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Enquanto em praticamente todos os estados brasileiros, os governos estão com extremas dificuldades para efetuarem o pagamento dos salários, em Santa Catarina, o Governo anunciou na última sexta-feira (10), em coletiva à imprensa, que irá antecipar o salário de dezembro e pagar a segunda parcela do 13º salário aos servidores públicos.

Conforme o cronograma, o 13º será pago no dia 14 de dezembro. Junto ao pagamento da folha do mês de novembro, no dia 30 de novembro, e com o pagamento antecipado dos salários de dezembro, no dia 21 de dezembro. Isso representa um incremento na economia catarinense de R$ 2,18 bilhões.
A justificativa para a garantia do pagamento antecipado é de que o equilíbrio das finanças, por conta de estratégias como a reforma da previdência e a renegociação da dívida com a União garantiram ao Estado fechar o ano com as contas em dia, conforme explicou o governador Raimundo Colombo.
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Mas nem tudo é um “mar de rosas”
Aos jornalistas, o secretário de Estado da Fazenda, Antonio Marcos Gavazzoni, apresentou os gráficos da dificuldade financeira do estado, diante da crise econômica do país.
De acordo com os dados, Santa Catarina enfrenta dois anos de arrecadação abaixo da inflação – as taxas são de 3,59% contra 8,97%.
A diferença entre elas é considerada a perda real no período. Já o déficit orçamentário é de R$ 1,6 bilhão nos últimos quatro anos.
Ainda de acordo com o secretário da Fazenda, Santa Catarina está entre os únicos seis estados do país que não aumentaram impostos.
Santa Catarina também se destaca no cenário nacional com a menor taxa de desemprego do país e está no topo de diversos rankings sociais e econômicos.
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Extinção de estatais
Sobre as medidas de contenção de gastos, o Governo prevê a extinção de duas empresas estatais: Companhia de Desenvolvimento do Estado de Santa Catarina (Codesc) e Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab).
Além disso, o Governo do Estado deu início à extinção da Besc Corretora de Seguros e Administradora de Bens Móveis e Imóveis (Bescor). O projeto de lei será encaminhado à Assembleia Legislativa nesta sexta-feira, 11.
A estimativa é de uma economia anual de mais de R$ 42 milhões aos cofres públicos.
Fotos: James Tavares/Secom




Meu caro Chagas, isso não é novidade nenhuma, o Estado sempre antecipou do dia 30 de dezembro para o dia 21 e o 13 no dia 15 de dezembro, mas essa notícia bombástica sempre funciona como um bom marketing para os desinformados, mas isso sempre aconteceu há vários anos.
Na verdade seria até vantajoso para o Estado acompanhar este discurso de crise como os outros Estado e pagar no final do mês, mas isso seria admitir o desgoverno de TEMER e o PMDB não admitiria isso, haveria um desgaste terrível que subjetivamente já acontece no Estado.
Até concordo Névio. Mas o diferencial deste ano é a crise de outros estados que não vão conseguir pagar nem novembro. Enquanto que SC antecipa até o 13º.
Em minha opinião se propaga uma crise que é subjetiva, e essa subjetividade enseja as artimanhas mais diversas nas administrações públicas, o problema é gestão administrativa de prefeitos e governadores, gastam muito nas eleições, são muitas subvenções e depois não conseguem atingirem a meta. Mesmo que não haja crise, mas por boatos se forma um efeito dominó e as atividades produtivas são afetadas, por isso a gravidade na atualidade em propagar crise, se eu administro mal o meu município, simplesmente falo que a culpa é da crise e isso cola. Mas quando teremos uma economia que não seja crise, ou seja normal, em tese nunca, porque manter o discurso de crise é muito benéfico, porque para empresários este rodizio de funcionários nestes tempos é muito bom. As Fazendas estaduais divulgam as matérias que interessam a elas e praticamente fabricam índices que a população normal não averígua estes dados e somos ainda um Estado com poucos funcionários públicos, no órgão em que trabalho a maior parte são tercerizados e estagiários, com salários ridículos e o Estado economiza com isso.