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Há um esforço paralelo para dar ao Estado as condições de avançar no projeto de estadualização das escolas cívico-militares em Santa Catarina. O deputado estadual Lucas Neves (Podemos) foi quem levantou o problema, ainda em fevereiro, evidenciando a intenção do Governo Federal em terminar com o modelo de ensino no País.
Primeiramente, Lucas tratou de visitar as escolas catarinenses que já adotam o sistema de ensino, buscando compreender sua funcionalidade e os impactos positivos nas comunidades. Além disso, ele esteve no Paraná, que é referência nesse formato estadualizado.
Em seguida abordou a questão com o secretário de Estado da Educação, Aristides Cimadon e com o Comandante-Geral da Polícia Militar, Aurélio José Pelozato, buscando o apoio e o engajamento das instituições relacionadas.
Anteprojeto entregue ao Governador
Nesta segunda-feira (24, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), recebeu em reunião o deputado Lucas Neves (Podemos) no Centro Administrativo, em Florianópolis. Durante a audiência, o parlamentar entregou o anteprojeto para estadualizar as Escolas Cívico-Militares.

Jorginho enalteceu a atitude de jovem deputado, como sendo mais um aliado nessa luta pela manutenção do programa em Santa Catarina, e irá encaminhar o texto apresentado ao jurídico para análise. No Estado, nove escolas estão ligadas ao Governo, e outras 12 vinculadas a municípios.
Relembre a decisão do Governo Federal
O fim do Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares (Pecim) foi decidido em conjunto pelos ministérios da Educação e Defesa e comunicado aos secretários de Educação de todos os estados. Criado em 2019, o programa de escolas cívico-militares permite a transformação de escolas públicas para o modelo cívico-militar.
O formato propõe que educadores civis fiquem responsáveis pela parte pedagógica, enquanto a gestão administrativa passava para os militares. Atualmente, o modelo atende cerca de 5 mil alunos no país.




