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Torna-se difícil falar de política, sem antes pensar na situação de centenas de famílias, de vários municípios, que estão hoje com suas casas tomadas pelas águas. As previsões de enchentes se confirmaram. Para muitos, a repetição de um drama já vivido antes.

Em Lages, onde moro, na Av. Belizário Ramos, a água do Rio Carahá está alta, e completamente parada. É o indício do represamento dela, com outro rio, o Caveiras. O resultado é mais uma vez, a inundação de casas em alguns bairros. Entre eles os mais atingidos, o Caça e Tiro, Habitação e o Universitário. Há outros obviamente, com ruas pontuais completamente alagadas. O que dizer então da situação de outros municípios do Vale do Itajaí e no Sul do Estado.
Ajuda concentrada
As previsões antecipadas ajudaram na mobilização dos governos municipais e estadual. Nesse ponto, nenhuma crítica. O próprio governador Jorginho Mello abdicou de todas as agendas políticas para, pessoalmente coordenar, juntamente com a Defesa Civil, todo o processo de auxílio aos catarinenses afetados. Não arredou o pé nenhum momento. Tem administrado a crise ocasionada pela chuva de forma integral.

Todas as forças do Estado estão à disposição e trabalhando para salvar vidas e minimizar o sofrimento das famílias atingidas. É também o momento de união para que nada falte. Campanhas estão sendo organizadas para o envio de alimentos, água, e material de limpeza.
Tudo se faz necessário, em nome da solidariedade. Nos municípios, há providências sendo tomadas também pelos prefeitos, com a organização de abrigos para famílias que tiveram que deixar as suas casas. Aulas foram suspensas nas escolas públicas municipais, estaduais, e em universidades.
Repercussão de José Boiteux
Decisão do governador Jorginho Mello, de fechar as comportas da Barragem de José Boiteux, foi a mais acertada. A necessidade de conter o volume de água do Rio Itajaí Açu, no Vale do Itajaí, uma das regiões mais castigadas pela enchente, precisava de uma atitude. E ela foi tomada.

Porém, ocorreu tudo de uma forma inesperada. A atitude das comunidades indígenas, na tentativa de impedir o fechamento das comportas, e que foram motivadas pelo receio também de suas casas serem tomadas pelas águas, criou uma situação inusitada, e o confronto foi inevitável, com repercussão nacional.
Os indígenas foram retirados das imediações da barragem com rigor pelas forças policiais. Diante do ocorrido, o governador deu início a novas negociações com a comunidade indígena do loca, ainda no sábado, 7. Segundo o Governador, todos os itens da pauta de reivindicação foram e serão atendidos pelo Governo do Estado.



