Operação Mensageiro e a data do julgamento

Share this

Lages não merecia estar passando por tantas situações vexatórias, envolvendo autoridades máximas do município, por corrupção. Seja como for, a data do dia 5 de dezembro deverá ser emblemática na cidade.

É que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) definiu para este dia, a partir das 9hs, o julgamento do prefeito Antônio Ceron (Foto), e seus ex-secretários, o da Administração e Fazenda e do Meio Ambiente e Serviço Públicos, entre outros envolvidos. Todos arrolados no processo da Operação Mensageiro. Resta saber qual será o desfecho.

A decisão, que está em segundo grau, será tomada pela 5ª Câmara de Direito Criminal, com o devido manifesto do Ministério Público em segundo grau.

Em suma, a partir do julgamento, os desembargadores podem absolver todos; podem condenar, caso considerem as provas suficientes, ou ainda podem adiar, marcando outra data, a pedido da defesa, do Ministério Público ou por decisão da própria Câmara. Esta é a situação.

Vale lembrar ainda que seja qual for a decisão a ser tomada na 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, cabe recurso, tanto em âmbito de Tribunal de Justiça, no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Operação Mensageiro

A Operação Mensageiro é uma investigação que começou em dezembro de 2022 e está focada em desvendar um esquema de corrupção em Santa Catarina, Brasil. A operação prendeu 17 prefeitos e outros agentes públicos, investigando principalmente o desvio de verbas públicas nas áreas de coleta de lixo e saneamento.

A investigação apontou que uma empresa catarinense pagava propinas para obter licitações. O prefeito de Lages, Antônio Ceron, chegou a ser preso durante a segunda fase da Operação Mensageiro, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.

Posteriormente, a prisão preventiva de Ceron foi convertida em prisão domiciliar e ficou sendo monitorado com tornozeleira eletrônica. A operação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especial Anticorrupção (Geac).

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.