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A aproximação com o Partido Progressista, através do convite ao deputado estadual Sílvio Dreveck, para ser o líder do Governo na Assembleia Legislativa não foi o começo, com certeza, do relacionamento não tão mais amigável entre PSD e PMDB.
Os problemas de bastidores devem ser bem mais antigos e nascidos ainda na administração passada.
Vale lembrar que o PMDB quase desembarcou do Governo e até o último momento antes do pleito de 2014, acenava com a possibilidade de lançar candidatura própria.
Por outro lado, Raimundo e o PSD, que nunca se distanciaram do PP, decidiram manter a sigla que fora adversária nas eleições passadas, numa proximidade que gerou descontentamento nas alas do PMDB.
O desenrolar dos fatos de agora, no que tange à Medida Provisória 198, que procura regulamentar a situação dos professores ACTs, mostrou um PMDB diferente, longe da caminhada conjunto pelos interesses governamentais. A base está rachada.
Em dias de hoje, paralelamente aos desencontros de interesses, o PMDB já adiantou que a candidatura própria ao governo, em 2018, é irreversível.
Por fim, no lado do PSD, há também quem esteja mexendo os pauzinhos e ventilando também possível candidatura própria, caso do deputado federal, João Rodrigues.
É o começo de um novo mandato, mas, o pelo que se dá para notar, não vai falar turbulência, e olha que o novo governo está apenas no começo.
Raimundo terá que ter muito jogo de cintura para aplacar os ânimos e conjecturar os apoios das bases. É o que vejo.



