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Não há como deixar de repercutir ou avaliar melhor a decisão do TER-SC, ao condenar à perda do mandato, o vereador Marcius Machado (PR), por infidelidade partidária.
Trata-se do fato político mais relevante do ano, no Município. Porém, o que não dá para entender, é como Marcius cometeu o equívoco de trocar de partido, sem nenhuma forte argumentação, isso, logo no início do recém mandato conquistado.
Então, toda a formação e experiência no campo político, deu lugar à ingenuidade?
Afinal, ao proceder o ato de mudança, confiou de que ninguém iria denunciar o caso. Mas como? No meio político, o que menos corre, voa. Não há espaço para inocentes ou ingênuos.
Marcius agiu de caso pensado, impulsionado pela ideia de se tornar candidato a deputado estadual. No PPS, na época da decisão, não tinha espaço. O nome da vez, era de Fernando Coruja, que, por sua vez, mais tarde, migrou para o PMDB.
E agora? De nada vai adiantar recorrer a uma instância superior, embora esteja dentro de seus direitos. Nenhum outro Tribunal vai desconsiderar a decisão unânime dos jurados catarinenses, sobre a perda do mandato.
Seria apenas uma forma de prolongar a agonia. Marcius, o mais votado da história do Legislativo lageano, interrompe assim seu segundo mandato como vereador, mas, segue, agora, pelo PR, a proposta de ser deputado estadual.
Só não o considero uma vítima do processo. A Lei sempre foi clara e rigorosa nestes casos.



