A questão está no posicionamento do setor empresarial catarinense diante da proposta de revisão da jornada de trabalho, especialmente a possível superação da escala 6×1, em debate no Congresso Nacional.
Para COFEM, decisão sobre jornada de trabalho exige análise técnica, baseada em dados. (Foto: Filipe Scotti)
O Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) sustenta que a tramitação acelerada da medida pode provocar impactos econômicos relevantes, defendendo que mudanças estruturais dessa magnitude sejam precedidas por estudos técnicos aprofundados.
Aumento dos custos na indústria
Segundo as entidades, a redução da jornada para 36 horas semanais elevaria significativamente os custos da indústria, podendo alcançar R$ 178 bilhões anuais, além de provocar retração econômica e aumento da informalidade.
Em SC, 86% dos trabalhadores da indústria cumprem o regime de 44 horas semanais. (foto: Agência Brasil)
O argumento central é que, em um cenário de pleno emprego em Santa Catarina, com taxa de desocupação de apenas 2,3%, empresas já enfrentam escassez de mão de obra, o que tornaria a redução da carga horária ainda mais desafiadora. O setor produtivo também alerta para possíveis reflexos inflacionários, decorrentes do repasse de custos ao consumidor final.
O documento ainda associa a proposta ao chamado “Custo Brasil”, destacando entraves históricos como carga tributária elevada, insegurança jurídica e infraestrutura insuficiente, fatores que, na visão empresarial, reduziriam a competitividade nacional diante de economias internacionais.
Cautela diante da proposta
O alerta do setor empresarial é legítimo ao pedir cautela em uma discussão que altera profundamente a dinâmica do mercado de trabalho. Reformas trabalhistas raramente produzem efeitos isolados: impactam produtividade, renda, consumo e competitividade. Ignorar esse encadeamento econômico seria um erro político e técnico. Por outro lado, o debate não pode ficar restrito apenas à ótica dos custos empresariais.
A discussão sobre jornada de trabalho também envolve qualidade de vida, saúde mental, novas formas de produção e ganhos de eficiência tecnológica, temas cada vez mais presentes nas economias modernas. Países que discutem redução de jornada o fazem justamente diante da transformação digital e da automação.
Período eleitoral
O ponto central, portanto, não é simplesmente ser contra ou a favor da escala 6×1, mas como e quando promover mudanças. Uma tramitação acelerada, em ambiente eleitoral, tende a radicalizar posições e empobrecer o debate. O Brasil precisa de uma transição baseada em produtividade, negociação setorial e testes graduais, evitando soluções uniformes para realidades econômicas distintas.
Em síntese, o alerta empresarial revela um temor real sobre custos e competitividade, mas também expõe a necessidade de um debate mais equilibrado: modernizar relações de trabalho sem desorganizar a economia, tarefa que exige menos pressa política e mais planejamento estratégico.
(Fonte: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC)
A análise da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) sobre a situação na Venezuela é prudente e reflete bem a realidade econômica e social do Estado neste início de 2026. A ruptura política e econômica no país vizinho segue sendo observada com cautela, mas os dados mostram que, até agora, o impacto direto sobre a indústria catarinense é limitado: o comércio bilateral representa uma fatia mínima da pauta exportadora e importadora de SC, apenas 0,24% das exportações e 0,12% das importações em 2025, com destaque apenas para máquinas agrícolas exportadas e fertilizantes e alumínio importados.
Fronteiras estão abertas e forças de segurança do Brasil acompanham movimentação. Foto: Agência Brasil
Esse cenário nos lembra um ponto chave: a economia catarinense está fortemente integrada a mercados globais bem mais relevantes que o venezuelano, como Europa, Ásia e outras regiões das Américas. Por mais que notícias sobre tarifas ou dificuldades diplomáticas entre Brasil e Venezuela movimentem manchetes internacionais, na prática a correlação econômica com SC é pequena. A prudência da FIESC em não fazer prognósticos apressados é sensata, o risco para nossa indústria hoje é mais geopolítico do que econômico.
Por outro lado, o impacto social e demográfico é real e já presente. Os fluxos migratórios que trouxeram mais de 27 mil venezuelanos até Santa Catarina até início de 2024, conforme relatório da Operação Acolhida, não são números abstratos, eles se refletem em comunidades, no mercado de trabalho e nas cidades onde essas pessoas se estabeleceram.
Quanto ao trabalho de venezuelanos em SC
Diferentemente do comércio, a imigração é apontada pela FIESC como um vetor que já influencia a dinâmica da mão de obra local, com indústrias contando com trabalhadores venezuelanos para preencher vagas e manter sua capacidade produtiva. Isso demonstra que, mais do que um “problema”, essa movimentação populacional é uma resposta adaptativa à realidade do mercado de trabalho em SC, marcado por escassez de mão de obra em setores específicos.
A situação exige algumas atitudes
Manter a indústria conectada com mercados amplos e diversificados, sem depender exageradamente de relações que têm pouco peso econômico real para SC, e isso reduz o risco de perturbações significativas por conta de crises pontuais em países como a Venezuela.
Apostar numa política pública integrada de acolhimento e inclusão de imigrantes, que reconheça a contribuição desses trabalhadores para a economia estadual, mas também cuide de sua integração social, profissional e de direitos. A experiência mostra que uma gestão eficaz dessa transição pode transformar desafios demográficos em oportunidades de crescimento e revitalização de comunidades.
No fim das contas, a indústria catarinense tem motivos para acompanhar com atenção, mas não com temor, as repercussões do que acontece na Venezuela. E mais do que olhar para fora, é preciso olhar para dentro: fortalecer políticas que tornem a economia de SC resiliente, inclusiva e conectada com suas próprias prioridades estruturais.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) encaminhou ofício aos deputados federais e senadores catarinenses pedindo mobilização para derrubar os vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental.
Data da votação, prevista para dia 16, foi adiada. (Foto: Agência Senado)
A entidade destaca que o texto aprovado pelo Congresso representa um avanço institucional e consolida práticas já aplicadas com sucesso no estado, onde o licenciamento ambiental é reconhecido pela eficiência e agilidade.
Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a nova lei é “moderna, segura e equilibrada”, fortalecendo o papel dos órgãos estaduais e promovendo o desenvolvimento sustentável. Ele alerta que os vetos podem gerar insegurança jurídica e perda de competitividade.
Entre os pontos vetados, estão a Licença Ambiental por Adesão e Compromisso (LAC) e a Licença Ambiental Especial (LAE), instrumentos que garantem mais rapidez a projetos estratégicos em Santa Catarina. A votação da matéria foi adiada, sem nova data definida.
O Superior Tribunal Federal (STF) aceitou a participação da Federação das Indústrias de SC (FIESC) como terceiro interessado, ou amicus curiae, em uma ação que questiona o Código Ambiental de Santa Catarina.
No fim de agosto, o STF suspendeu as ações contra o Código Ambiental Catarinense que tramitam no país. (Foto: Felipe Sampaio/STF)
A ação foi movida pela Procuradoria Geral da República (PGR) e defende a proibição de atividades agrícolas, pecuárias e de silvicultura em áreas de 400 a 1.500 metros de altitude. A FIESC apresentou um estudo ao STF mostrando que, se a proibição for aceita, cerca de 244 mil empregos estariam ameaçados e o Produto Interno Bruto (PIB) do estado poderia ser reduzido em R$ 17 bilhões.
A decisão do STF permite que a FIESC apresente argumentos e defenda o setor produtivo durante o processo. Segundo a federação, a restrição poderia desestruturar as cadeias produtivas do estado, prejudicando a agricultura familiar e a pecuária, além de ameaçar a identidade regional e o equilíbrio territorial de Santa Catarina.
A FIESC também argumenta que o Código Ambiental catarinense e o Código Florestal brasileiro já foram considerados constitucionais pelo STF em ações anteriores.
A participação da FIESC é vista como fundamental para que a Justiça considere os impactos econômicos e sociais antes de tomar uma decisão final sobre o caso. O STF suspendeu todas as ações contra o Código Ambiental que tramitam no país até que a Corte se posicione definitivamente sobre o assunto.
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) apresentou oficialmente o programa Destarifaço em Lages, com o objetivo de mitigar os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. O evento reuniu lideranças estaduais e municipais, empresários e representantes da indústria catarinense.
O programa, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e o BRDE, oferece medidas emergenciais para preservar empregos e apoiar empresas afetadas, especialmente nos setores de madeira, móveis e metalmecânico.
Entre as ações estão:
Principais medidas do Destarifaço:
Liberação de R$ 62 milhões em créditos de ICMS acumulados para 295 empresas.
Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias, durante três meses.
Linhas de crédito especiais via BRDE, somando R$ 301 milhões, com taxas subsidiadas.
Medidas trabalhistas emergenciais (MP 1.309/2025), como redução de jornada e banco de horas negativo.
Capacitação, recolocação e apoio psicossocial para trabalhadores.
Consultorias técnicas gratuitas do SESI, SENAI e IEL.
Articulação internacional para diversificar mercados, com missões comerciais para Paraguai, Argentina e Panamá.
Segundo estudo da FIESC, o tarifaço pode causar uma retração de até R$ 11,5 bilhões no PIB catarinense e a perda de mais de 100 mil empregos, caso o cenário se agrave.
A iniciativa foi elogiada por autoridades locais, como a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, e o vice-presidente da FIESC para a Serra Catarinense, Paulo César da Costa, que reforçaram a importância da união entre governo, setor produtivo e entidades de classe para enfrentar a crise.
O industrial Gilberto Seleme, de Caçador (SC), tomou posse como 11º presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) na noite de sexta-feira, 22 de agosto de 2025, em cerimônia realizada na sede da entidade, em Florianópolis. A nova diretoria foi empossada em evento para convidados, com transmissão ao vivo. André Odebrecht, de Rio do Sul, assumiu como 1º vice-presidente.
Cerimônia em Florianópolis marcou o início da gestão 2025–2028; infraestrutura, educação e saúde do trabalhador estão entre as prioridades / (Foto: José Somensi)
Em seu discurso, Seleme cravou a frase-guia da gestão: “o partido da FIESC é a indústria”. Ele reforçou que a entidade manterá diálogo permanente com poderes públicos e sociedade para avançar o desenvolvimento industrial catarinense, sem alinhamentos eleitorais.
Segundo Seleme, a agenda da FIESC para 2025–2028 se apoia em quatro eixos: associativismo, educação, infraestrutura e ação social com foco na saúde do trabalhador. O novo presidente classificou os gargalos logísticos como “históricos e urgentes” e defendeu modelos modernos de participação privada para ampliar a eficiência. Também sinalizou atuação da entidade frente a barreiras comerciais externas, com atenção ao mercado dos Estados Unidos.
A posse foi prestigiada por lideranças nacionais e estaduais, incluindo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o governador Jorginho Mello, parlamentares e representantes do Judiciário e do setor produtivo.
O governador Jorginho Mello anunciou nesta quarta-feira, 13, durante coletiva realizada na FIESC, um pacote de R$ 435 milhões em medidas emergenciais para apoiar os setores da economia catarinense mais prejudicados pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.
Governador Jorginho Mello definiu ações tributárias e financeiras para proteger empregos e manter a competitividade dos exportadores catarinenses. Fotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC
As ações do Governo de Santa Catarina têm como objetivo preservar empregos, garantir a competitividade das empresas e assegurar a manutenção das operações das indústrias mais atingidas pela nova política tarifária norte-americana. Cerca de 73 mil postos de trabalho devem ser protegidos pelas medidas.
O pacote será dividido em três frentes de ação:
Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
Financiamento emergencial por meio do BRDE
Resposta do Governo
O presidente da FIESC Gilberto Seleme reconheceu que as medidas representam uma resposta fundamental do governo catarinense em favor do setor produtivo num momento grave. Em contrapartida, as empresas atendidas deverão concentrar esforços na manutenção dos postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade econômica de Santa Catarina. “
Tarifa impacta 95% das exportações de SC aos EUA
Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostra que, em 2024, Santa Catarina exportou R$ 9,9 bilhões aos EUA. Cerca de 95% do volume total exportado (R$ 9,4 bilhões) está diretamente exposto à nova tarifa.
Os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis de madeira (48,5% das exportações para os EUA), seguido por blocos de motor e compressores (17%), além de motores elétricos e transformadores (14,5%). O Norte do Estado é a região mais impactada (44% das exportações para os EUA), seguido do Vale do Itajaí (22%).
Classificação de risco
As ações emergenciais estão direcionadas às empresas catarinenses expostas à nova tarifa e que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”.
Juntos, esses negócios respondem por cerca de R$ 8,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos e garantem mais de 73 mil empregos diretos — postos de trabalho que o pacote anunciado busca proteger diante do novo cenário internacional.
As três frentes de apoio do Governo do Estado somam cerca de R$ 435 milhões, entre medidas financeiras e tributárias.
Segundo o governador Jorginho Mello, foram estudados diversos cenários para que o a definição das melhores alternativas para Santa Catarina. “As medidas anunciadas seguem critérios técnicos, baseados em dados concretos, com foco em atender quem mais precisa e minimizar o impacto social e econômico para o Estado”, explicou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).
Por outro lado, o Governo de Santa Catarina seguirá monitorando os desdobramentos da política tarifária norte-americana e poderá atualizar ou redefinir medidas, conforme a evolução do cenário.
Entenda as medidas:
Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
R$ 62 milhões em créditos
295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
73 mil empregos preservados
Início da medida: setembro de 2025
Empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS gerados nas operações de exportação. Essas empresas têm um fluxo estabelecido para a transferência de crédito. Com a medida, o Estado vai antecipar a liberação do saldo de crédito acumulado dividido em três meses, garantindo a entrada de recursos no caixa das empresas de forma imediata.
Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
R$ 72 milhões em ICMS postergado (R$ 36 mi/mês)
295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
73 mil empregos preservados
Início da medida: setembro de 2025
Empresas diretamente afetadas pela tarifa poderão adiar o pagamento do ICMS por dois meses, durante três meses consecutivos. Na prática, os vencimentos do imposto serão prorrogados, sem multa, por 60 dias. A medida melhora o fluxo de caixa das empresas no curto prazo, permitindo que reorganizem suas finanças sem comprometer as operações.
Financiamento emergencial
R$ 265 milhões disponíveis em linhas de financiamento
18 mil empregos preservados
Início da medida: Imediato
251 empresas se enquadram nos critérios
Níveis crítico, alto, relevante = faturamento até R$ 300 milhões/ano
Nível gerenciável = faturamento até R$ 100 milhões/ano
Empréstimo em Dólar (US$)
Total: R$ 165 milhões
Taxa: Variação cambial + 3% a.a.*
Custo p/ Estado: R$ 18,3 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 6 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado
Empréstimo em Reais (R$)
Total: R$ 100 milhões
Taxa: 9% a.a. fixo em R$*
Custo p/ Estado: R$ 17,6 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 10 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado
Condições gerais
Carência: 12 meses (pagamento dos juros semestrais)
Amortização: 24 meses (pagamento principal + juros mensais)
Prazo p/ quitação: 36 meses
Custo total p/ Estado: R$ 36 milhões
BRDE
O Governo de SC, em parceria com o BRDE, vai oferecer uma linha de financiamento emergencial, específica para cobrir, por quatro meses, os custos fixos das empresas (como energia, aluguel e folha de pagamento) na mesma proporção das receitas que vinham das exportações para os EUA. Será considerado o histórico de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, não atrelado a exportações futuras.
Exemplificando
Um negócio com faturamento anual de R$ 100 milhões, com cerca de R$ 40 milhões em exportações comprometidas pela nova tarifa, terá a opção de buscar um financiamento na ordem de R$ 4 milhões — nesse cálculo, a SEF/SC considera que o custo fixo representa 30% do faturamento da empresa.
Serão atendidos pela medida os negócios com faturamento máximo de R$ 300 milhões/ano que tenham sofrido impacto “crítico”, “alto” ou “relevante” diante da nova tarifa. Também serão atendidos os estabelecimentos com faturamento máximo de R$ 100 milhões/ano enquadrados no nível “gerenciável” de impacto.
Em resumo
“A medida prioriza empresas de médio e menor porte, que têm menos alternativas no mercado internacional e maior vulnerabilidade diante da tarifa, enquanto as grandes corporações costumam ter maior diversificação de mercados e estrutura mais adaptada para redirecionar suas estratégias comerciais”, explica o secretário Cleverson Siewert.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda
A pesquisa da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) revela que as tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos já impactam as exportadoras catarinenses antes mesmo de entrarem em vigor, no dia 6 de agosto. Entre as empresas consultadas, 69,2% registraram queda nos pedidos e 72,1% preveem demissões nos próximos seis meses caso a medida seja mantida.
61,4% das indústrias de SC estão prospectando novos mercados para reduzir exposição aos Estados Unidos. (foto: Portonave/Divulgação)
Além disso, 93,8% das exportadoras esperam redução no faturamento, sendo que mais da metade (51,2%) projeta perdas superiores a 30%. A insegurança gerada pelo anúncio da tarifa levou 53,8% das empresas a suspender embarques e 38,4% a renegociar preços com clientes norte-americanos.
Para reduzir a dependência do mercado dos EUA, 61,4% das indústrias de SC estão buscando novos mercados internacionais. A FIESC tem articulado com o governo federal e estadual alternativas para mitigar os impactos, destacando que pequenas empresas são as mais vulneráveis no curto prazo.
Os principais produtos exportados por Santa Catarina, como madeira e móveis, não estão na lista de exceções e seguirão sujeitos às tarifas, agravando o cenário para o setor produtivo.