Em carta Secretários de Estado repudiam a “virada de mesa”

Os Secretários de Estado se manifestaram através de carta, repudiando o que eles definem como “tentativa de virada de mesa”, para a tomada do Governo do Estado.

Ressaltam nesta carta os investimentos do Governo até os tempos de hoje em alguns setores, mas principalmente, o fato de que Carlos Moisés recebeu mais de 70% dos votos dos catarinenses.

Além disso, antecipam de que, caso mude o comando do Governo, eles não vão fazer parte. Afirmando de que a nova gestão tenta nascer na estufa da impunidade e do desrespeito popular.

Pois então

O que está acontecendo é exatamente acabar com a impunidade governamental, e o claro desrespeito aos 71% dos votos recebidos. Ou será que a Justiça terá que fechar os olhos para as irregularidades cometidas pelo atual Governo.

Além disso, o processo de impeachment que está em avanço, o do aumento aos procuradores, é apenas um. Caso seja arquivado ou não prossiga, vale lembrar que outros estão na lista de espera, caso da compra dos respiradores e o pagamento adiantado de R$ 33 milhões.

Por fim, caso um outro governo assuma, obviamente, nenhum dos atuais secretários deverá permanecer. Apenas antecipam o óbvio.

Os Secretários e os demais integrantes do colegiado pleno entregaram o manifesto ao governador na noite desta segunda-feira, 21, e tornaram público, em seguida.

Foto: Ricardo Wolffenbuttel / Secom

Carta ressalta conquistas da Marcha à Brasília

Cerca de nove mil municipalistas, gestores municipais de todo o Brasil, estiveram na Marcha à Brasília. SC levou 174 prefeitos e retornam com avanços.

A Carta da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios apresentada ao fim dos quatro dias de ações na capital federal, aponta 22 itens, considerados como conquistas e avanços dos entes locais junto ao Executivo, Legislativo e Judiciário.

Estiveram presentes a Marcha o presidente da República, Jair Bolsonaro, 14 ministros, 154 deputados, 18 senadores e governadores.

Santa Catarina, mobilizada pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), marcou presença com 174 gestores que participaram da que é considerada a maior representação feita pelo Estado.

Alguns compromissos

Um conjunto de reivindicações foi apresentado e contribuirá para a reformulação do pacto federativo. Dentre eles, o compromisso do Ministério da Economia a curto prazo, registrado na Carta da Marcha, que é de enviar, em até 20 dias, projeto de lei que libera R$ 10 bilhões para Estados e Municípios.

A pasta também anunciou que pretende repartir 70% dos recursos do bônus de assinatura da cessão onerosa, na exploração de campos de petróleo, para Estados e Municípios, além dos 70% dos royalties gerados através da exploração desses campos localizados na área do pré-sal.

Do presidente da República, Jair Bolsonaro, os municipalistas ouviram apoio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/2017, que acrescenta mais 1% ao primeiro decêndio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no mês de setembro de cada ano. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia reinstalou a comissão especial que vai analisar o texto.

PEC

Considerada mais uma conquista, o Plenário do Senado aprovou a PEC 61/2015, que destina recursos do orçamento direto para Estados e Municípios, sem que haja a necessidade de realizar procedimentos atuais. O texto foi aprovado em dois turnos no Plenário do Senado e seguiu para a Câmara.

Clique aqui e veja todas as conquistas da Marcha

FIESC irá dialogar com candidatos ao Governo

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá promover o Diálogo com candidatos ao Governo de Santa Catarina, na próxima segunda-feira, dia 20, às 18h30, na sede da instituição, em Florianópolis. Participarão Décio Lima, Gelson Merisio e Mauro Mariani.

A Federação vai entregar a Carta da Indústria, documento que consolida as principais demandas para o período 2019-2022 e que pode subsidiar decisões das esferas executiva e legislativa do Estado. Clique aqui para confirmar presença.

A Carta da Indústria é resultado de ampla consulta ao setor industrial, por meio do Programa de Desenvolvimento Industrial Catarinense (PDIC), da Agenda de Desenvolvimento Regional e de pesquisa específica para elaboração do documento, com a participação de industriais e trabalhadores.

O objetivo é subsidiar os planos de governo dos candidatos e, após as eleições, ser uma ferramenta de acompanhamento das iniciativas governamentais.

Último ato como governador

A quinta-feira, do dia 5 de abril de 2018, marca o fim do governo do lageano João Raimundo Colombo (PSD). Às 13h30min, em ponto, será entregue a carta de renúncia ao Presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Aldo Scheider. Logo depois, por volta das 14 horas, Colombo concede entrevista coletiva à imprensa, na própria Alesc.

No sábado (7), em Lages, será realizado um grande ato para celebrar os mais de sete anos de mandato de Raimundo Colombo, na Pousada Rural do SESC, a partir das 10h.

Os organizadores esperam a participação de deputados, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças do PSD e amigos de Colombo de todas as regiões de Santa Catarina. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, participará do ato.

Nesta última quarta-feira (4), Raimundo Colombo expediu uma carta à imprensa avaliando os seus sete anos de governo, e suas mais diversas decisões, em especial, a de não ter aumentado os impostos mesmo diante de períodos de arrecadação em baixa, e ainda a reforma da previdência estadual e a renegociação da dívida do Estado com a União.

Ele enumerou uma a ama de suas ações, as quais, irá relatar o evento de sábado, em Lages, durante o ato que também deverá oficializar a pré-candidatura ao Senado.

Descontentamento com Audiência Pública

Em Lages, representantes das principais associações empresariais, profissionais e sindicatos patronais de Lages que integram o Fórum das Entidades discutiram em reunião, entre outros assuntos, sobre a Audiência Pública do Orçamento Participativo – PAA 2016 – LOA 2016, proposta pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e realizada no Map Hotel, em Lages, no último dia 01 de julho.

entidades

 Em virtude do geral descontentamento e indignação com a falta de planejamento com que foi conduzida a reunião, bem como com a forma antidemocrática com que foram votados os itens que passariam a integrar o Orçamento Participativo, os representantes do Fórum das Entidades elaboraram uma carta endereçada a representantes da ALESC.

O que diz a carta:

“Diante desses fatos, o Fórum das Entidades de Lages considera que a população dos municípios que compõem a ADR Lages e, em especial, o grande número de lideranças que lá estavam foram profundamente desrespeitadas, tendo desempenhado papel terciário e irrelevante no processo, causando estranheza e descontentamento, não com o resultado em si, mas na maneira que foram conduzidos os trabalhos.

No entendimento do Fórum das Entidades, sem qualquer demérito às propostas aprovadas, outras questões de significativa relevância para o desenvolvimento socioeconômico da região serrana foram desprezadas em decorrência de uma condução equivocada e descomprometida com vícios que trouxeram prejuízos ao resultado final.

Assim, faz-se de extrema importância que a comunidade da Serra Catarinense seja respeitada e efetivamente ouvida, sobretudo tratando-se de relevante projeto conduzido pela nossa casa representativa – a Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina – vindo a fazer jus à importância de nossa cidade e região no cenário estadual.

Dessa forma, o Fórum das Entidades não reconhece o resultado final como legítimo e entendemos que o ato deveria ser realizado novamente de forma transparente, elucidativa e efetivamente de forma democrática e melhor conduzida com a participação da sociedade civil organizada e representantes dos poderes públicos constituídos que compõem os municípios da região.”

(Informações e foto: Débora Puel)