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A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) apresentou oficialmente o programa Destarifaço em Lages, com o objetivo de mitigar os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. O evento reuniu lideranças estaduais e municipais, empresários e representantes da indústria catarinense.

O programa, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e o BRDE, oferece medidas emergenciais para preservar empregos e apoiar empresas afetadas, especialmente nos setores de madeira, móveis e metalmecânico.
Entre as ações estão:
Principais medidas do Destarifaço:
- Liberação de R$ 62 milhões em créditos de ICMS acumulados para 295 empresas.
- Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias, durante três meses.
- Linhas de crédito especiais via BRDE, somando R$ 301 milhões, com taxas subsidiadas.
- Medidas trabalhistas emergenciais (MP 1.309/2025), como redução de jornada e banco de horas negativo.
- Capacitação, recolocação e apoio psicossocial para trabalhadores.
- Consultorias técnicas gratuitas do SESI, SENAI e IEL.
- Articulação internacional para diversificar mercados, com missões comerciais para Paraguai, Argentina e Panamá.
Segundo estudo da FIESC, o tarifaço pode causar uma retração de até R$ 11,5 bilhões no PIB catarinense e a perda de mais de 100 mil empregos, caso o cenário se agrave.
A iniciativa foi elogiada por autoridades locais, como a prefeita de Lages, Carmen Zanotto, e o vice-presidente da FIESC para a Serra Catarinense, Paulo César da Costa, que reforçaram a importância da união entre governo, setor produtivo e entidades de classe para enfrentar a crise.



