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O deputado federal Fabio Schiochet (PSL) é um dos que embarcou na onda Bolsonaro, e foi eleito. Em conversa com profissionais da comunicação e acadêmicos na noite desta sexta-feira (4), na Uniplac, ele mesmo disse que nunca antes havia militado na política, e também que nunca havia sido eleito a nada. Mesmo assim acabou sendo eleito deputado federal com mais de 87 mil votos.

Empresário do ramo de postos de combustíveis, e, uma vez no Congresso, acabou assumindo um dos cargos mais importantes da Casa, o de Secretário de Comunicação. O jovem, de apenas 30 anos administra um contingente de 700 funcionários, só do setor.
É ele por exemplo, o responsável pela programação da TV Câmara e da Voz do Brasil, entre outros, como a imagem do Congresso e dos deputados.
Para isso, conta com um orçamento de R$ 500 milhões por ano. Metade é para manter a Secom, e a outra parte para investir em propaganda.
É muito dinheiro, disse, e que não estava sendo distribuído uniformemente entre os veículos de todo o Brasil. Aliás, muitos sequer sabem dessa verba. Mas, ainda neste mês, segundo conta, um edital deverá apontar uma agência que irá ajudar a administrar e distribuir estes recursos, para todos os Estados, e em todos os segmentos de comunicação.

Schioche que é de Jaraguá do Sul, respondeu perguntas e falou sobre vários assuntos. Abordou sobre o funcionamento da Secretaria de Comunicação, do Fundo Partidário, da relação com a grande mídia e o que está fazendo para diminuir custos e ainda aperfeiçoar o modelo de comunicação da Câmara dos Deputados, visando atrair mais o público, seja na TV, no Rádio, ou pelas redes sociais.
Por fim, sobre política, disse que no exterior falam mais bem do presidente Bolsonaro, do que no Brasil. Mas que ele ainda mantém a popularidade em alta. Lembrou apenas, que por ser membro da base governista, o Presidente precisa se aproximar mais do Congresso e se abrir ao diálogo.
Foi boa a conversa, principalmente para quem é do ramo da comunicação. O deputado Fábio, tem boa intenção. É jovem, e não tem vícios, e afirma saber lidar com o dinheiro público e com seus eleitores. Alguém a ser acompanhado de perto.



