Javalis: problema se agrava cada vez mais

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Produtores rurais já não sabem mais o que fazer e nem a quem recorrer para que se encontre uma solução e se reduza o número de javalis.

José Zeferino Pedroso

Nesta terça-feira (20), o presidente da Faesc, José Zeferino Pedroso (foto) lançou uma nota relatando o ataque dos animais em propriedades da Serra e do Oeste do Estado.

A estimativa apontada é de uma população entre 2 e 3 mil javalis, no entanto, há que diga que é muito mais.

Segundo a nota, a população está preocupada, pois, além de danificar plantações, os javalis são animais agressivos e significam um risco às pessoas.

Perdas

Nos últimos cinco anos os produtores catarinenses sofrem de forma mais intensa com a ação dos javalis.

Os animais atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.

Testemunho

Produtores de Campo Belo do Sul mal plantaram as lavouras de milho e os javalis atacaram comendo as sementes em brotação. “Não ficou nada. E quem arca com os custos?” , questionam.

Na verdade, somente os produtores ficam com o prejuízo.

Discussão

O tema tem sido discutido, mas as autoridades não chegam a nenhuma conclusão. Só vale o que prevê a Legislação, e a caça feita somente por profissionais.

Javalis abatidosCaçadores profissionais têm feito o possível para diminuir o número de animais

Enquanto isso, o problema só se agrava, com a proliferação cada vez maior, sem que ninguém interfira ou encontre alguma alternativa.

O problema da sanidade também já está às portas das indústrias, pois, os javalis já estão atacando até mesmo as propriedades de frangos, suínos, e em alguns casos filhotes de ovelhas.

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