“Sozinho, em Brasília, Cobalchini tenta reverter tarifaço!”

Enquanto o governo federal e as principais autoridades brasileiras falham na diplomacia com os Estados Unidos para enfrentar o “tarifaço”, o deputado federal Valdir Cobalchini (MDB-SC) tenta, de forma isolada, abrir caminhos para uma solução. É improvável que consiga sozinho, mas é elogiável o esforço.

Nesta terça-feira (12), Cobalchini esteve na Embaixada dos EUA, em Brasília, pedindo que a representação interceda junto ao presidente Donald Trump pela revisão das tarifas que atingem diretamente setores estratégicos de Santa Catarina, como móveis, carnes suína e de frango, madeira e equipamentos elétricos. Esses segmentos respondem por grande parte das exportações catarinenses, movimentam bilhões de dólares e sustentam milhares de empregos.

Paralelamente, o parlamentar pressiona o governo brasileiro por medidas emergenciais, como a abertura de novos mercados, apoio logístico e diplomático, além de políticas de crédito e prorrogação de prazos para empresas, nos moldes das adotadas durante a pandemia.

Nesta quarta-feira (13), ele se reúne com a Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, para tentar avançar nas negociações. Por outro lado, enquanto o Planalto se limita a discursos vagos sobre soberania, iniciativas como a de Cobalchini mostram que, mesmo sem estrutura de Estado, é possível agir, ainda que as chances de sucesso, diante da inércia oficial, sejam mínimas.

Foto: Assessoria de Imprensa – divulgação

Viagem à Washington: improviso e omissão do Planalto

A ida dos senadores brasileiros a Washington para tentar reverter as tarifas de 50% impostas pelos EUA ao aço, alumínio e outros produtos nacionais soa mais como espetáculo político do que como uma estratégia diplomática séria. A imprensa nacional e internacional tem criticado: a comitiva chegou tarde, mal articulada e com pouco peso político para mudar qualquer decisão da Casa Branca.

Comitiva de senadores deu início a série de encontros em Washington para tratar do tarifaço de Trump / Foto: Samyra Galvão/Gab. Senador Nelsinho Trad

As tarifas já estão em vigor, e não há sinal de que o governo americano esteja disposto a abrir exceções. Enquanto isso, nossos parlamentares se esforçam para garantir encontros protocolares, fotos e agendas de última hora que dificilmente terão efeito prático. O Brasil, mais uma vez, parece ter perdido o timing.

Responsabilidade 

Parte dessa responsabilidade recai sobre o próprio presidente Lula. Em vez de liderar uma ofensiva diplomática consistente, preferiu gastar energia atacando Donald Trump em discursos, reforçando um clima de confronto desnecessário. Enquanto o governo norte-americano atua com pragmatismo em defesa de seus interesses, o Planalto age como se a retórica resolvesse problemas comerciais.

Mais grave ainda é que essa crise parece não preocupar o Governo Federal. Em vez de buscar um diálogo real com Washington, Lula acena com a possibilidade de “ajustar” o alinhamento das exportações brasileiras com outros mercados, especialmente a China, movimento que pode ampliar o distanciamento com os EUA e gerar novos atritos comerciais.

Reflexos no Brasil

Enquanto isso, senadores até tem tido algumas reuniões em Washington, porém, setores produtivos brasileiros já sentem o impacto do chamado “Tarifaço”, com risco real de queda nas exportações, fechamento de fábricas e perda de empregos. O que está em jogo é a credibilidade do Brasil no comércio internacional, e ela está sendo corroída pela falta de planejamento e liderança do governo federal. Enfim, de certa forma, a viagem dos senadores é uma tentativa de reverter a crise.

Senadores brasileiros nos EUA

Uma comitiva de oito senadores brasileiros desembarcou em Washington neste fim de semana com uma missão diplomática: tentar barrar o tarifaço de 50% anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros.

O objetivo, negociar com congressistas, empresários e autoridades americanas, defender a competitividade dos produtos brasileiros, e evitar impactos negativos na indústria nacional, especialmente nos setores de aço, alumínio e commodities agrícolas.

Entre os oito senadores, participa da missão, Esperidião Amin, de Santa Catarina. Na agenda, reuniões na Embaixada do Brasil e na Câmara de Comércio dos EUA, além de encontros com parlamentares democratas e republicanos e diálogos com representantes da sociedade civil. 

A medida das taxações em 50% deve entrar em vigor em 1º de agosto, e o Brasil busca alternativas diplomáticas para revertê-la.

Reunião do Comitê de Crise sobre o “Tarifaço” dos EUA

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) realizará na próxima segunda-feira (28), às 13h30, a primeira reunião aberta do Comitê de Crise sobre o chamado “Tarifaço” dos EUA. O encontro será online, via Zoom, e está aberto a todas as indústrias exportadoras do estado.

Durante a reunião, será lançada uma pesquisa para avaliar os impactos da tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre o setor industrial catarinense. Os dados coletados vão embasar propostas e estratégias para minimizar os prejuízos econômicos.

Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar

O presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, reforça a importância da participação dos empresários para que as medidas adotadas sejam eficazes.

A iniciativa da FIESC é oportuna e estratégica. Diante de um cenário que ameaça diretamente a competitividade da indústria catarinense, a união do setor e a coleta de dados sólidos são fundamentais para propor soluções viáveis ao governo federal e buscar alternativas comerciais.

A abertura da reunião a todas as empresas exportadoras demonstra transparência e reforça o espírito colaborativo necessário em tempos de crise. No entanto, será crucial que os encaminhamentos resultem em ações efetivas, sob risco de os impactos das tarifas serem duradouros para a economia do estado.

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Em mensagem, Lula fala em amizade histórica com os EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Donald Trump pela sua posse como presidente dos Estados Unidos, destacando o “respeito mútuo” e a “amizade histórica” entre os dois países. Não poderia ser diferente. Lula expressou confiança de que as parcerias entre Brasil e Estados Unidos crescerão durante o mandato de Trump. Ele também mencionou que os dois países têm fortes laços em áreas como comércio, ciência, educação e cultura.

Lula comandou reunião ministerial no dia da posse do presidente Trump / Foto: Ricardo Stuckert / PR

No entanto, há divergências entre as políticas de Trump e Lula, especialmente em relação à regulação das redes sociais e à imigração. Trump tem o apoio de grandes empresas de tecnologia e defende menos regulação, enquanto o governo brasileiro e o Supremo Tribunal Federal (STF) sustentam que é necessário regulamentar o funcionamento das redes sociais para evitar abusos e extremismos.

Os brasileiros que foram à posse de Trump, esperam muito mais do governo de Trump para o futuro do Brasil, do que do próprio Lula. Todos acreditam que haverá reflexos diretos sobre a forma com que autoridades brasileiras estão agindo, em todos os sentidos. Trump chegou a dizer de que “não precisamos deles”, dirigindo-se ao Brasil.

Mensagem de Lula a Donald Trump

Em nome do governo brasileiro, cumprimento o presidente Donald Trump pela sua posse. As relações entre o Brasil e os EUA são marcadas por uma trajetória de cooperação, fundamentada no respeito mútuo e em uma amizade histórica.

Nossos países nutrem fortes laços em diversas áreas, como o comércio, a ciência, a educação e a cultura. Estou certo de que podemos seguir avançando nessas e outras parcerias. Desejo ao presidente Trump um mandato exitoso, que contribua para a prosperidade e o bem-estar do povo dos Estados Unidos e um mundo mais justo e pacífico.

Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República

Donald Trump assume a presidência dos EUA

A posse do presidente dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20), está sob o olhar do mundo. E claro, dos brasileiros. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que teve a liberação do passaporte negada, irá assistir tudo de longe. Há muita curiosidade sobre comportamentos a partir de agora, especialmente do território norte-americano, com relação ao Brasil.

Donald Trump – Foto: REUTERS/Eric Thayer/Direitos Reservados

A decisão do ministro Alexandre de Morais não passará despercebida, e não será novidade de que o fato possa gerar alguma confusão diplomática. Entre os argumentos para não liberar o passaporte, o da possibilidade de fuga e a falta de provas de que o convite era mesmo oficial. Resta saber o que ou para quem irá sobrar isso tudo. Aliados de Trump, não gostaram nada da decisão de Xandão.

Nos bastidores, gente ligada ao novo governo americano chamou a decisão de “armamentização” da justiça para atingir adversários políticos. A questão virou pauta em grandes veículos americanos.

Donald Trump assume a presidência dos Estados Unidos pela segunda vez em 20 de janeiro de 20252. A cerimônia de posse ocorre no Capitólio, em Washington, D.C., e foi transferida para um local fechado devido ao frio intenso. Trump, agora com 78 anos, retorna ao cargo após vencer as eleições de 20243. Ele faz um discurso de posse na Rotunda do Capitólio, onde apresentou suas prioridades para o novo mandato.

Tema Livre inédito já gravado!

Está gravado mais um novo programa Tema Livre, na Nova Era TV. Desta vez, sem entrevistado, mas com inúmeros assuntos pertinentes do meio político e de outros segmentos de interesse regional e local, como o turismo serrano.

Trago também uma análise da repercussão em Santa Catarina, no meio político, da eleição do Donald Trump, para presidente dos EUA, entre outros assuntos, envolvendo a transição e o futuro de Lages com a eleição de Carmen Zanotto.

Horários do programa na NETV

Segundas (00:30h, 08:30h, 17:30h); Terças (04h, 15h, 19:30h); Quartas (10h, 20:30h); Quintas (07:30h,

15h); Sextas (10h, 21:30h); Sábados (02:30h, 14:30h), e nos Domingos (01:30h, 11h).

Na internet acesse: www.novaeratv.net.

Foto: Alair Sell

Eleição de Trump: assunto dominante no mundo e aqui

Passei boa parte desta quarta-feira (6), vendo e ouvido as mais diversas opiniões e informações a respeito da eleição de Donald Trump, na Presidência dos Estados Unidos da América. Quem não gostou, pouco se manifestou. Por outro lado, os que gostaram não esconderam a satisfação.

Deputada Caroline de Toni / Foto: Ascom Câmara dos Deputados

Vou me ater a uma única opinião que define basicamente o sentimento dos conservadores e da direita, a da deputada federal Caroline De Toni (PL) ao participar de uma entrevista via redes sociais. Conforme ela, a vitória de Trump reanima a todos no Brasil, inclusive, a questão envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, e que vai trazer certa pressão internacional.

Para ela, os Estados Unidos presam muito pelas liberdades individuais, e os políticos americanos sabem da realidade vivida hoje no Brasil. A eleição de Trump aponta para uma verdade incontestável: a sociedade não tolera abusos e cerceamento das liberdades individuais.

Enfim, não se tem nenhuma dúvida que a influência de Trump irá recair às questões de insegurança no Brasil. Para De Toni, a vitória de Trump significa o maior movimento político de todos os tempos! Destaco ainda, a atitude do governador Jorginho Mello (PL), entre outras lideranças do Estado, que parabenizaram o novo presidente Norte Americano.

Retorno à Casa Branca

Observadores como Hugo Garbe, professor de Ciências Econômicas do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas (CCSA) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), comenta de que a vitória de Donald Trump marca um retorno polêmico à Casa Branca e revela o crescente descontentamento com o governo de Joe Biden, especialmente em questões econômicas e de segurança.

Mesmo enfrentando uma forte rejeição, Trump conseguiu mobilizar eleitores desiludidos, incluindo simpatizantes de Kamala Harris, insatisfeitos com a falta de resultados da administração do democrata. Disse ainda que Trump, durante a campanha, explorou esse sentimento, prometendo políticas de comércio e segurança que restaurariam a posição de liderança dos EUA no mundo. Sua visão de “America First” resgatou o apoio daqueles que acreditam que o país precisa de uma abordagem mais assertiva e competitiva para retomar sua influência global.