Mobilização em Lages pede justiça pelo cão Orelha

Neste domingo, 01/02, moradores de Lages, na Serra Catarinense,  se reuniram na praça central da cidade em um ato de mobilização por justiça pelo caso do cão Orelha, vítima de maus-tratos que geraram grande comoção popular.

O encontro reuniu famílias, protetores da causa animal e tutores acompanhados de seus pets, todos com o mesmo objetivo: cobrar responsabilização pelo crime e reforçar o combate à violência contra os animais. O ato foi capitaneado pelo deputado estadual Marcius Machado (PL).

Orelha sofreu agressões consideradas graves e o caso ganhou repercussão na cidade e nas redes sociais, tornando-se símbolo da luta contra os maus-tratos. Durante a mobilização, participantes destacaram que a situação vai além de um caso isolado, representando inúmeros episódios de violência contra animais que, muitas vezes, não chegam ao conhecimento público ou acabam sem punição.

Os manifestantes ressaltaram que a causa envolve valores como respeito, empatia e responsabilidade social. Além de pedir justiça pelo caso específico, o grupo defendeu o fortalecimento das denúncias e o acompanhamento das investigações, para que crimes dessa natureza não fiquem impunes.

A mobilização reforça a crescente conscientização sobre a proteção animal e o papel da sociedade na cobrança por medidas efetivas de combate aos maus-tratos. Participantes afirmaram que pretendem manter ações e manifestações até que haja responsabilização dos envolvidos e avanços na garantia dos direitos dos animais.

Movimentos semelhantes foram registrados em várias cidades do Brasil.

Fotos: Instagram do deputado

Cão Orelha : manifesto público previsto para domingo em Lages

O deputado estadual Marcius Machado está convocando a comunidade para um manifesto público de conscientização e pedido de justiça em razão da morte do cão Orelha, caso que gerou forte comoção social e ampla repercussão em Santa Catarina. O ato está marcado para domingo, dia 1º de fevereiro, às 16h, na praça da Catedral.

Segundo o parlamentar, a mobilização tem como objetivo unir a população em defesa dos direitos dos animais, cobrar rigor nas investigações e reforçar a necessidade de punição para casos de maus-tratos. A proposta também é transformar a indignação coletiva em um movimento educativo, voltado à prevenção da violência contra animais e ao estímulo de denúncias.

A organização convida protetores, entidades de defesa animal, lideranças comunitárias e famílias para participarem do encontro, que deve contar com falas públicas, orientações sobre como denunciar crimes e pedidos por políticas mais duras de proteção animal. A expectativa é de que o ato seja pacífico e simbólico, com foco na conscientização e no engajamento social.

O caso Orelha reacendeu o debate sobre responsabilidade, fiscalização e aplicação da legislação existente, além de provocar discussões sobre a importância de educação e cultura de respeito aos animais desde a base escolar e familiar. O manifesto pretende justamente ampliar essa conversa para além do episódio específico, transformando o momento de revolta em ação coletiva.

Lei do Cão Comunitário: caramelos agora têm direitos

Santa Catarina passou a contar com a Lei 19.726, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário. Sancionada pelo governador Jorginho Mello, a norma foi proposta pelo deputado Marcius Machado (PL) e ganhou ainda mais relevância após a comoção pela morte do cão Orelha, em Florianópolis.

A legislação reconhece como cães e gatos comunitários aqueles sem tutor formal, mas que mantêm vínculos de cuidado com moradores, comerciantes ou instituições locais. Entre os principais pontos, a lei autoriza a instalação de abrigos, casinhas, comedouros e bebedouros em áreas públicas, respeitando critérios de salubridade, segurança e mobilidade urbana.

O texto também proíbe a remoção, prisão ou transferência desses animais sem justificativa técnica e sem aviso aos cuidadores identificados, além de vedar práticas de maus-tratos, abandono forçado e qualquer ação que coloque em risco sua integridade. Impedir o fornecimento de água, alimento e abrigo também passa a ser proibido.

Cabe ao Poder Público garantir a proteção, o acompanhamento e o controle sanitário dos cães e gatos comunitários, podendo firmar parcerias com entidades da sociedade civil, universidades e consórcios intermunicipais. A lei está em vigor desde 22 de janeiro e representa um avanço na proteção dos animais em situação de rua no Estado.

Prefeitura Lages autoriza obras do Parque Pet no Copacabana

A Prefeitura de Lages autorizou o início das obras do Parque Pet no bairro Copacabana, com a assinatura da ordem de serviço realizada nesta sexta-feira (16), no gabinete da prefeita Carmen Zanotto. O investimento ultrapassa R$ 275 mil e será destinado à criação de um espaço voltado ao lazer, à convivência e ao bem-estar de cães e seus tutores.

A prefeita destacou que o Parque Pet integra uma política pública mais ampla de bem-estar animal no município, que inclui ações permanentes de cuidado, controle populacional e qualificação dos espaços urbanos. Entre os avanços citados está o aumento significativo no número de castrações de cães e gatos, reflexo do novo enfoque adotado pelo Centro de Bem-Estar Animal.

O secretário de Serviços Públicos, Jean Corbellini, ressaltou que o equipamento trará impacto positivo para o bairro Copacabana e regiões próximas, além de ser o primeiro de uma série de parques que deverão ser implantados em diferentes áreas da cidade, contribuindo para a qualidade de vida da população e incentivando a adoção responsável.

Os recursos para a obra são provenientes de emenda parlamentar do deputado estadual Marcius Machado, no valor de R$ 122.922,66, somados à contrapartida do Município, de R$ 154.277,63.

Fotos: Nilton Wolff

Lei sinaliza avanço civilizatório e respeito aos animais

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina deu um passo importante ao aprovar a lei que proíbe a circulação e o uso de veículos de tração animal, especialmente carroças e práticas reconhecidamente cruéis, como a chamada “zorra”, carreta sem rodas puxada por cavalos sob cargas excessivas.

Deputados aprovam a nova lei / Foto: Bruno Collaço / Agência AL

A nova legislação enfrenta um problema histórico das áreas urbanas: a exploração de animais submetidos a esforços extremos, sem cuidados adequados, muitas vezes em pleno asfalto, sob sol forte e em condições incompatíveis com o bem-estar mínimo. Ao proibir essas práticas, a lei não apenas protege os animais, mas também promove segurança no trânsito, saúde pública e uma imagem mais condizente com o estágio de desenvolvimento do Estado.

Outro mérito relevante está na forma como o texto legal foi construído. Longe de adotar uma postura radical ou desconectada da realidade catarinense, a lei estabelece exceções claras e bem definidas. Atividades culturais, tradicionais e agropecuárias estão preservadas, assim como ações da segurança pública e eventos típicos, como cavalgadas, rodeios, procissões e o uso rural dos animais. Isso demonstra equilíbrio, respeito à tradição e sensibilidade com o meio produtivo, evitando interpretações distorcidas ou conflitos desnecessários.

De autoria do deputado Marcius Machado (PL), o projeto agora segue para sanção do Governo do Estado e coloca Santa Catarina em sintonia com uma visão mais moderna, responsável e humanizada de proteção animal. Foto: Bruno Collaço / Agência AL

A possibilidade de convênios entre o Estado e os municípios para fiscalização reforça a efetividade da norma, assim como a destinação correta dos animais apreendidos, que receberão atendimento veterinário e poderão ser doados. O direcionamento das multas ao Fundo Estadual de Proteção e Bem-Estar Animal fecha um ciclo virtuoso: a punição se transforma em política pública.

Na prática, trata-se de uma lei que educa, protege e organiza. Ela sinaliza que o desenvolvimento não pode caminhar à custa do sofrimento animal e que tradição e progresso não são conceitos incompatíveis. Ao contrário: quando bem conduzidos, podem coexistir e se fortalecer mutuamente. Santa Catarina acerta ao colocar o bem-estar animal como valor público e institucional, dando um exemplo que merece ser reconhecido.

PL institui reconhecimento e proteção do Cão Comunitário

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou o PL nº 334/2025, de autoria do deputado Marcius Machado, que institui a Política Estadual de Proteção e Reconhecimento do Cão e Gato Comunitário.

A proposta reconhece oficialmente os animais sem tutor formal, mas que recebem cuidados da comunidade, garantindo direitos como cadastramento, microchipagem, vacinação, esterilização e atendimento veterinário básico.

O texto assegura a permanência desses animais nos locais onde vivem, proíbe remoções sem justificativa técnica e veda práticas de maus-tratos ou impedimento de cuidados.

A lei também prevê ações educativas, instalação de abrigos e responsabilidade do Poder Público pelo acompanhamento e controle sanitário. O projeto segue agora para sanção do Governo do Estado.

Jantar da ONG Focinhos Mágicos arrecada mais de R$12 mil

A mobilização em prol da causa animal de Correia Pinto alcançou um marco significativo com a realização do 1º Jantar de Proteção Animal, ocorrido no último dia 8 de novembro. Promovido pelo deputado Marcius Machado (PL), o evento de cunho solidário teve como foco principal angariar fundos para a ONG Focinhos Mágicos, que atua no município.

O engajamento da comunidade e dos voluntários resultou em um sucesso financeiro que injetou um fôlego considerável nas atividades da ONG.   Segundo a prestação de contas divulgada pelo deputado Marcius Machado, o evento gerou um lucro líquido de R$ 12.721,20, valor integralmente destinado ao cuidado e resgate de animais abandonados e vítimas de maus-tratos.

Emendas do deputado Marcius Machado para a saúde da Serra

A saúde da Serra Catarinense receberá um reforço de R$ 1.207.350,45 em investimentos destinados pelo deputado Marcius Machado. Os recursos serão aplicados em hospitais e prefeituras de sete municípios, com foco em melhorias estruturais, aquisição de equipamentos e custeio de serviços essenciais.

Entre os beneficiados estão Alfredo Wagner, Bom Retiro, Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Lages, São Joaquim e Ponte Alta. As ações incluem desde reformas e ampliações em hospitais até a compra de cadeiras de rodas motorizadas e equipamentos de ginástica e reabilitação.

Segundo o parlamentar, o objetivo é garantir um atendimento mais qualificado e humanizado, contribuindo diretamente para o bem-estar da população serrana.

Foto: divulgação/assessoria