Vigilância Sanitária no papel da fiscalização

Ao longo dos dez dias da 29ª edição da Festa Nacional do Pinhão, a Vigilância Sanitária atuará diretamente junto aos boxes de alimentação, com vistorias diárias para verificação da Carteira de Saúde, área de manuseio de comida (condições do ambiente), existência do ponto de água, uniformes dos trabalhadores manipuladores de alimentos, e averiguação de origem (procedência), acondicionamento e datas de fabricação/validade dos produtos.

A cada noite, em torno de três a quatro fiscais exercem a função. Ao todo, no quadro, em torno de dez profissionais se revezam mediante escala de trabalho. As atividades no Parque de Exposições Conta Dinheiro iniciam por volta das 19h e prosseguem até uma hora da manhã.

Foto: Marcelo Pakinha

Venda da carne de peixe sem fiscalização

Depois do que aconteceu a partir da operação Carne Fraca, o mercado do peixe sem fiscalização despertou a preocupação de quem lida no setor regularmente.

A Serra Catarinense, por exemplo, é forte produtora de inúmeras espécies, e muitas delas fazem parte do cardápio em restaurantes ou vendidas a pequenos comércios, já abatidas, sem que se saiba a procedência ou em que condições acontecem os abates. O peixe vendido vivo é diferente.

A preocupação vem da Associação Catarinense de Truticultores (Acatruta). Para a entidade, o dever da fiscalização recai à Vigilância Sanitária.

O ponto a ser observado é a qualidade do peixe comercializado em todo o Estado, sendo que boa parte é vendida de forma clandestina, e acaba também sendo uma concorrência desleal com os supermercados estabelecidos.

A ponderação da entidade é para que a fiscalização deva ocorrer regularmente, a fim de evitar que haja qualquer complicação na hora do consumo.

CPI dos Medicamentos avança

O deputado estadual lageano, Fernando Coruja, como médico, atua com conhecimento de causa na CPI dos Medicamentos que investiga a falsificação de remédios em Santa Catarina.

A gente torce muito para que o trabalho resulte em algo concreto. É horrível imaginar que, em pleno tratamento, alguém possa estar tomando medicações falsas, pensando que está tudo de acordo para a melhora da saúde.

Numa nova etapa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa vai convocar representantes das vigilâncias sanitárias de três municípios: Florianópolis, Joinville e Itajaí.

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Fernando Coruja, relator, e Dr. Vicente Caropreso, presidente da CPI

Conforme o relator da CPI, deputado Fernando Coruja (PMDB), os depoimentos colhidos até agora pela comissão apontam que os casos de falsificação e venda de medicamentos estão relacionados principalmente com a fragilidade da fiscalização, que cabe à vigilância sanitária.

FOTO: Miriam Zomer/Agência AL

Vigilância Santária atenta no Parque

Independente dos valores que estão sendo cobrados pelos alimentos dentro do Parque Conta Dinheiro, o que conta mesmo é a higiene e a qualidade do que está sendo feito.

Vigilância1Nesse caso, para tranquilizar quem consome, os fiscais da Vigilância Sanitária investigam diariamente a procedência dos alimentos e bebidas comercializados nos boxes distribuídos pelas ruas do parque.

A conclusão é de que é satisfatória a qualidade dos produtos ofertados nos estabelecimentos.

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De resto, bom apetite

Pelo que nos informam, nada escapa da fiscalização dos servidores municipais, e apenas uma ocorrência de proporção mínima foi constatada, pertinente a alimento sem procedência, sendo retirado de circulação, mas sem necessidade de interdição do box.

As denúncias de suspeita de irregularidades podem ser dirigidas ao setor da Vigilância em Saúde, junto à base do pronto-atendimento no parque de exposições.