Denúncia de irregularidades em contrato do governo passado

O Ministério Público de Contas validou denúncia apresentada pelo deputado estadual Mário Motta (PSD) referente à aquisição de 10 mil notebooks pela Secretaria Estadual de Educação, na gestão passada, que gerou um potencial prejuízo ao erário de mais de R$ 5 milhões.

Para o deputado deve ocorrer a apuração de possíveis irregularidades e a ocorrência de dano ao erário, / Foto: Agência AL

Por meio da fiscalização do gabinete do parlamentar ficou evidenciado que houve irregularidades na aplicação da Lei Complementar Federal nº 123/062 que preconiza o tratamento diferenciado e favorecido às Microempresas – ME’s e Empresas de Pequeno Porte EPP’s.

Pregão Eletrônico

A representação do parlamentar tem por finalidade o esclarecimento a respeito do pregão eletrônico nº 99/2021, realizado pelo Governo passado, para a aquisição de 40 mil notebooks pela Secretaria de Estado da Educação. Com base na Lei nº 123/062, o processo foi dividido em dois lotes, um com 30 mil unidades, para qualquer tipo de empresa, e outro, de 10 mil unidades, exclusivamente para MEs ou EPPs.

No resultado do pregão, no lote geral, os 30 mil notebooks (75% do quantitativo) foram adquiridos pelo preço unitário de R$ 4.091, num valor total de R$ 122,73 milhões. Já no lote reservado às MEs e EPPs, o MESMO equipamento custou R$ 4.600 a unidade, totalizando R$ 46 milhões pelos 10 mil aparelhos.

Ou seja, uma diferença de R$ 509 por computador e de R$ 5,09 milhões no total. Com este valor seria possível adquirir 1.200 outros notebooks, considerando o valor unitário de R$ 4.091 do lote geral.

Solução correta

Neste caso, segundo o entendimento do parlamentar, a solução mais adequada para o processo seria realizar orçamentos para determinar um valor de referência (valor máximo) para a compra dos notebooks destinados ao lote reservado.

Se a quantia em comparação ao valor de referência do lote geral fosse muito alta, como acabou acontecendo, a administração pública poderia optar por não abrir um lote reservado devido ao grande valor para beneficiar apenas uma empresa, conforme prevê o Item III, Art. 49, da LC 123/06.

“Outra opção, de acordo com a Lei, seria estipular um percentual menor de notebooks para o lote reservado, já que a Lei prevê ATÉ 25% do quantitativo total. Ou abrir lotes regionais, permitindo que várias MEs e EPPs tivessem acesso ao alto valor do lote”, esclarece o deputado.

De empresa para outra

Ao final, ainda foi identificado que a microempresa vencedora foi registrada por um jovem de 18 anos em maio de 2021, quando já tramitava o processo interno que resultou no Pregão Eletrônico nº 99/2021.

Após vencer o processo, o rapaz transferiu a empresa ao pai, um empresário com décadas de atuação no setor, e que, à época, possuía uma outra empresa que já havia faturado valor superior ao máximo anual permitido para enquadramento em EPP, ou seja, não poderia concorrer no método de tratamento diferenciado.

Esta outra empresa, do qual o pai era sócio-administrador, entre julho de 2021 e outubro de 2022, faturou mais de R$ 60 milhões somente com órgãos dos orçamentos fiscal e da seguridade social do Governo do Estado, dos quais R$ 56,5 milhões com a Secretaria de Estado da Educação.

Ilegitimidade

“No entender do Ministério Público de Contas, o certame, no lote reservado às MEs e EPPs, não oportunizou adequadamente a participação das microempresas e empresas de pequeno porte, resultando na ilegitimidade dos R$ 5,09 milhões pagos a mais pelos 10 mil notebooks”, enfatiza Cibelly Farias, procuradora-geral adjunta do Ministério Público de Contas, ao atestar a denúncia encaminhada pelo deputado Mário Motta.

Dano ao erário

A procuradora-geral adjunta do Ministério Público de Contas ainda concluiu que “é inconteste que tais fatos precisam ser fiscalizados por esta Corte de Contas, seja para apuração de possíveis irregularidades e a ocorrência de dano ao erário, como para a efetiva contribuição na construção de um arcabouço técnico e legal para as futuras compras do Governo do Estado”. Com a validação da representação, o MPC oficializou denúncia ao Tribunal de Contas do Estado, responsável por julgar o caso.

(Fonte: Assessoria de Imprensa do Deputado)

Programa Universidade Gratuita sob a mira do TCE

O Governo do Estado terá 15 dias para se manifestar sobre o programa Universidade Gratuita, já em poder da Assembleia Legislativa.

No Tribunal de Contas de Santa Catarina (TSE), os conselheiros votaram a favor do relatório do conselheiro-substituto Gerson dos Santos Sicca, pedindo para seja feita uma diligência para melhor avaliação do programa.

Conforme previsto, o Governo não terá assim, tanta facilidade para aprovação do texto original. Há deputados que defendem a ampla distribuição dos recursos.

Unanimidade na aprovação das contas de 2018 de Lages

A  Prefeitura de Lages teve aprovação unânime das contas públicas relativas a 2018 de parte do Tribunal de Contas do Estado. O prefeito Antonio Ceron acompanhou de perto o desenrolar da audiência. Isso já havia acontecido com as contas de 2017.

É algo bastante positivo em tempos de muito rigor no controle dos gastos públicos, a partir dos cuidados nos investimentos e ações nas diversas áreas.

Ceron sempre se referiu à transparência na gestão e o respeito ao dinheiro público. O que apontou o TCE comprova de certa forma o que vem dizendo.

O que é analisado pelo TCE

Produto Interno Bruto (PIB); Índice de Desenvolvimento Humano (IDH); Plano Diretor; gestão orçamentária, patrimonial e financeira; cumprimento de limites (saúde, ensino, Fundeb, Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF com folha de pessoal e gastos com Executivo e Legislativo); Conselhos Municipais; Transparência, e políticas públicas (Plano Nacional de Saúde – Pactuação Interfederativa 2017-2021, metas do Plano Nacional de Educação – PNE, meta 1 do PNE: Educação Infantil e atendimento em creche e na pré-escola).

Foto: Greik Pacheco

Manutenção ou não de pequenos municípios em discussão

O debate está em curso que pode provocar novas discussões. O assunto envolve a manutenção ou não de municípios com menos de cinco mil habitantes, ou que são financeiramente inviáveis.

A provocação ao debate partiu do presidente do Tribunal de Contas do Estado, Adircélio de Moraes, e que acaba de ganhar apoio da OAB/SC.

Pelo que consta, a Ordem realizará um trabalho para mostrar aos catarinenses, quais são os municípios viáveis e os inviáveis. O conselheiro estadual da OAB, Marcelo Peregrino coordenará o estudo.

O resultado disso poderá ocasionar a fusão de cidades, com propostas de aumento da arrecadação e cortes de gastos.

Logicamente, a ideia terá que estar muito bem fundamentada até chegar à apreciação dos deputados estaduais, para pôr tudo em prática, desde que não temam a opinião contrária, e passem a entender que está em jogo, a sobrevivência dos pequenos municípios.

É uma medida radical? É. Porém, os estudos estão avançando. Aliás, o TCE começou ainda no ano passado, e já consta nele o retrato da situação hoje. Por outro lado, nenhuma decisão será tomada sem o amplo debate, e comprovação que justifique a manutenção de determinados municípios.

Somente na Serra Catarinense, existem nove municípios com menos de cinco mil habitantes. O assunto vai dar o que falar.

Capão Alto, Painel, Palmeira, Rio Rufino e Urupema, por exemplo, têm menos de 3 mil habitantes.

Ceron: lombadas eletrônicas como caça-níqueis

O prefeito de Lages, Antonio Ceron, concedeu entrevista, na manhã desta sexta-feira (11), na Rádio Clube, e falou sobre diversos assuntos: aeroporto, revitalização do Centro, denúncias na saúde, pavimentação de ruas, a liberação da área para a instalação da Berneck.

Porém, chamou-me atenção, ao responder sobre o não funcionamento das lombadas eletrônicas. O problema segundo ele é sério, inclusive, tentou uma contratação emergencial, mas que foi aconselhado pelo Tribunal de Contas do Estado, em não fazer. Precisa passar pelo processo licitatório.

Conforme revelou, o TCE verificou o sistema em oito municípios, e, em sete deles, funciona com caça-níqueis, e não com o objetivo de garantir a segurança. E mais, as lombadas podem estar instaladas em locais sem estudo técnico, e sim, onde há grande movimento de veículos. Causado um efeito mais arrecadatório do que a própria segurança. Isso é grave.

Pelo que entendi, Lages está neste contexto do sistema de caça-níqueis. Tanto que foi alertado pelo Tribunal de Contas em não fazer nada emergencialmente.

Disse, inclusive, que a lombada eletrônica é o último recurso para controlar a segurança. Precisa primeiro ver as condições da rua, a sinalização, os recursos da lombada física, rótulas, enfim, uma série de adequações preliminares sobre a questão da segurança.

Por fim, revelou que o edital de licitação para o controle das lombadas só será lançado no final do segundo semestre. Antes, não tem condições. Para amenizar, disse que o Município está atuando na implantação de lombadas físicas, fazendo estudos técnicos e promovendo mudanças, inclusive, em semáforos, visando maior fluidez no trânsito.

Quanto às rótulas, falou que elas são recomendadas para todas as ruas que não têm um trânsito intenso. E objetivamente, as eletrônicas, antes de 180 dias não serão reimplantadas em Lages. E, prometeu que deverá ser feito um estudo técnico para ver se elas estão colocadas só para arrecadar dinheiro, ou se estão localizadas em pontos em que realmente há necessidade.

(Foto: imagem facebook)

Contas de 2014 aprovadas

As contas de Lages referentes ao exercício de 2014 aprovadas pelo pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE) no fim do ano passado foram votadas e aprovadas na Câmara de Vereadores, na noite desta segunda-feira (10).

A prestação de contas do Município é dever constitucional dos que utilizam, arrecadam, guardam, gerenciam ou administram dinheiro, bens e valores públicos.

Esclarecimentos da atual situação de Elizeu

Juntos, os advogados Ruy Espíndola, Rodrigo Valgas e Wilson Campos, em coletiva à imprensa no final da tarde desta terça-feira (6), no Hotel Lecanard, em Lages, responderam uma a uma as perguntas dos jornalistas sobre o processo envolvendo o prefeito Elizeu Mattos, deflagrado na “Operação Águas Limpas”.

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Conforme eles, o processo está na fase da oitiva das testemunhas. E, nesta segunda e terça-feira (5 e 6), foram ouvidas as testemunhas de acusação.

O prefeito Elizeu Mattos, por sua vez, como é do seu direito, pode acompanhar de perto as declarações das testemunhas. Isso explica o porquê da presença dele no Fórum.

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Já as oitivas das testemunhas de defesa, cerca de 20 pessoas, ainda estão para ser agendadas.

Cassação antecipada

O tempo de cerca de 10 meses de afastamento da Prefeitura já estava se configurando numa cassação antecipada. Este foi um dos argumentos da defesa para convencer a Justiça a devolver o prefeito ao cargo, e revogar todas as cautelares.

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A única restrição mantida pela Justiça impede Elizeu de fazer contato com as testemunhas.

Semasa

Uma das questões respondidas diz respeito ao fato de o Tribunal de Contas do Estado (TCE), não ter apontado em relatório, nenhuma irregularidade nas licitações realizadas pela Semasa, e nem mesmo registro superfaturamento. Isso deve influir positivamente no processo.

Delação premiada

Nesse caso, o processo corre em separado. O de Elizeu Mattos encontra-se em Florianópolis. Já o dos delatores, em Lages.

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Por outro lado, segundo os advogados, agora cabe a eles corroborar com o processo e provar o que estão a dizer, ou seja, vão ter que sustentar tudo o que foi dito, na ocasião em que conseguiram o relaxamento da prisão.

Andamento do processo

A questão está na fase das oitivas das testemunhas, tanto de defesa quanto de acusação. Aliás, segundo os advogados, as provas para realmente terem validade, precisam ser produzidas em juízo.

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Depois vem a fase das alegações finais, até ser dada a decisão final, o que pode ser ainda em 2016, ou mais tarde.

Enfim, não houve grandes novidades. Tudo o que foi dito, de certa forma já era do conhecimento, pois, os advogados seguiram a mesma linha do que fora declarado em outra coletiva realizada durante a fase mais crítica do processo envolvendo o prefeito Elizeu Mattos.

Para concluir, não há mais risco de o prefeito voltar a ser afastado, a não ser que dê motivos.

Alesc: comissão vai investigar o destino das diárias

É exatamente isso que está propondo a presidência da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, ao anunciar uma comissão interna para cobrar de ex-deputados os gastos com diárias de viagens entre 2009 e 2011.

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Há pouco mais de dois anos, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), após auditoria, notificou a Casa, em função dos gastos, considerados muito além da conta, em cerca de R$ 31 milhões.

A comissão formada por servidores será a responsável em levantar as informações, e principalmente, cobrar explicações. Tudo deverá estar apurado em 60 dias.

Entre os que deverão ser questionados, está o ex-deputado estadual Jorginho Mello (PR), então presidente naquele período. Além dele, outros 17 servidores ligados às chefias também deverão depor, uma vez, que seus nomes foram oficialmente questionados pelo TCE.

Resta agora aguardar e ver como tudo se esclarece, e principalmente, se resolve.