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Embora ache uma reivindicação justa, o que complica é o pedido de parte do vereador Maurício Batalha (PPS), justamente num momento em que a Prefeitura amarga uma situação financeira complexa.
A discussão é válida. Por isso a realização de uma audiência pública entre as partes envolvidas, e, claro, as interessadas.

O Secretário Municipal de Administração e Finanças, Antonio Arruda explicou detalhadamente as complicações para arcar com um custo extra e alto.
“Herdamos dívidas de 250 anos a serem pagas, então nossa missão é entregar uma Prefeitura em melhores condições. Hoje nós já temos dificuldade para garantir a gratuidade de vários medicamentos, como é de conhecimento da população e dos vereadores. (…) Neste momento, não há qualquer chance do município arcar com esta gratuidade”, reitera.

Já o diretor da Transul, Humberto Arantes também apontou as causas que impedem a gratuidade aos estudantes.
“Se alguém está recebendo algo de graça é porque algum outro está pagando. O cálculo tarifário considera o custo total da viagem (conjunto de despesas) pelo número de passageiros. Se 10% do total dos passageiros tiverem gratuidade, o aumento vai ser rateado aos 90% demais”, explica.

Ele lembra que Lages fornece o passe livre para idosos acima de 65 anos, crianças até cinco anos, deficientes físicos e seus acompanhantes, além de 50% de desconto aos estudantes e 30% aos professores.
(Informações e fotos: Assessoria de Imprensa da Câmara de Vereadores)



