Lei proíbe em SC queima de fogos de artifício com estampido

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina deu um passo importante em direção a uma convivência mais humana, consciente e inclusiva ao aprovar o projeto que proíbe a venda, a queima e a soltura de fogos de artifício com estampido em todo o estado.

Alesc aprova projeto que proíbe fogos com ruído de tiro em SC para proteger autistas, idosos e animais; texto prevê multa e segue para sanção do governador. / Foto:: Daniel Conzi/Agência AL

A medida, aprovada em plenário nesta quarta-feira (25), representa um avanço significativo na proteção da saúde e do bem-estar coletivo, especialmente de pessoas com autismo, idosos, bebês e animais, que sofrem diretamente com os ruídos intensos provocados pelos fogos tradicionais.

Não ao barulho excessivo

O Projeto de Lei 11/2023, apresentado pelo ex-deputado Egidio Ferrari e pelo deputado Julio Garcia, demonstra sensibilidade social ao equilibrar tradição e responsabilidade. A proposta não impede celebrações, festas ou eventos comemorativos, apenas substitui o barulho excessivo por alternativas silenciosas, tecnologia que já existe e vem sendo adotada pela própria indústria de fogos.

A aprovação reforça um conceito moderno de políticas públicas: celebrar sem causar sofrimento. Para muitas famílias, especialmente aquelas que convivem com pessoas autistas ou com hipersensibilidade sonora, datas festivas deixavam de ser momentos de alegria para se tornarem períodos de ansiedade e estresse. A nova legislação busca justamente corrigir essa distorção, promovendo respeito e inclusão.

Caráter educativo

Outro ponto positivo é o caráter educativo e ambiental da proposta. O texto prevê apreensão dos produtos irregulares e aplicação de multas proporcionais, com valores destinados ao Fundo Estadual de Saúde e ao Fundo Especial de Proteção do Meio Ambiente, garantindo que eventuais penalidades retornem em benefícios diretos à sociedade.

Ao seguir agora para sanção do governador, o projeto consolida Santa Catarina como um estado atento às demandas contemporâneas, onde progresso também significa empatia, cuidado coletivo e respeito à diversidade humana e animal. Trata-se de uma decisão que preserva a alegria das comemorações, mas coloca, acima de tudo, a qualidade de vida das pessoas.

Amures garante projeto de placas solares à Câmara de Lages

A Câmara Municipal de Lages deu mais um passo importante rumo à sustentabilidade e à modernização de sua estrutura física.

Na última segunda-feira (dia 26), a Associação dos Municípios da Região Serrana (Amures) disponibilizou o projeto inicial de instalação de placas fotovoltaicas para captação de energia solar no prédio do Poder Legislativo Lageano.

A iniciativa faz parte de um esforço conjunto para promover práticas mais sustentáveis, reduzir o consumo de energia elétrica convencional e diminuir os custos operacionais a longo prazo.

Desenvolvido pela Amures, o projeto apresenta uma proposta viável de implantação do sistema, levando em consideração a estrutura atual da Câmara e a capacidade de geração energética por meio da luz solar.

O próximo passo será a avaliação técnica e orçamentária para a viabilização da instalação, com base no projeto entregue. A expectativa é que a Câmara possa gerar sua própria energia de forma limpa, contribuindo com o meio ambiente e com a economia de recursos públicos.

Foto: Assessoria da Presidência

Proibição do plantio do pinus na Coxilha Rica tramita na Alesc

Embora a discussão sobre a proibição do plantio de pinus elliotti na Região da Coxilha Rica tenha acalmado, aparentemente, o projeto idealizado pelo deputado Ivan Naatz, está em tramitação na Assembleia Legislativa.

Deputado Ivan Naatz (PL) afirma que o prejuízo ambiental não pode mais ser ignorado / Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

Entendo que o debate sobre o tema está apenas no início, e defende a continuidade, ressalvando que é para o futuro específico da localidade da Coxilha. Em Lages e região, o fato tem repercutido.

Até mesmo uma “Moção de Repúdio”, foi aprovada na Câmara de Vereadores de Lages, pela iniciativa do vereador Gerson Omar dos Santos (PSD).

Denúncias

Imagino que a iniciativa do deputado Ivan Naatz tenha origem em denúncias de ambientalistas, dando conta de possível supressão e degradação de áreas nativas, para a plantação de pinus e de outras espécies correlatas para fins de reflorestamento comercial.

Isso estaria acontecendo em áreas anteriormente desmatadas ou degradadas no ecossistema local, e, por isso, a necessidade de proteger a floresta remanescente de araucárias, a flora e a fauna nativa, valorizando o turismo histórico-ambiental que caracteriza a região conhecida pelo antigo caminho das tropas.

Esse é o principal argumento do deputado Ivan, para levar adiante um projeto para a conservação da área, especificamente na Coxilha Rica, e segundo diz, sem interferir nas plantações ou cultivos já existentes na região serrana.

Debate

Seja como for, o debate ainda terá continuidade. Há previsão de audiência pública sobre o tema, porém, ainda sem data definida. O deputado defende a ampliação desse debate ambiental, como forma de criar uma unidade de conservação e proteção ambiental na região.

O parlamentar salienta ainda, de que apesar de reconhecer a importância da cadeia econômica do papel, celulose e madeira na região, o setor não contribuiu nos últimos anos para o crescimento do IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – regional que é dos mais baixos de todo o Estado, segundo os dados oficiais e atuais disponíveis. Eis um fator de total discordância na Serra.

Em tramitação

A proposta que proíbe o reflorestamento com pinus na Coxilha Rica já entrou em tramitação e deve passar por votação nas comissões de Constituição e Justiça; de Finanças e Tributação; de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Turismo e Meio Ambiente, antes de ir a plenário.

Segundo aponta o deputado Naatz, a problemática não é exclusiva de Santa Catarina. No vizinho estado do Paraná, desde o ano passado a Assembleia Legislativa também debate o tema e seus impactos econômicos, por meio do Bloco Temático da Madeira depois que a autarquia estadual Instituto Água e Terra (IAT), editou portaria regulamentando o cultivo de pinus e outras plantas exóticas invasoras.

Enfim, como já disse, uma discussão que ainda está na fase inicial, e ainda vai propiciar novos embates.

Críticas à ideia da proibição de plantio de pinus na Serra

Foi de uma infelicidade injustificável a proposta do restringir o plantio de pinus em alguns pontos da Serra Catarinense, a exemplo da Coxilha Rica, de parte do deputado estadual Ivan Naatz (PL). A ideia bateu forte no meio produtivo serrano, gerando duras críticas.

Deputado Lucas Neves / Foto: Solon Soares/Agência AL

O colega de Naatz, no Parlamento, o deputado Lucas Neves (Podemos), representante da região, e presidente da Bancada da Serra, foi à tribuna e rechaçou a proposição de forma veemente. Lucas defendeu os setores da cadeia produtiva e destacou a importância econômica que ela representa para a Região e para Santa Catarina. “Essa proposta é descabida e sem propósito. Peço que essa ideia não avance aqui na casa”, disse Lucas.

Maior produtor e exportador

Santa Catarina é o maior produtor e exportador de madeira serrada do Brasil. O estado ocupa o quinto lugar em base florestal plantada, com 16 mil produtores de pinus e mais de 100 mil empregos diretos no setor. Somente na Serra Catarinense são 20 mil postos de trabalho.

Preocupação da indústria

Neves citou ainda que a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) está preocupada com o texto que o deputado Ivan Naatz quer aprovar. Em nota, a FIESC sugere que essa legislação vai contra a liberdade econômica garantida pelas leis brasileiras, pode prejudicar economicamente pequenos produtores rurais e causar custos desnecessários ao Estado.

Prejuízo certo ao setor florestal

“A proposta vai gerar prejuízos aos setores florestal, serrarias, moveleiro e indústria de celulose e papel. No estado, 97% da madeira destinada à celulose e papel é de pinus e 80% de toda a produção da indústria de madeira sólida e painéis provém de florestas de pinus. Só o setor moveleiro arrecada mais de R$ 200 milhões em tributos. Além disso, a lei vai na contramão do agronegócio. Os produtores catarinenses precisam ter liberdade para cultivar o que bem entenderem em suas terras”, destacou o parlamentar.

Proposta descabida

Difícil entender como o deputado Ivan Naatz chegou à conclusão que uma lei que limita o cultivo de pinus, justamente numa região caracterizada pela história no manuseio e exploração da madeira. Criou um embaraço para o próprio governador Jorginho Mello, dentro do Partido Liberal.

Com certeza, a proposta não será levada adiante, pela inconsistência de informações a respeito da atividade na Serra Catarinense. O deputado tem atuação destacada na Alesc, mas pecou e muito, a declarar a ideia de um projeto proibitivo para a exploração do agroflorestal na Serra. Está muito desinformado!

Projeto propõe toque de recolher para menores após às 22 horas

Está prestes a se tornar lei um projeto que pode determinar aos jovens menores de 18 anos, a obrigatoriedade de se retirarem de lugares que oferecem bebidas alcoólicas depois das 22h. É muito comum atualmente a presença de adolescentes em bares noturnos nessa hora, em pontos de encontro das turmas de amigos. Mas isso poderá mudar.

O texto aprovado é parte do Projeto de Lei 4590/12, do ex-deputado Roberto de Lucena – conta com duas emendas do relator, deputado Pastor Eurico (PL-PE) / Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados acaba de aprovar proposta que autoriza o juiz da Vara da Infância e da Juventude a restringir a permanência de crianças e adolescentes desacompanhados de pais ou responsáveis após o horário previsto, ou seja, às 22 horas em lanchonetes, bares e restaurantes que vendam bebida alcoólica. O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Coibição de violência e prostituição de menores

A intenção do projeto é restringir a permanência de crianças e adolescentes, sem que haja a presença de pais ou responsáveis, em certos locais e após determinados horários, visando diminuir casos de violência, prostituição de menores de idade, além de outros crimes.

Entre as emendas apresentadas está a que especifica que a proibição se aplica apenas a locais que distribuam ou vendam bebidas alcoólicas. Em termos de tramitação, o projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, em caráter conclusivo. (Fonte: Agência Câmara de Notícias)

Cadastramento de pessoas em situação de rua vira projeto

O deputado Maurício Eskudlark (PL) e vice-presidente da Alesc toca num assunto delicado e que carece de atenção: o de pessoas em situação de rua.

Conforme ele, é autor de um projeto que obriga a criação de um cadastro, pois, não se sabe, nos municípios, quem são essas pessoas.

Uma tarefa que já poderia estar sendo feita pelas Assistências Sociais. Porém, uma Lei irá tornar a medida obrigatória.

Foto: Rodolfo Espínola / Agência AL

Projeto Escola Mais Segura à espera da sanção do Govenador

Esperada para esta semana a sanção de parte do governador Jorginho Mello (PL), o projeto Escola Mais Segura, aprovado na semana passada pelos deputados, dia 19. A expectativa é para ter o serviço em funcionamento o quanto antes.

O projeto permite a contratação de ex-policiais militares, civis, e até mesmo bombeiros, armados, para exercer a segurança nas escolas públicas estaduais. Será um contratado para cada escola, fechando em 1.053 agentes.

É a resposta do Governo devido à tragédia ocorrida em Blumenau, onde foram mortas quatro crianças e outras cinco feridas. Assim que for sancionado, inicia-se o trabalho de seleção e recrutamento do pessoal, e assim, dentro de 40 ou 50 dias, estarem todos no exercício da função.

(Foto: Divulgação/PMSC)

Projeto proíbe a mudança de sexo para menores de 18 anos

Um adolescente não pode fazer tatuagem antes dos 18 anos, mas pode trocar de sexo. Este paradoxo faz parte da argumentação do projeto de lei apresentado pelo deputado Sargento Lima (PL) para proibir a mudança de sexo de pessoas menores de 18 anos em toda a rede de saúde pública ou privada de Santa Catarina.

Deputado Sargento Lima/ Foto: Rodolfo Espínola, Agência Alesc 

Pela proposta, ficam vedadas a hormonioterapia indutora e bloqueadora e a terapia hormonal de processo transexualizador antes dos 18 anos, e de intervenções cirúrgicas de redesignação sexual antes dos 21 anos.

O parlamentar enfatiza que crianças e adolescentes estão com a mente em formação e podem se arrepender, o que provocará um trauma profundo. A proposta prevê multas progressivas em caso de descumprimento, e a punição começa em 100 salários mínimos na primeira multa.