.

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Mobilização

Chapecó se mobilizou para receber e retribuir todo o cuidado recebido. A programação começou na segunda-feira, 3, com calorosa recepção à delegação e aos torcedores colombianos.

Nesta terça, teve concentração no Centro da cidade, seguida de caminhada e abraço coletivo na Arena Condá.

O show da gratidão marcou os momentos que antecederam a partida e contou com a presença do alcalde de Medellín, Federico Gutiérrez Zaluaga.

Os quatro sobreviventes da tragédia: jornalista Rafael Henzel e os atletas Jackson Folmann, Neto e Alan Ruschel deixaram emocionada mensagem de otimismo e gratidão.

A programação também foi marcada pela apresentação da cápsula do tempo, que receberá cartas dos torcedores dos dois clubes.

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A partida

Em cobrança de pênalti aos 25 minutos do primeiro tempo, Ronaldo abriu o placar: 1 a 0 para Chapecoense.

O Atlético Nacional arrancou o empate aos 13 minutos do segundo tempo com Macnelly Torres. Aos 28 minutos, Luis Otavio ampliou para a Chapecoense: 2 a 1.

Informações: Rafael Vieira de Araújo / Fotos: Julio Cavalheiro / Nelson Almeida/AFP)

 

Chapecó terá ponto facultativo pelo futebol

O jogo entre Chapecoense e Atlético Nacional é tão importante para a comunidade de Chapecó que o prefeito Luciano Buligon decidiu decretar ponto facultativo, neste terça-feira (4), na parte da tarde.

O objetivo é oportunizar os servidores públicos a viver os momentos que antecedem a partida, já que uma programação durante todo o dia está prevista, e também para que possam ir ao Estádio, ver tudo de perto.

Nesta segunda-feira (3), uma grande festa foi preparada para receber os jogadores irmãos de Medellín, já no aeroporto.

A Recopa Sul-Americana coloca frente a frente o Campeão Sul Americano e o da Libertadores da América. O jogo em Chapecó será o primeiro confronto, a partir das 19h15min.

Na noite também desta segunda-feira, o prefeito de Medellín, Frederico Gutierrez foi homenageado na Câmara de Vereadores.