O prefeito Antonio Ceron, em seu gabinete, na manhã desta quarta-feira (11), se reuniu com 14 dos 16 vereadores, para explicar, detalhadamente, as questões jurídicas e financeiras que envolvem a negociação salarial com o magistério.

Na ocasião, ele reafirmou o reajuste de 6% a todos os servidores se professores aceitarem a proposta, com pagamento já na folha de março. Porém, o Simproel deve abrir mão da proposta de 12,84%, e se comprometeu enviar à Câmara um projeto de lei aumentando de 4,48% para 6% o reajuste.
O aumento se estenderá a todos os cerca de mil professores efetivos da rede municipal de ensino, e a todos os servidores, desde que o Simproel formalize mediante ofício da presidência a aceitação da proposta e se comprometa em não paralisar as atividades nesta quinta, dia 12.
O prefeito explicou aos vereadores de que tudo deve ocorrer dentro da legalidade e da responsabilidade financeira. “Os 12,84% solicitados pelo Simproel não são legais e, mais que isso, são totalmente impraticáveis neste momento”, disse o prefeito.
Escolas serão abertas
Sobre a ameaça de paralisação nesta quinta-feira (12), de parte dos professores, o prefeito afirma que a sociedade não pode ser castigada pela intransigência do Simproel. Precisa defender os pais que deixam seus filhos na escola para poder trabalhar. Não pode fechar órgão público em dia normal de trabalho. Quem faltar, terá desconto no salário. E se alguma escola fechar, vão abrir a porta com um chaveiro, instaurar um processo administrativo e registrar boletim de ocorrência na Polícia contra a direção.
Esperando
Terminada a reunião nesta quarta, por volta das 11h, os vereadores saíram da Prefeitura para se encontrar com o Simproel a fim de reforçar a proposta do Executivo. Até o meio-dia, o prefeito Antonio Ceron ainda não havia recebido um retorno oficial por parte do sindicato.
Foto: Pablo Gomes




As inscrições abrem a partir desta quinta-feira (8 de agosto) para os interessados em realizar o processo seletivo para o preenchimento de vagas temporárias do quadro de pessoal, com duração de dois anos.
Difícil entender as razões de a Assembleia Legislativa de Santa Catarina querer ampliar o quadro de servidores, contratando pelo menos mais 30, através do aditivo do contrato terceirado dos serviços. Isso, justamente em um momento complexo em que os prognósticos financeiros do caixa do estado não São nada animadores, e o Governo trabalha com fluxo extremamente apertado. Os gastos significam gastos acima de R$ 300 mil mensais.
