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Os desdobramentos da Operação Mensageiro, que apura crimes de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina, estão trazendo novas situações. Uma tendência que se amplia entre os prefeitos envolvidos.

Depois da renúncia do prefeito e vice, de Tubarão, Joares Ponticelli (PP), e o vice, Caio Tokarski (União Brasil), o prefeito de Pescaria Brava, Deyvison Souza (MDB) também apresentou carta de renúncia. Ele foi preso em dezembro de 2022 acusado na Operação Mensageiro e segue no Presídio Santa Augusta em Criciúma.
Já outros dois chefes do executivo tiveram seus mandatos extintos pelas Câmaras municipais. Tem também o registro de renúncia do prefeito de Itapoá, Marlon Neuber. O vice, Jeferson Garcia (MDB), que já estava atuando como interino, assumiu o executivo municipal em definitivo.
E, em Lages, qual será o futuro de Ceron?
É incerto. O que se sabe é que tramita na Câmara de Vereadores o requerimento que pede o impeachment do prefeito Antonio Ceron (PSD). O debate sobre o assunto pode ocorrer já na sessão ordinária desta terça-feira (11).
Na cidade, há um sentimento de indignação com os fatos que envolvem o prefeito, detido em prisão domiciliar, em detrimento das acusações que pesam sobre ele, na Operação Mensageiro, por mais que pese, a presunção da inocência.
Resta saber como os vereadores deverão se comportar mediante a análise do requerimento, proposto pelo relator da CPI da Semasa, Jair Junior (Podemos), em relatório lido e aprovado no final de junho.
A Comissão Parlamentar de Inquérito investigou contratos terceirizados com a Secretaria de Águas e Saneamento (Semasa).
Possibilidade de renúncia, de parte de Antonio Ceron, obviamente existe. Ainda mais se existir chance real de ser impichado pelos vereadores.



