Pamplona em Brasília na defesa dos produtores da Coxilha

Registro da agenda de janeiro junto ao Ibama

O presidente do Sindicato Rural de Lages Márcio Pamplona e o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedroso, além do engenheiro agrônomo João Messias, técnico que atua no processo de defesa dos produtores da Coxilha Rica em razão das notificações e embargos dos fiscais do Ibama, estarão em Brasília nesta quinta-feira (28).

A ida deles, desta vez, atende ao convite do senador gaúcho Luis Carlos Heinze (PP), que agendou nova reunião com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e com o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim.

A agenda objetiva também atuar na defesa dos produtores do Rio Grande do Sul, que há três anos brigam na justiça contra as ações de fiscais em suas propriedades. A deputada federal Carmen Zanotto (PPS/SC), também deverá estar presente na reunião agendada para às 15 horas. Há expectativa de que eles voltem da Capital Federal com boas notícias.

(Foto: divulgação)

Um belo Dia de Campo

Tive oportunidade de participar do Primeiro Dia de Campo Estadual do Programa de Desenvolvimento da Bovinocultura de Corte, na fazenda Cambará, interior de Bom Retiro, na Serra Catarinense, nesta sexta-feira (19).

O evento foi organizado pelo Sistema Faesc/Senar-SC, em parceria com o Sebrae/SC, e reuniu cerca de 800 produtores rurais de diferentes regiões do Estado atendidos no Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em bovinocultura de corte. Foram 28 grupos, de 27 Sindicatos Rurais que abrangem 73 municípios.

Confesso jamais ter visto tanta gente prestigiando. E mais, com uma impecável organização. Aliás, um dos maiores que já vi.

O propósito foi promover a troca de experiências entre os produtores rurais e apresentar técnicas e informações com foco na gestão da atividade, a nutrição dos rebanhos e a eficiência na produção de carne.

Aliás, o programa tem excelente resultado, pois, proporciona às propriedades rurais evolução no nível de gestão, aumento da produção com o incremento da renda líquida e melhorias na nutrição e no padrão racial dos bovinos de corte.

Além disso, o programa atua com o protocolo de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), desenvolvido por meio de parceria com o Sebrae, no qual foram registrados avanço no número de vacas prenhes de 41% para 69%.

A grande preocupação é fazer que a produção de gado de corte cresça em SC. Hoje, o Estado  produz menos do que consome em carne bovina, mas, ainda assim, a bovinocultura é uma atividade econômica relevante.

Por isso, Santa Catarina tem potencial e qualidade para conquistar os mais exigentes mercados. É isso que está sendo buscado por meio desse esforço coletivo de desenvolvimento da bovinocultura de corte.

Informações e fotos: MB Comunicação

Posse no melhor momento do agronegócio

Em um evento restrito a associados, autoridades ligadas ao agronegócio e alguns convidados especiais, a nova diretoria da Associação e Sindicato Rural de Lages foi empossada na noite desta terça-feira (15), no Restaurante Zamban.

Posse diretoria Sindicato Rural (17)

O ato de posse foi conduzido pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zefferino Pedroso.

Márcio Cícero Neves Pamplona foi eleito no último dia 30 de novembro, e ao lado de uma diretoria renovada, pretende encarar o desafio para o quadriênio 2016/2019.

Posse diretoria Sindicato Rural (5)

A renovação inclui tente realmente nova, como o jovem vice-presidente, Edson Colombo, entre outros colaboradores.

O evento foi transformado numa grande confraternização, como sempre quis o presidente, a exemplo de outras entidades da região.

Posse diretoria Sindicato Rural (18)

Emocionado, Márcio lembrou os antepassados que construíram o projeto do associativismo, em 1939. Valorizou a todos os dirigentes que passaram até hoje pela entidade.

Posse diretoria Sindicato Rural (25)

A força do agronegócio foi ressaltada por todas as autoridades presentes. Pois, o setor vive atualmente o seu melhor momento, apesar da grave crise brasileira.

E mais, com projeção de crescimento em 2,6% graças à abertura de novos mercados internacionais, especialmente para a carne bovina.

Posse diretoria Sindicato Rural (26)

Por fim, Márcio, tomado pela emoção, manteve o pedido para que as autoridades mantenham as estradas do interior em ordem, pois, há necessidade da continuidade do ciclo da vida entre o campo e a cidade, justamente, porque é no campo que os alimentos são produzidos.

“O homem do campo e os pecuaristas são os responsáveis pelo equilíbrio da balança econômica do País, e merecem total atenção e respeito”, ressaltou.

(Fotos: Zé Rabelo)

Javalis: problema se agrava cada vez mais

Produtores rurais já não sabem mais o que fazer e nem a quem recorrer para que se encontre uma solução e se reduza o número de javalis.

José Zeferino Pedroso

Nesta terça-feira (20), o presidente da Faesc, José Zeferino Pedroso (foto) lançou uma nota relatando o ataque dos animais em propriedades da Serra e do Oeste do Estado.

A estimativa apontada é de uma população entre 2 e 3 mil javalis, no entanto, há que diga que é muito mais.

Segundo a nota, a população está preocupada, pois, além de danificar plantações, os javalis são animais agressivos e significam um risco às pessoas.

Perdas

Nos últimos cinco anos os produtores catarinenses sofrem de forma mais intensa com a ação dos javalis.

Os animais atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.

Testemunho

Produtores de Campo Belo do Sul mal plantaram as lavouras de milho e os javalis atacaram comendo as sementes em brotação. “Não ficou nada. E quem arca com os custos?” , questionam.

Na verdade, somente os produtores ficam com o prejuízo.

Discussão

O tema tem sido discutido, mas as autoridades não chegam a nenhuma conclusão. Só vale o que prevê a Legislação, e a caça feita somente por profissionais.

Javalis abatidosCaçadores profissionais têm feito o possível para diminuir o número de animais

Enquanto isso, o problema só se agrava, com a proliferação cada vez maior, sem que ninguém interfira ou encontre alguma alternativa.

O problema da sanidade também já está às portas das indústrias, pois, os javalis já estão atacando até mesmo as propriedades de frangos, suínos, e em alguns casos filhotes de ovelhas.