Lei regulamenta o queijo colonial e artesanal de SC

Já está valendo a lei que dispõe sobre os requisitos exigidos para elaboração do regulamento técnico de identidade e qualidade do queijo colonial artesanal de leite cru em Santa Catarina.

A iniciativa aprovada na Assembleia Legislativa deve facilitar a atividade de produção e comercialização pelos pequenos produtores do estado. Conheça a lei aqui.

Foto: divulgação

Queijo serrano ganha mais espaço com Selo de Inspeção

A família Zanelato, do município de Bom Retiro, recebeu o Selo de Inspeção Municipal (SIM) 001 para a produção de Queijo Artesanal Serrano (QAS). Com a certificação, concedida em 10 de julho, a queijaria do Sítio Santo Antônio tornou-se a primeira do município a conquistar o direito de comercializar o Queijo Serrano dentro da legalidade.

Eis aí um registro importante para a valorização e comercialização de um produto essencialmente artesanal, e produzido na Serra Catarinense.

A história do Sítio Santo Antônio teve início em 2006, quando o casal Air e Jacinta Zanelato encerrou suas atividades no funcionalismo público e adquiriu uma área de 48 hectares no município de Bom Retiro. Os planos eram produzir vinhos e trabalhar com a criação de gado.

A produção do queijo, trazida da cultura de seus antepassados, era um hobby para aproveitar o leite produzido, mas aos poucos foi se sobressaindo às demais atividades e se tornou um objetivo de vida.

Queijaria da propriedade dos Zanelato

A média de produção do Sítio Santo Antônio é de 2kg de queijo por dia. O rebanho, de raças mistas, é certificado como livre de brucelose e de tuberculose. O produtor também aposta na maturação, que é a transformação pela ação do tempo, como um diferencial para o seu queijo.

Agora a busca é pelo Selo Arte

Após a obtenção do SIM, a família Zanelato encaminhou à Cidasc a solicitação para a obtenção do Selo Arte, que permite que os produtos artesanais de origem animal sejam comercializados em outros estados, além de atestar a autenticidade destes produtos como artesanais.

Fotos: divulgação

Carmen apoia a produção do queijo artesanal

A deputada Carmen Zanotto (PPS/SC) ainda não se manifestou de vota contra ou a favor das denúncias contra o presidente Michel Temer (PMDB), mas se posicionou a favor da valorização da produção e comercialização do queijo artesanal, que é feita nas pequenas propriedades, por grandes produtores, em todas as regiões do país.

O manifesto dela foi durante debate nesta nesta terça-feira (11), na Comissão de Seguridade Social e Família.

Exigências

Conhecedora das exigências das normas sanitárias, notadamente na produção de alimentos, Carmen Zanotto defendeu que a fiscalização da vigilância de saúde, contida no texto do projeto, seja feita dentro “dos limites da razoabilidade”, de acordo com a realidade do campo, para que a produção do queijo artesanal não seja inviabilizada.

Fotos: Robson Gonçalves/PPS

Explanação sobre o queijo artesanal serrano

Nesta quinta-feira (18), às 19 horas, o plenário da Câmara de Vereadores de Lages se abre para a apresentação da Lei nº 17.001 de 01/09/2016 que trata da produção e comercialização do Queijo Artesanal Serrano.

Uma grande oportunidade para que tudo se esclareça em definitivo, e mais produtores possam se integrar ao que a Lei prevê.

A explanação será feita pelo deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD)  e por técnicos.

(Foto: Divulgação)

Queijo artesanal serrano terá sessão especial

Uma sessão especial, com data ainda a ser marcada, vai apresentar em Lages a lei 17.003/2016, de autoria do deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD), que regulamentou a produção e comercialização do queijo artesanal serrano, fonte de renda para milhares de catarinenses.

A reunião na Câmara Municipal tem como proponente o vereador Pedro Figueredo (PSD).

Através do requerimento 038/2017 foram convidados a participar o deputado Gabriel Ribeiro, o presidente do Sindicato Rural de Lages, Marcio Neves Pamplona, e os produtores de queijo Alfeu Schlichting e Êneo Antônio Ramos Batalha.

Queijo serrano: esforço sendo compensado

Há anos os nossos produtores rurais tentam comprovar a qualidade de seus queijos coloniais, sem que tivessem respaldo e verdadeiro apoio.

queijo

O deputado estadual Gabriel Ribeiro (PSD), como legítimo representante da Serra Catarinense, não tem medido esforços para, finalmente, poder contemplar mais de duas mil famílias que agregam renda, a partir da venda do queijo artesanal.A elaboração do projeto contou com o suporte técnico da Epagri e também dos produtores.

Pois, nesta semana, na quarta-feira (27), o projeto que regulamenta a atividade, foi aprovado na Comissão de queijo2Agricultura da Assembleia Legislativa. É o último passo antes da matéria ser votada em plenário.

Ao defender o projeto, Gabriel Ribeiro destacou que não se trata apenas de um produto, mas de uma cultura que começou com o tropeirismo, quando as peças eram transportadas em bruacas acomodadas em lombo de mulas.

Outros deputados, como Dirceu Dresch (PT), também evidenciaram a importância do projeto. Dresch destacou o alcance social que haverá com a regulamentação da produção e venda do queijo artesanal e enfatizou que há várias outras atividades artesanais que merecem ter o mesmo tratamento. É o caso dos embutidos coloniais.

Méritos ao Gabriel, e a todos os deputados que estão a favor da aprovação do projeto. A expectativa é que o plenário vote na primeira quinzena de agosto. Esperemos, pois.

Informações : Tarcísio Poglia / Fotos: Cristina Gallo