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Infelizmente, o episódio de Blumenau, mais uma vez foi motivo de tristeza e comoção. Não há palavras para descrever uma ocorrência lamentável como essa, e como uma pessoa possa ter coragem de agredir e matar crianças. Estive cobrindo jornalisticamente a chacina em Saudades, e vi de perto a dor dos familiares e de toda a comunidade. Por isso, sei o que Blumenau está sentindo e razão da triste ocorrência. Tarde ou não, ainda na quarta-feira (5), surgiram proposições de todas as alçadas visando ampliar a segurança das escolas no Estado e no Brasil. É uma questão que precisa ser enfrentada com atitudes imediatas.
Segurança armada nas escolas
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC), em resposta à tragédia de Blumenau, protocolou um pedido de urgência para a votação do PL 1449/23, que torna obrigatória a segurança armada nas escolas da rede pública e privada da educação básica de ensino no país.

O projeto do deputado Paulo Bilynskyj (PL/SP) já tramita na Câmara dos deputados e poderá ser colocado imediatamente em votação caso o pedido de Zanatta tenha êxito. São necessárias 257 assinaturas de deputados. A parlamentar catarinense também é autora de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para reduzir a maioridade penal.
Pela sua proposta, adolescentes a partir dos 13 anos poderão ser responsabilizados criminalmente em casos de crimes contra a vida, hediondos ou com violência ou grave ameaça. Para os demais crimes, a redução da maioridade passaria para os 16 anos.
Lucas propõe Política Estadual de Segurança nas Escolas
O deputado estadual Lucas Neves (Podemos) propôs a criação da Política Estadual de Segurança nas Escolas depois do ataque a creche em Blumenau. O parlamentar citou que o Brasil não tem um plano para prevenir este novo tipo de violência e as instituições lidam sozinhas, sem a estrutura necessária.

A sugestão de Neves é desenvolver ações locais para dar uma resposta imediata à sociedade catarinense. O deputado sugeriu também melhorar a assistência psicológica e psiquiátrica às pessoas com necessidades de tratamentos específicos.
Citou que é necessário promover a capacitação dos professores, funcionários e agentes de segurança para identificar possíveis ameaças e ataques, bem como realizar a proteção dos alunos.




