Em Brasília, Mário Motta articula federalização do Caso Orelha

O deputado estadual Mário Motta está em Brasília participando da Semana Nacional dos Animais e aproveitou a agenda para articular apoio da bancada catarinense à federalização das investigações do chamado Caso Orelha.

Em reuniões com parlamentares e lideranças da causa animal, Motta defendeu que o caso passe a ser conduzido pela Polícia Federal, alegando que ainda há lacunas nas apurações realizadas pela Polícia Civil de Santa Catarina.

Além do tema, o deputado também discutiu propostas para endurecer a legislação contra maus-tratos e participou de debates sobre políticas públicas de proteção animal, destacando iniciativas como a Caravana dos Melhores AUmigos, que promove castrações gratuitas para animais de famílias de baixa renda na Grande Florianópolis.

A marcha de Nikolas e o teste da nova direita

O encerramento da caminhada liderada por Nikolas Ferreira em Brasília, neste domingo, 25, foi mais do que o fim de um trajeto de 240 quilômetros entre Paracatu e a Praça do Cruzeiro. Foi, sobretudo, a consolidação de um novo capítulo na mobilização da direita brasileira, que mistura ativismo de rua, redes sociais e confronto direto com as instituições. Os números já dizem muito, e, ao mesmo tempo, revelam a disputa de narrativas.

A caminhada a Brasília aumenta a pressão sobre o STF e a consolidação de um líder da nova direita / Foto: Instagram

A USP fala em 18 mil pessoas. A Secretaria de Segurança do DF estima entre 50 mil e 100 mil. Seja qual for a conta real, é inegável que houve massa crítica suficiente para transformar o ato em fato político. Some-se a isso a força digital: vídeos com mais de 50 milhões de visualizações e o engajamento de nomes como Carlos Bolsonaro, Marcos do Val, Zé Trovão, Julia Zanatta, Marcel van Hattem e Padre Kelmon, entre outros. Nikolas mostrou, mais uma vez, que sabe ocupar o espaço onde a política hoje também acontece: nas ruas e nas telas.

Cobranças pontuais

No discurso final, o deputado dobrou a aposta no embate com o STF e ampliou o alvo ao cobrar do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a instalação de duas CPMIs, uma sobre o INSS e outra sobre o caso Master. A fala mais explosiva, ao citar o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e a esposa de um ministro do Supremo, deu o tom do que ele pretende: transformar suspeitas e indignação difusa em combustível político permanente. Ao chamar a manifestação de “um grito de quem não aguenta mais”, Nikolas se posiciona como porta-voz de uma parcela do eleitorado que se sente excluída do jogo institucional e desconfia profundamente das cortes superiores.

“Acorda Brasil”

O slogan “Acorda, Brasil” não é casual. Ele dialoga com a retórica de missão, quase messiânica, de “despertar” os outros. Funciona bem para mobilizar, mas também aprofunda a lógica de nós contra eles, virtuosos contra corruptos, povo contra sistema, rua contra toga. É uma estratégia eficiente para manter coesa a própria base, embora pouco produtiva para construir pontes num país já saturado de polarização.

Retórica das opiniões

Os opositores, por sua vez, tentam reduzir a caminhada a uma “cortina de fumaça” para abafar uma suposta ligação de Nikolas com o caso Master. A crítica pode até encontrar eco em setores mais céticos, mas não parece ter sido suficiente para esvaziar o ato. Pelo contrário: o ataque reforça a narrativa de perseguição que o deputado e seus aliados sabem explorar como poucos.

Saldo final

O desfecho, marcado por tensão e tragédia, com um raio atingindo manifestantes, 72 atendimentos e 29 hospitalizações, adiciona um elemento dramático que tende a ser incorporado ao simbolismo do movimento. Para seus apoiadores, vira prova de sacrifício e resistência. Para os críticos, um alerta sobre os riscos de transformar protesto em espetáculo contínuo.

No saldo final, Nikolas Ferreira sai maior do que entrou. Não porque tenha obtido concessões concretas do STF ou do Senado, mas porque conseguiu pautar o debate, mobilizar gente, gerar imagens fortes e reforçar sua posição como principal rosto da nova direita militante. Resta saber se esse capital político será convertido em algo além de barulho e likes, ou se ficará restrito ao ciclo vicioso da indignação permanente.

Marcha de Nikolas: quando os passos viram apelo por justiça

A caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira rumo a Brasília começou na manhã de 19 de janeiro, a partir de Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e tem previsão de chegada à capital federal em 25 de janeiro, após cerca de 240 quilômetros percorridos a pé.

A caminhada de Nikolas Ferreira a Brasília vira metáfora de mobilização, narrativa e cálculo político / Foto: Instagram do deputado

Batizado de “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, o ato ganhou tração rapidamente: a cada dia, novos apoiadores se juntam ao trajeto, transformando uma iniciativa individual em um movimento coletivo de visibilidade crescente. Entre os que já aderiram está o vereador de Lages Marcus Vinicius (Castor), do PL, que se integrou ao grupo liderado por Nikolas.

Metáfora política

Mais do que um simples deslocamento físico, a marcha pode ser lida como uma metáfora política. Ela se parece com um rio em formação: nasce de uma fonte ideológica bem definida, mas vai recebendo afluentes de diferentes motivações: indignação, fé política, protesto difuso, curiosidade e cálculo eleitoral, até se tornar um curso d’água largo o suficiente para chamar a atenção do sistema político instalado em Brasília.

Há também algo de romaria cívica nesse percurso. Como nas peregrinações antigas, o caminho vira palco, e o ato de caminhar se transforma em discurso. Cada novo participante funciona como um voto simbólico de confiança na liderança que Nikolas tenta projetar: não a do gabinete e das articulações discretas, mas a da estrada, da exposição permanente e da mobilização emocional.

Chama atenção

Do ponto de vista estratégico, a caminhada cumpre dois papéis ao mesmo tempo. De um lado, consolida a imagem de um parlamentar em sintonia com uma base que desconfia das instituições e busca gestos visíveis de confronto simbólico.

De outro, cria um enredo facilmente comunicável nas redes sociais: o do político que “vai a pé até Brasília” para ser ouvido. A adesão de figuras como o vereador Castor reforça esse caráter de efeito-manada político, em que a visibilidade do ato passa a valer tanto quanto, ou mais do que, sua pauta objetiva. A caminhada está chamando atenção do país e do mundo.

Objetivo sendo cumprido

Resta saber se esse rio que cresce passo a passo vai irrigar um projeto político mais estruturado ou se vai apenas transbordar em espetáculo, deixando mais barulho do que consequências práticas no seu rastro.

Por ora, a caminhada já cumpriu um objetivo claro: recolocou Nikolas Ferreira no centro do debate público, usando o próprio corpo e o próprio tempo como instrumentos de comunicação política, algo que, goste-se ou não do personagem, revela método, leitura de cenário e senso de oportunidade.

Em busca do Seguro Rural para salvar fruticultores da Serra

A ida do deputado estadual Lucas Neves, junto ao Ministério da Agricultura, em Brasília, na quarta-feira, 3, revela algo maior do que uma simples agenda política: mostra a urgência de dar voz a um setor que sustenta a economia da Serra Catarinense e que, mais uma vez, está vulnerável aos humores do clima e à lentidão do governo federal.

Reunião no Ministério da Agricultura busca desbloquear recursos que garantem a sobrevivência de produtores atingidos pelo granizo / Foto: Assessoria Imprensa

Defesa aos fruticultores

O bloqueio dos recursos do Seguro Rural, mais de R$ 350 milhões no país, sendo cerca de R$ 60 milhões destinados a Santa Catarina, não é um detalhe administrativo. É um golpe direto em milhares de famílias que dependem da fruticultura para viver, especialmente num território onde o granizo insiste em lembrar que a natureza não tira férias. Por isso é preciso reconhecer o mérito da iniciativa.

Representatividade

Neves, que preside a Frente Parlamentar da Maçã na ALESC, foi a Brasília acompanhado de representantes de São Joaquim e da AMAP-SC para fazer o que se espera de uma liderança regional: cobrar, insistir e lembrar aos ministérios que a porta da lavoura não fecha quando o orçamento trava. O grupo levou o recado com clareza, sem a liberação dos 40% de subvenção do Seguro Rural, muitos produtores não vão conseguir se reerguer das perdas.

O seguro não é um benefício acessório; é a única salvaguarda possível em anos de intempéries severas. É também uma política pública inteligente, que protege o produtor e evita que o Estado tenha que arcar com prejuízos ainda maiores lá na frente. Cortá-lo ou travá-lo é agir na contramão do bom senso.

Esperança no resultado

O compromisso do Ministério da Agricultura em dialogar com Planejamento e Fazenda reacende alguma esperança, ainda que tímida. Mas esse movimento só aconteceu porque lideranças da Serra decidiram ocupar Brasília e colocar o tema na mesa. Quando há pressão qualificada, as portas se abrem, mesmo que parcialmente.

Resta agora que o Governo Federal compreenda a gravidade da situação e libere os recursos ainda este ano. Adiar essa decisão é penalizar um setor que gera emprego, renda e mantém viva a identidade da Serra Catarinense. A fruticultura não pode esperar, e a mobilização liderada por Lucas Neves deixa claro que a região também não ficará de braços cruzados.

Lideranças de Lages articulam implantação da ZPE na Serra

Uma comitiva lageana esteve em Brasília no dia 21 de outubro para avançar nas tratativas pela implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Lages, iniciativa considerada estratégica para impulsionar o desenvolvimento econômico da Serra Catarinense.

Liderado pela prefeita Carmen Zanotto e pela Associação Empresarial de Lages (ACIL), o grupo participou de reunião no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços com o Conselho Nacional das ZPEs, apresentando os ajustes finais do projeto, que prevê área inicial de 50 hectares, com possibilidade de expansão para 780 hectares.

A visita também incluiu encontros com parlamentares catarinenses, que manifestaram apoio à proposta. Para o presidente da ACIL, Antonio Wiggers, o avanço das tratativas marca um momento decisivo: “A ZPE de Lages é uma pauta de Estado e trará desenvolvimento sustentável para toda a região”.

O projeto integra o Pacto pela Aceleração Territorial e tem como foco atrair indústrias dos setores madeireiro, tecnológico e de transformação, ampliando a geração de emprego e renda na Serra Catarinense.

Minha Opinião

A ida da comitiva de Lages a Brasília para defender a implantação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) marca um momento raro e muito positivo na política e no desenvolvimento da Serra Catarinense. Ver lideranças empresariais, políticos de diferentes siglas e representantes do Governo do Estado atuando juntos em torno de um projeto estruturante revela maturidade e visão de futuro.

A ZPE não é um pedido político de ocasião. Trata-se de uma estratégia capaz de alterar o patamar econômico da região, atraindo empresas exportadoras, ampliando a industrialização, gerando empregos qualificados e fortalecendo a cadeia produtiva já existente na Serra, especialmente nos setores madeireiro, tecnológico e de transformação. É um passo para que Lages e os municípios vizinhos deixem para trás a dependência histórica de economias sazonais e fragilizadas.

A articulação junto ao Conselho Nacional das ZPEs, para garantir que o projeto lageano entre na pauta de dezembro, demonstra senso de urgência. A Serra não pode mais ficar na fila das grandes oportunidades enquanto outras regiões ocupam espaços estratégicos de desenvolvimento.

A mobilização política em Brasília foi também um gesto simbólico: mostra que a ZPE de Lages não pertence a um governo, a um partido ou a uma entidade. É um projeto de Estado, de longo prazo, e que interessa a toda a coletividade serrana.

Agora, é preciso manter o ritmo. O apoio dos parlamentares é essencial, mas o compromisso deve permanecer firme até que a aprovação seja concretizada, e depois, na viabilização da infraestrutura e na atração de empresas âncoras.

Se a Serra Catarinense deseja ser protagonista no cenário econômico de Santa Catarina e do Brasil, iniciativas como a ZPE precisam sair do papel. E essa visita à capital federal foi um passo firme nessa direção. O momento exige união, consistência técnica e, principalmente, continuidade.

Fotos: divulgação

Segue a indefinição sobre obras no Morro dos Cavalos

Uma audiência pública realizada nesta terça-feira (21), em Brasília, voltou a discutir as alternativas para o trecho do Morro dos Cavalos, na BR-101, em Santa Catarina.

Mesmo após anos de estudos e debates, o Governo Federal ainda não definiu se será construído um túnel ou o contorno rodoviário, proposta defendida pelo Governo de SC.

A falta de decisão tem sido criticada por autoridades catarinenses, que veem no impasse um dos principais entraves para a conclusão da duplicação da rodovia. Enquanto isso, o trânsito segue intenso e perigoso, afetando o turismo e a economia da região.

Foto: divulgação

Em busca da regulamentação da Cannabis medicinal para SC

A deputada Paulinha (Podemos-SC) avançou na regulamentação da cannabis medicinal em Santa Catarina ao se reunir com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília. O objetivo é garantir uma regulamentação da Anvisa para que associações que medicamentos à base de cannabis possam atuar legalmente, sem depender de decisões judiciais.

A conversa da deputada estadual Paulinha foi diretamente com o Ministro da Saúde / Foto: Assessoria de Imprensa / Divulgação

Ela entregou um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas e obteve o compromisso do ministro de intermediar o diálogo para agilizar a regulamentação, que beneficiaria tanto o SUS quanto a economia local. Na prática, isso impactaria diretamente nos recursos destinados pelo SUS para a compra desse tipo de medicamento, já que, com a produção realizada no estado, o custo seria menor. Além disso, haveria a geração de emprego e renda a partir do fortalecimento do setor.

Proposta vai além das disputas políticas

A atitude da deputada é positiva e necessária, pois demonstra sensibilidade ao tema da saúde pública, ultrapassando disputas políticas e buscando um avanço concreto para a população.

A iniciativa dela fortalece a produção local, reduz custos para o SUS e promove a geração de emprego, evidenciando uma postura comprometida com o desenvolvimento sustentável e o acesso a tratamentos mais acessíveis. Essa é uma ação que merece reconhecimento pelo impacto social e econômico que pode gerar em Santa Catarina.

Governador protocola solução para o Morro dos Cavalos

O governador Jorginho Mello fez o que precisava ser feito: levou a Brasília o Estudo de Concepção do Contorno do Morro dos Cavalos, protocolando o projeto junto ao DNIT e ao Ministério dos Transportes. Mesmo sem ser recebido pelo ministro Renan Filho, a iniciativa mostra disposição do governo catarinense em enfrentar de frente um problema histórico que todos conhecem bem, o trecho mais perigoso e engarrafado da BR-101 em Santa Catarina.

Um passo decisivo para destravar a BR-101 em Santa Catarina / Imagem: Reprodução /SECOM

O contorno de 5,2 km, orçado em R$ 291 milhões, não é apenas uma obra de engenharia. É um clamor da sociedade catarinense, cansada de acidentes, bloqueios e tragédias que se repetem há décadas. Mais do que números, está em jogo a segurança de quem cruza a principal rodovia federal do Estado.

Jorginho tem razão quando diz que é um problema federal, mas que o governo estadual não pode mais esperar de braços cruzados. O contorno não exclui a ideia de túneis no futuro, mas oferece uma solução imediata, possível e necessária.

Agora, cabe ao Ministério dos Transportes dar a resposta que o Estado espera. Procrastinar ou empurrar o assunto seria um desrespeito com Santa Catarina. A verdade é simples: o contorno do Morro dos Cavalos precisa sair do papel, e rápido.