Lages entre as de maior otimismo econômico para 2026

O ano começa, tradicionalmente, carregado de expectativas. E quando essas expectativas são respaldadas por dados concretos, deixam de ser apenas desejo para se transformar em sinal de rumo. É exatamente isso que revela a mais recente pesquisa da Fecomércio SC: Lages figura entre as cidades com maior otimismo econômico para 2026 em Santa Catarina, e não por acaso.

Foto: Marlon Sá Molim/Divulgação

O levantamento, que ouviu empresários e consumidores em diferentes regiões do Estado, mostra um cenário estadual moderadamente confiante, mas é em Lages que os números realmente chamam a atenção. Com índice de otimismo de 80,7%, o município aparece em segundo lugar entre as cidades pesquisadas, muito acima da média catarinense, que ficou em 55%. Um dado que, por si só, já diz muito.

Mais do que estatística, esse resultado traduz um sentimento coletivo. Consumidores confiantes na melhora da economia, famílias acreditando na evolução da situação financeira pessoal e trabalhadores seguros em relação ao emprego formam um ambiente propício ao crescimento. Quando quase 80% das pessoas se sentem seguras ou muito seguras no trabalho, a economia local respira confiança, e isso se reflete no comércio, nos serviços e na circulação de renda.

É verdade que o empresariado demonstra maior cautela, algo compreensível em um cenário nacional ainda desafiador. Ainda assim, o equilíbrio entre os que projetam melhora e os que apostam em estabilidade mantém o contexto positivo. Prudência, afinal, também é sinal de maturidade econômica.

O desempenho de Lages não surge do nada. Ele se apoia em fundamentos sólidos, como o bom momento de Santa Catarina no mercado de trabalho, com taxa de desemprego significativamente inferior à média nacional. Soma-se a isso um esforço local de reconstrução da confiança, de retomada do protagonismo regional e de fortalecimento das bases econômicas do município.

A prefeita Carmen Zanotto acerta ao tratar o resultado como esperado, mas digno de comemoração. Não se trata de euforia desmedida, e sim de reconhecimento de que há um caminho sendo trilhado corretamente. Otimismo não nasce apenas do discurso; ele se constrói com sinais concretos de estabilidade, oportunidades e perspectiva de futuro.

Lages inicia 2026 com um ativo valioso: a confiança da sua gente. E, em economia, poucas forças são tão poderosas quanto uma comunidade que acredita que o amanhã pode, e vai ser melhor.

Baixa do ICMS por decreto

Nesta segunda-feira (14), o governador Eduardo Pinho Moreira juntamente com o secretário da Fazenda, Paulo Eli, lançou mão de decreto e baixou a alíquota de ICMS, de 17% para 12%, para o trade atacadista, decisão retroativa a 9 de maio.

Desde que a Medida Provisória (MP 220), que tratava do assunto, foi rejeitada na Assembleia Legislativa, vários setores têm procurado o Executivo na busca de uma forma de compensar o que já consideravam como um avanço e acabaram perdendo – a redução linear da alíquota para todos os ramos e no mesmo patamar. Segmentos industriais são os que mais avidamente procuram pelo ajuste.

A assinatura do decreto em favor dos atacadistas mostra que não há unanimidade em torno do tema na Fecomércio-SC.

Há quem defenda de que o decreto coloca os atacadistas catarinenses novamente em condições de competir com os concorrentes do Paraná e do Rio Grande do Sul, cuja alíquota é de 12%.

O setor atacadista engloba vários segmentos, responsáveis por um faturamento nominal de R$ 50 bilhões anuais, pelo emprego de 100 mil pessoas e por manter 10 mil caminhões circulando. Sozinho, responde por 16,8% da arrecadação de ICMS do Estado. (Fonte: Coluna Pelo Estado).

(Foto: Secom)

Repúdio ao confisco de 30% do Sistema S

O novo pacote de ajustes anunciado pelo Governo Federal, no fim da tarde de segunda-feira, 14, foi recebido com perplexidade pelos empresários catarinenses.

A Fecomércio/SC, que hoje representa cerca de 400 mil empresas no Estado, avalia a rodada de cortes no orçamento como um pacote de confisco e elevação da carga tributária com forte impacto em serviços de utilidade pública nas áreas social e educacional.

As medidas

Entre as medidas anunciadas na nova etapa do ajuste fiscal, destaca-se a redução de 30% nas alíquotas do Sistema S e oneração da contribuição previdenciária incidente sobre a folha em 0,9%. Segundo Levy, 30% do que é recolhido via Sistema S será destinado a Previdência, totalizando R$ 6 bilhões de retenção nos cofres públicos.

Historicamente, as ações e projetos liderados pelas entidades suprem deficiências graves da gestão pública, sobretudo em educação, saúde, cultura e bem-estar social.

Os cortes devem afetar a educação infantil, ensino médio, profissionalizante, superior, pós-graduação e inclusive programas como o Pronatec.

Simplificação dos tributos

Para a Fecomércio, a saída para a crise econômica atual passa pela redução e simplificação dos tributos, bandeira que continuará sendo defendida pela Entidade na Câmara e no Senado.

Ele cita como exemplo o fato de que durante o período anterior de vigência da CPMF (de 1993 a 2007) a saúde pública, que era para onde os recursos arrecadados eram destinados, continuou bastante precária.

Fica o questionamento: “Por que o governo, mesmo em situação de crise profunda, com altíssimos riscos e impactos para toda a sociedade, ainda é refratário a promover as reformas que o país precisa?”

Sesc terá 30 anos junto ao Colégio Rosa

sescNa noite do lançamento do livro que conta a História do Comércio no Centro Histórico de Lages, o vice-presidente da Fecomércio SC, Célio Spagnoli, anunciou a aprovação, pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, do projeto de autoria do governador Raimundo Colombo que cede por 30 anos a administração, pelo Sesc, do Grupo Escolar Vidal Ramos, prédio centenário mais conhecido por Colégio Rosa.

O Colégio Rosa, cuja restauração está sendo finalizada pelo governo do Estado, a intenção do Sesc é utilizar o local como um centro cultural e, também, como espaço de educação.

Faculdade Tecnológica

Na mesma noite, o diretor regional do Senac, Rudney Raulino, revelou que, em 2016, a unidade do Senac em Lages será transformada em Faculdade Tecnológica, oferecendo cursos em gestão de processos e, também, de tecnologia visando atuação junto ao Parque Eólico de Bom Jardim da Serra.