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Quando há algum tipo de reunião para abordar a questão das drogas e a influência delas na vida de todos, o assunto ganha dimensões avançadas, com exemplos pessoais de gente que mergulhou neste submundo.
Também, especialistas conseguem apresentar tecnicamente tudo o que significa estar envolvido com os entorpecentes.
Por outro lado, abertamente ou não, há os que participam desse tipo de evento, nem que seja como mero espectador para, quem sabe descobrir um solução para problemas vividos de perto, em função das drogas.De qualquer forma, são discussões desse tipo que conseguem dar uma luz para muitos.
Foi o que aconteceu na Uniplac durante esta quarta-feira (26), e que contou, inclusive, com a presença do ator global Marcos Frota, que é ator e trapezista circense.
Segundo ele o assunto abordado é delicadíssimo. Conforme ele, todas as ações relativas à dependência química devem ser propositivas ao diálogo, despido de preconceitos e julgamentos.
O evento foi promovido pela Secretaria de Saúde, através da Coordenação de Políticas Públicas sobre Drogas, em parceria com a Uniplac, 27ª Gerência de Saúde de Lages, Comissão de Integração de Ensino e Serviços (Cies) e Consórcio Intermunicipal de Saúde, da Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures).
Os números que assustam
Segundo estatísticas, 29% da população adulta no Brasil já bebeu de forma abusiva alguma vez na vida; 20% dos pacientes tratados na rede primária bebem em um nível considerado de alto risco.
Porém, 91% das internações hospitalares decorrem da dependência; em 71% dos laudos de mortes violentas feitos nos Institutos Médicos Legais (IMLs) se detecta presença de álcool nos cadáveres; 27,2% das vítimas de acidentes tinham alcoolemia; 50% das internações psiquiátricas masculinas advêm da dependência e 12,3% da população é dependente do álcool.



