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Está em análise no jurídico da Câmara de Vereadores de Lages, um novo requerimento pedindo a abertura de processo de impeachment contra o prefeito Antonio Ceron, por conta das acusações que pesam sobre ele, no âmbito da Operação Mensageiro.

Ceron sob pressão, com possibilidade de impeachment / Foto: Paulo Chagas
Réu no processo, é acusado de fazer parte do maior esquema de corrupção da história de Santa Catarina, e de ter recebido propinas em contratos de licitação para os serviços de iluminação pública de Lages e do recolhimento do lixo, segundo o Ministério Público de Santa Catarina. O prefeito segue afastado e em prisão domiciliar.
Pressão da opinião pública
Um primeiro pedido de impeachment contra o prefeito Antônio Ceron já foi rejeitado pela maioria dos vereadores. Antes, também entrou em votação requerimento para que fosse suspenso o pagamento dos salários dele, e que também foi rejeitado.
A oposição, em se valendo da opinião pública, seguiu adotando estratégias para uma eventual punição, antes mesmo da própria justiça. Assim, conseguiu instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar contratos terceirizados entre a Secretaria de Águas de Saneamento (Semasa) e empresas prestadoras de serviço.

O relatório final foi lido e aprovado por quatro votos a favor e um contra, no último dia 26 de junho. Neste mesmo relatório, constava a observação de que fosse aberto novo processo de impeachment. Vale lembrar que da CPI, participaram três vereadores da base governista.
Uma complexidade que envolve mais uma vez a mobilização da opinião pública, o que abre chance de que, desta vez, o pedido de impedimento do prefeito, seja levado adiante, mesmo sem condenação no âmbito da Justiça.



