FIESC pede derrubada de vetos à Lei do Licenciamento Ambiental

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) encaminhou ofício aos deputados federais e senadores catarinenses pedindo mobilização para derrubar os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

Data da votação, prevista para dia 16, foi adiada. (Foto: Agência Senado)

A entidade destaca que o texto aprovado pelo Congresso representa um avanço institucional e consolida práticas já aplicadas com sucesso no estado, onde o licenciamento ambiental é reconhecido pela eficiência e agilidade.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a nova lei é “moderna, segura e equilibrada”, fortalecendo o papel dos órgãos estaduais e promovendo o desenvolvimento sustentável. Ele alerta que os vetos podem gerar insegurança jurídica e perda de competitividade.

Entre os pontos vetados, estão a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) e a Licença Ambiental Especial (LAE), instrumentos que garantem mais rapidez a projetos estratégicos em Santa Catarina. A votação da matéria foi adiada, sem nova data definida.

Indústria catarinense apresenta recuo de 1,5% no mês de julho

Trago na coluna do Blog uma abordagem sobre a indústria catarinense, a partir de nota enviada pela Fiesc. A informação dá conta de que a produção industrial de Santa Catarina recuou 1,5% em julho, em relação ao mês anterior, na série livre de efeitos sazonais.

Na foto, o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar / Foto: Marcos Campos

Apesar da redução da taxa de juros do Banco Central, essa política demora alguns meses para surtir efeitos na economia e isso impacta nas vendas interestaduais. De acordo com análise do Observatório FIESC, em todo o país, apenas o Ceará não registrou variação negativa na análise mensal.

A nota segue, dizendo que a restrição na atividade industrial também reflete o desaquecimento da demanda externa, registrada por importantes parceiros comerciais de Santa Catarina, como a China e os EUA. O país asiático, por exemplo, tem registrado recuos consecutivos na atividade industrial, o que afeta as exportações catarinenses.

Setor prejudicado

É muito preocupante, e mais sério que a gente imagina. Pois, ainda baseado no teor da notícia enviado pela Federação das Indústrias, um dos setores mais prejudicados por esse cenário é o de máquinas e equipamentos, com queda de 4,7% no mês.

Além da menor demanda interna por maquinário industrial, houve recuo nas exportações de compressores de ar, principalmente para os Estados Unidos. Já a queda do setor automotivo, de 7,3%, reflete, em grande parte, ao término do programa carro popular, política de incentivo governamental ao segmento.

Isso tudo comentado pelo presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. Ele destaca, que apesar do cenário mais restritivo, em julho, a indústria catarinense teve destaques positivos, como a indústria metalúrgica, que apresentou aumento de 11,6% em comparação a junho. Não custa ficar atento ao futuro do setor.

Reunião entre governo e Fiesc gera boa expectativa

A discussão sobre planejamento envolvendo o Governo do Estado e a Federação das Indústrias de Santa Catarina, nesta segunda-feira (3), torna-se bastante relevante. A entidade do segmento industrial sempre teve papel decisivo nas questões discutidas durante o encontro.

Encontro foi realizado na FIESC, em Florianópolis, nesta segunda-feira,3 (foto: Filipe Scotti)

Temas como infraestrutura, economia circular, educação empreendedora e internacionalização, são pautas efetivas da entidade. O governador Jorginho Mello e vários de seus secretários, estão dispostos a contribuir para a construção de um planejamento para o Estado. Por isso, ouviram atentamente as proposições apresentadas pelo presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Possibilidade de avanços sob a visão da indústria

A partir da visão da indústria, e a aproximação do Governo, as ações tendem a ganhar mais envergadura, para alcançar o objetivo que leve ao desenvolvimento de Santa Catarina.

Ocasião em que o governador teve também oportunidade de conhecer mais profundamente os principais eixos do Programa Reinventa-SC, que mostra em detalhes, quais as áreas em que o estado tem potencial para ampliar o crescimento.

Reitero, portanto, a importância de encontros dessa natureza, e fico na expectativa de que possam ocorrer mais discussões como essa, com outros setores produtivos do Estado.