O julgamento do senador catarinense Jorge Seif no Tribunal Superior Eleitoral segue como um dos temas políticos mais relevantes do momento em Santa Catarina. A Corte analisa um recurso que pede a cassação do mandato do parlamentar por suposto abuso de poder econômico nas eleições de 2022, envolvendo o uso de aeronaves, estrutura empresarial e apoio de empresários durante a campanha.
Julgamento de Seif coloca mandato e bastidores políticos em evidência /Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE
Na sessão desta terça-feira (10), o relator do caso, ministro Floriano de Azevedo Marques, já apresentou voto contrário à cassação, ao entender que não foram demonstradas provas consistentes de que as irregularidades apontadas tenham comprometido diretamente o resultado eleitoral. O julgamento foi suspenso e aguarda a manifestação dos demais ministros.
Impacto na política catarinense
O desfecho do processo tem impacto direto no cenário político catarinense. Em caso de eventual cassação, o ex-governador Raimundo Colombo, que ficou em segundo lugar na disputa pelo Senado em 2022, surge como um dos principais interessados, pois poderia assumir a vaga. A possibilidade movimenta bastidores e reacende articulações políticas no Estado, já que a troca de titularidade no Senado representaria mudanças estratégicas na representatividade catarinense em Brasília.
Tendência
Diante das informações já apresentadas no julgamento, especialmente o entendimento inicial do relator, a tendência de manutenção do mandato de Jorge Seif reforça a necessidade de decisões baseadas em provas sólidas e preserva o princípio da soberania do voto popular, elemento fundamental para a estabilidade política e institucional.
A sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que irá julgar o processo que pode resultar ou não na cassação do mandato do senador catarinense Jorge Seif (PL) teve sua data alterada. Inicialmente prevista para ocorrer nesta quinta, 5, a análise do caso foi remarcada para o dia 10 de fevereiro.
Senador catarinense Jorge Seif / Foto: Pedro França/Agência Senado
O processo trata de uma acusação de abuso de poder econômico nas eleições de 2022, tema que vem sendo acompanhado de perto pelo meio político de Santa Catarina, já que uma eventual cassação pode provocar mudanças na representação do Estado no Senado Federal.
A alteração no calendário ocorreu por uma demanda interna do próprio TSE. A Corte Eleitoral realizará nesta quinta-feira, dia 5 de fevereiro, às 11h, uma audiência destinada à análise e aprovação das resoluções que irão estabelecer as regras para as eleições gerais de 2026.
Esse conjunto de normas é considerado fundamental para a organização do próximo pleito, pois define critérios sobre propaganda eleitoral, prestação de contas, financiamento de campanha, entre outros pontos.
Assim, com a necessidade de priorizar a discussão das regras eleitorais futuras, o julgamento envolvendo o senador foi reagendado. A expectativa é que o caso tenha grande repercussão política, já que envolve uma das principais lideranças do PL em Santa Catarina e pode gerar desdobramentos no cenário partidário estadual e nacional, dependendo do resultado da decisão do tribunal.
A audiência de instrução e julgamento envolvendo o vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, avançou mais uma etapa no andamento do processo que apura denúncias de violência doméstica e infrações relacionadas, supostamente ocorridas em março de 2025. A sessão ocorreu na 2ª Vara Criminal da Comarca de Lages, iniciando no começo da tarde de segunda-feira (2) e se estendendo por aproximadamente sete horas, o que demonstra a complexidade do caso e o volume de depoimentos analisados.
Vice-prefeito Jair Junior / Foto: Reprodução
Durante a audiência, foram ouvidas 16 testemunhas indicadas tanto pela defesa quanto pela acusação. Advogados das duas partes tiveram a oportunidade de questionar seus próprios depoentes e também os apresentados pela parte contrária. O Ministério Público e o juiz responsável pelo caso também realizaram questionamentos, buscando esclarecer os fatos descritos na denúncia.
A suposta vítima, ex-companheira do vice-prefeito, prestou depoimento sem a presença do investigado no mesmo ambiente, procedimento comum em casos dessa natureza. Jair Júnior foi o último a depor.
Com o encerramento dessa fase, o processo entra agora em duas etapas que antecedem a sentença. Inicialmente, defesa, acusação e Ministério Público terão prazo para apresentar eventuais provas ou informações complementares. Depois disso, será aberto o período para as alegações finais, momento em que cada parte reforça seus argumentos pela absolvição ou pela condenação. Somente após essas manifestações o Judiciário deverá proferir a decisão de primeiro grau, que, pela previsão atual, pode ocorrer ainda neste semestre.
Por tramitar em segredo de justiça, os detalhes do processo permanecem restritos, especialmente para preservar a integridade da suposta vítima. No entanto, o fato de o investigado ocupar cargo público eletivo acaba ampliando o interesse e a repercussão do caso na esfera pública.
Quanto aos possíveis desdobramentos, eles ainda são incertos. Caso haja condenação, o vice-prefeito poderá recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina e, posteriormente, a tribunais superiores. Isso significa que uma eventual perda de mandato não ocorreria de forma imediata, podendo depender do esgotamento de todos os recursos judiciais, o que, em alguns casos, ultrapassa o tempo do próprio mandato.
Seja como for…
Casos envolvendo agentes públicos e acusações de violência doméstica exigem equilíbrio entre dois princípios fundamentais: o respeito ao devido processo legal e a necessidade de responsabilidade e transparência na vida pública. A preservação do segredo de justiça é essencial para proteger a vítima e garantir que o processo ocorra sem exposição indevida, mas a sociedade também possui interesse legítimo em acompanhar situações que envolvem representantes eleitos.
Além disso, episódios como este reforçam a importância de que cargos públicos sejam exercidos sob permanente escrutínio social e institucional. Independentemente do resultado judicial, o simples fato de uma autoridade enfrentar acusações dessa natureza já impõe desgaste político e exige postura responsável, tanto do investigado quanto das instituições que o cercam. O desfecho do caso, quando ocorrer, terá não apenas efeitos jurídicos, mas também impactos na confiança da população em seus representantes e na credibilidade das instituições públicas.
A audiência de instrução e julgamento marcada para segunda-feira, dia 2, na Comarca de Lages, coloca novamente no centro do debate público a situação judicial do vice-prefeito Jair Junior. Tornado réu após o recebimento de denúncia pelo Ministério Público, ele passa agora por uma das etapas mais importantes do processo, quando serão ouvidas as partes e testemunhas e analisados os elementos que sustentam a acusação e a defesa.
É preciso destacar que essa fase não representa condenação, mas é decisiva para o andamento da ação penal. Trata-se do momento em que o Judiciário aprofunda a apuração dos fatos, avalia versões e confronta provas. Em termos jurídicos, é o ponto em que o processo deixa de ser apenas uma acusação formal e passa a ser examinado com maior densidade probatória.
No campo político, porém, os efeitos já são concretos. Independentemente do desfecho judicial, o desgaste institucional é inevitável. Cargos majoritários do Executivo exigem não apenas legalidade, mas também estabilidade de imagem e confiança pública, dois fatores que ficam tensionados quando um processo criminal dessa natureza avança de fase.
O caso também reforça como a vida pública hoje convive com um nível de escrutínio permanente. A Justiça cumpre seu papel técnico; a sociedade, por sua vez, acompanha e forma juízo político, duas esferas que não se confundem, mas que caminham lado a lado.
A audiência de segunda-feira não encerra o caso, mas certamente marca um novo capítulo, jurídico e político, que tende a repercutir no cenário local nas próximas semanas.
A audiência não será aberta. Ninguém, exceto as partes, podem participar da audiência de instrução e julgamento.
Senador catarinense Jorge Seif / Foto: Pedro França/Agência Senado
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, definiu para a próxima quinta-feira, dia 5, às 10h, a retomada do julgamento do recurso que pede a cassação do mandato do senador Jorge Seif Júnior (PL). O processo trata de suposto abuso de poder econômico nas eleições.
Na etapa anterior do julgamento, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Bravo Barbosa, manifestou-se favoravelmente à reversão da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina, defendendo não apenas a cassação de Seif, mas de toda a chapa. A expectativa é de que a sessão seja retomada com a apresentação do voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques.
O desfecho do caso tem impacto direto na representação catarinense no Senado e pode provocar mudanças imediatas no cenário político do Estado.
Raimundo Colombo na linha do horizonte
Acompanhando cada movimento do TSE está o ex-governador Raimundo Colombo, figura experiente e ainda influente na política catarinense. Não por acaso. Caso o mandato de Jorge Seif seja cassado, Colombo é o primeiro na linha sucessória e assumiria a vaga de forma imediata até a realização de uma nova eleição.
Existe ainda uma segunda possibilidade, bem mais remota, mas juridicamente prevista: a efetivação definitiva no cargo, com mandato até 2030. É um cenário improvável, mas que mantém Colombo no radar do processo.
O fato é que, mesmo longe das disputas eleitorais recentes, Raimundo Colombo pode voltar ao centro da política nacional por decisão judicial. Um retorno que não nasce do voto, mas do rito legal, e que, se confirmado, reacende o debate sobre como a Justiça Eleitoral acaba, muitas vezes, redesenhando o tabuleiro político muito depois das urnas terem sido fechadas.
A montagem da estrutura externa da Expolages 2025 já movimenta o Parque Conta Dinheiro, em Lages. A GTS do Brasil foi a primeira empresa a ocupar espaço na feira, que contará ainda com arena para julgamentos de animais, pirâmides para expositores e uma novidade: pista de test drive para veículos.
A abertura oficial será no dia 8 de outubro, às 17h, e o evento segue até o dia 13, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio no Sul do Brasil.
Os preparativos também envolvem a chegada dos animais a partir do dia 6. A programação prevê julgamentos e leilões de diversas raças, como Hereford, Braford, Angus, Brangus, Charolês, Crioulo e Quarto de Milha.
Um dos pontos altos será no sábado (11), com a comercialização de cerca de 550 novilhas e leilões de cavalos, que devem atrair grande público. O encerramento ocorre na segunda-feira (13), com a tradicional Feira de Gado Geral, reunindo cerca de 400 cabeças.
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria na Primeira Turma para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro por organização criminosa no âmbito da suposta trama golpista. O placar de 3 a 1 foi selado com o voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou os relatores na decisão. Ainda falta o voto de Cristiano Zanin para a conclusão do julgamento.
Voto de Cármen Lúcia seguiu os relatores da decisão e condena envolvidos na suposta trama golpista / Foto: Antonio Augusto/STF
A ação investiga uma alegada organização criminosa que teria atuado para desferir um golpe de Estado e abolir o Estado Democrático de Direito. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta o ex-presidente como líder do esquema, que envolveria militares, políticos e empresários.
O julgamento tem gerado grande repercussão e é acompanhado de perto pela sociedade. A defesa de Bolsonaro nega todas as acusações e argumenta que não há provas suficientes para a condenação. A previsão é que o julgamento seja concluído nas próximas sessões.
O ministro Flávio Dino votou nesta segunda-feira (9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro no julgamento da chamada trama golpista, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele acompanhou o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes, que já havia se posicionado pela responsabilização do ex-chefe do Executivo.
Foto: Sophia Santos/STF
Com o voto de Dino, já são dois os ministros a favor da condenação. O julgamento analisa a atuação de Bolsonaro em discursos e ações considerados ataques à democracia e às instituições, sobretudo no período que antecedeu e sucedeu as eleições de 2022.
O processo segue em andamento no plenário virtual do STF, com expectativa de novos votos nos próximos dias.