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Uma comitiva lageana esteve em Brasília no dia 21 de outubro para avançar nas tratativas pela implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Lages, iniciativa considerada estratégica para impulsionar o desenvolvimento econômico da Serra Catarinense.

Liderado pela prefeita Carmen Zanotto e pela Associação Empresarial de Lages (ACIL), o grupo participou de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com o Conselho Nacional das ZPEs, apresentando os ajustes finais do projeto, que prevê área inicial de 50 hectares, com possibilidade de expansão para 780 hectares.

A visita também incluiu encontros com parlamentares catarinenses, que manifestaram apoio à proposta. Para o presidente da ACIL, Antonio Wiggers, o avanço das tratativas marca um momento decisivo: “A ZPE de Lages é uma pauta de Estado e trará desenvolvimento sustentável para toda a região”.
O projeto integra o Pacto pela Aceleração Territorial e tem como foco atrair indústrias dos setores madeireiro, tecnológico e de transformação, ampliando a geração de emprego e renda na Serra Catarinense.
Minha Opinião
A ida da comitiva de Lages a Brasília para defender a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) marca um momento raro e muito positivo na política e no desenvolvimento da Serra Catarinense. Ver lideranças empresariais, políticos de diferentes siglas e representantes do Governo do Estado atuando juntos em torno de um projeto estruturante revela maturidade e visão de futuro.
A ZPE não é um pedido político de ocasião. Trata-se de uma estratégia capaz de alterar o patamar econômico da região, atraindo empresas exportadoras, ampliando a industrialização, gerando empregos qualificados e fortalecendo a cadeia produtiva já existente na Serra, especialmente nos setores madeireiro, tecnológico e de transformação. É um passo para que Lages e os municípios vizinhos deixem para trás a dependência histórica de economias sazonais e fragilizadas.
A articulação junto ao Conselho Nacional das ZPEs, para garantir que o projeto lageano entre na pauta de dezembro, demonstra senso de urgência. A Serra não pode mais ficar na fila das grandes oportunidades enquanto outras regiões ocupam espaços estratégicos de desenvolvimento.
A mobilização política em Brasília foi também um gesto simbólico: mostra que a ZPE de Lages não pertence a um governo, a um partido ou a uma entidade. É um projeto de Estado, de longo prazo, e que interessa a toda a coletividade serrana.
Agora, é preciso manter o ritmo. O apoio dos parlamentares é essencial, mas o compromisso deve permanecer firme até que a aprovação seja concretizada, e depois, na viabilização da infraestrutura e na atração de empresas âncoras.
Se a Serra Catarinense deseja ser protagonista no cenário econômico de Santa Catarina e do Brasil, iniciativas como a ZPE precisam sair do papel. E essa visita à capital federal foi um passo firme nessa direção. O momento exige união, consistência técnica e, principalmente, continuidade.
Fotos: divulgação




