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O lageano João Raimundo Colombo permaneceu quase oito anos no Governo do Estado de Santa Catarina, e pensar que tinha nas mãos um trem com inúmeros vagões. E, a bem da verdade, por nós, de Lages e da Serra, mal aproveitados. Perdeu-se o efeito sublimar.
Ele estava lá. No primeiro discurso, lembro, como Govenador, na ACIL, pediu para que fossem lhe enviados projetos. Queria poder fazer o possível por Lages, pela Região. Era a oportunidade da junção de forças.
Os anos foram passando, e as iniciativas eram basicamente dele. Decidiu levantar mais uma ala gigante de um Hospital, liberou fundos para revitalizar alguns pontos centrais de Lages; refez o asfalto entre a BR 116 e Campo Belo do Sul; asfaltou e construiu pontes da Coxilha; implantou programas de melhoramento genético na bovinocultura, e uma infinidade de pequenos eixos que ainda passam despercebidos ou ignorados, caso dos primeiros investimentos no Aeroporto em Correia Pinto, mesmo sendo federal.

O trem passou, mas os trilhos permanecem
Esse é ponto a que quero chegar
Os vagões do trem foram passando, um a um. Atualmente, resta o lamento de não termos carregados todos eles com mais aspirações e projetos. A cada encontro em Lages, e quando ocorria, na ACIL, era levado para um particular em uma sala, e sabe-se lá o que era pedido ou conversado.
No entanto, as nossas lideranças locais e o povo viram o último vagão passar, e nunca sequer, juntaram sob os braços uma gama de projetos de fundamento, e foram visita-lo lá, no Centro Administrativo. E aí incluo as lideranças empresariais e políticas. Poderia ter sido “explorado”, ao máximo. Ele era nosso, de Lages, embora governasse para todos os catarinenses.
A história é hoje a testemunha da falta de esmero e de visão, do não aproveitamento de um trem e seus muitos vagões. Mas, os trilhos permanecem.
Ficaram as lições
Menos mal, é o fato de que as lições ficaram e parece que foram aprendidas. Hoje, novos líderes estão se mostrando mais astutos. Visões diferentes se erguem dando esperança de que Lages e a Serra podem se fortalecer.
Cito aqui, o novo presidente da ACIL, Carlos Eduardo de Liz, o jovem político Lucas Neves, a deputada Carmen Zanotto, o deputado Marcius Machado, o presidente da Câmara de Vereadores, Gerson Omar, o presidente do Sindicato Rural Márcio Pamplona, e entre outros que também se somam à nova arrancada regional para o desenvolvimento, caso do prefeito de São Joaquim, Giovani Nunes.
Que as bandeiras de avanço ao turismo, da operacionalização dos aeroportos, da evolução do agronegócio e os grãos da Coxilha continuem; que a BR 116 seja duplicada; que as terceiras pistas da 282 se efetivem; e que o Governo do Estado esteja mais presente, e consolide a ativação integral do HTR.
Notem. São muitas as bandeiras, que tristemente não vêm sendo levantadas no agora e nem ontem, mas há muitos e muitos anos. Talvez, precisemos de um novo Governador, para enfim, concretizar tais aspirações. Mas, isso, não está nem perto de acontecer. A não ser que Raimundo tente ser de novo o maquinista. Difícil. Portanto, cabe a nós, alcançar o novo, nem que seja apenas as asas de um único avião. Missões, inclusive, minhas, e da imprensa, num todo.



