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O deputado estadual Marcius Machado, autor do Projeto de Lei que visa proibir a tração animal em Santa Catarina, anda um tanto incomodado. É que há tempos ele destinou à Prefeitura de Lages cerca de R$ 213 mil para a compra de alguns carrinhos elétricos voltados para a coleta seletiva. O recurso foi pago há mais de um ano, o dinheiro está na conta da Prefeitura e a licitação ainda não foi aberta.

Na última sexta-feira, 25, ele esteve em reunião com a secretária da Semasa de Lages, Taise Paeze, para saber a atual situação das compras de carrinhos elétricos voltados para a coleta seletiva.
A demora para a abertura da licitação, inclusive, segundo Marcius, está encarecendo o produto, e o número de carrinhos para a compra, diminui a cada dia em que a licitação demora.
Segundo Marcius, a utilização de animais na tração de cargas pesadas pode resultar em sofrimento e lesões para os animais, além de submetê-los a condições de trabalho exaustivas e muitas vezes inadequadas. Ao optar por carrinhos elétricos, estamos priorizando o bem-estar animal, garantindo que esses seres não sejam explorados para fins de transporte de resíduos.
O projeto avança na Alesc
Após ser aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, o Projeto de Lei que proíbe a tração animal para o carregamento de cargas em Santa Catarina, segue para a Comissão de Finanças e Tributação da Alesc. Deve passar ainda pelas Comissões de Transportes e Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, antes de chegar a votação em plenário.
Segundo o texto do Projeto de Lei, a proibição atinge apenas a utilização de veículos de tração animal, a condução de animais com carga. Continuarão liberadas as cavalgadas tradicionalistas, trânsito montado, cavalaria montada de agentes da Segurança Pública, a circulação em CTGs, passeio em charretes, atividades agropecuárias e uso de animais para processamento de grãos.
Foto: Assessoria do deputado



