Deputados catarinenses devem se debruçar em busca de uma solução definitiva para os problemas enfrentados por produtores de leite do Oeste e Meio-Oeste. Há um apelo veemente para que se tenha um fim ao problema.
O assunto vem sendo discutido pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa. Segundo os produtores, a atividade corre sério risco, com a ameaça de abandono.
Entre os problemas na produção, além da redução do valor pago pelo litro do leite, eles enfrentam o encarecimento dos insumos e a concorrência com o produto importado da Argentina e do Uruguai por um preço mais baixo.
Os produtores também pediram apoio das prefeituras e criticaram a carga tributária sobre insumos e equipamentos utilizados pela cadeia do leite. Um problema grave e que precisa ser solucionado o mais breve possível.
(Fotos: audiência pública em Seara / Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL)
Bom saber que a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, nesta legislatura, irá cotar com três bancadas focadas em regiões do estado. Podem ser criadas outras. Porém, até o momento, foram comunicadas à Presidência da Alesc a formalização das bancadas regionais do Norte, da Serra Catarinense e do Oeste.
Alesc / Foto: Solon Soares/Agência AL
A Casa esclarece que a criação de bancadas regionais não está prevista no Regimento Interno, mas se tornou uma prática comum no Parlamento catarinense. O objetivo principal é unir forças em prol do atendimento das demandas da região junto ao Estado e à União.
Por isso, sua composição é suprapartidária e independe de questões relacionadas às bancadas partidárias ou blocos parlamentares com representação na Alesc. É uma forma de os deputados darem mais atenção às regiões onde estão as suas bases eleitorais. As bancadas são organizadas e contam com um coordenador para a condução das reuniões, mas sem um cronograma periódico.
Bancada do Oeste
Não só uma forte bancada, bem como, uma das mais atuantes. Vale lembrar que na legislatura passada, era composta por 15 deputados. Na atual, são 10 parlamentares.
Deputados da Bancada do Oeste, em reunião no Dnit-SC, em 2022; grupo trata das principais demandas da região Foto: Rodolfo Espínola/Agência AL
E, realmente, nos últimos quatro anos, os deputados oestinos trataram de diversas demandas, como a necessidade do aumento do número de voos de Florianópolis para Chapecó, o repasse de recursos para o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste, o combate à estiagem, as condições das rodovias federais e estaduais que cortam a região, entre outras. Neste ano, uma das primeiras pautas da bancada oestina é a situação das obras de recuperação das rodovias estaduais. O assunto já foi tratado na tribuna pelo deputado Fabiano da Luz (PT), responsável pela iniciativa.
Bancada da Serra
A Serra catarinense conta com uma bancada formada por três deputados. A iniciativa partiu de Lucas Neves (Podemos). Conforme o deputado, a proposta é unir os parlamentares na defesa do que é importante para nossa região, a exemplo também, da BR 282.
Bancada da Serra composta por três deputados apenas. Na foto: Mário Motta (PSD), Marcius Machado (PL) e Lucas Neves (Podemos) Foto: Alisson Francisco – Alesc
Lucas ressalta que cada deputado tem sua pauta, mas algumas são comuns, quando falamos de rodovias, de saúde, de educação. Na Serra, dos 18 municípios, 15 têm IDH abaixo da média estadual. Isso impacta no nosso desenvolvimento. A Bancada da Serra é a menor delas, com apenas três deputados, sendo que Mário Motta (PSD) também representa a região da Grande Florianópolis. (Fonte: Agência Alesc)
Bancada do Norte
Já a Bancada do Norte, composta por sete deputados, espelha-se no grupo do Oeste para representar a região na Assembleia. A iniciativa para a criação da bancada partiu do deputado Fernando Krelling (MDB). A intenção é fortalecer as pautas, principalmente na instalação de grande indústrias e poder levar tais demandas para o governador. A bancada é composta por sete deputados.
A situação é séria. A estiagem causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste, Meio Oeste de Santa Catarina, e também a Serra Catarinense. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros. Sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm.
A estiagem é causada pelo baixo volume de chuvas nas regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste de Santa Catarina.
Diante do problema, pelo menos três municípios já decretaram Situação de Emergência: Campos Novos, Chapecó e Urubici.
Assim, na próxima semana, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, e o governador Carlos Moisés estarão em Chapecó para encontro com prefeitos e lideranças do agronegócio catarinense.
A intenção é apresentar medidas de apoio aos produtores rurais atingidos pela estiagem. O evento está agendado para quarta-feira, 12, às 16h, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes.
Ressalte-se o empenho do Governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, visando mitigar os efeitos da estiagem, principalmente nas Regiões do Oeste e Extremo Oeste.
Como se sabe, a falta de chuvas volta a causar estragos nas lavouras catarinenses, com perdas de até 50% na colheita de milho nestas regiões.
O Secretário Altair Silva, pessoalmente tem atuado para ajudar no controle da situação, e com ações imediatas.
Nesta terça-feira, 4, ele visitou alguns municípios atingidos e apresentou as medidas de apoio do Governo do Estado para minimizar os prejuízos no meio rural. O roteiro incluiu reuniões com prefeitos e lideranças de Itapiranga, Mondaí, Riqueza, Caibi e Planalto Alegre.
“Em 2021, nós investimos R$ 100 milhões para apoiar a construção de sistemas de captação, armazenagem e uso de água, o que se mostrou uma ação certeira e diminuiu a demanda nos municípios. Vamos continuar investindo, serão mais R$ 100 milhões em 2022 para que o Programa SC Mais Solo e Água não pare e que mais produtores sejam beneficiados”, destaca o secretário Altair Silva.
Não está sendo fácil para os produtores de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e parte do Mato Grosso do Sul. Muitos já contabilizam prejuízos com a falta de chuvas.
Ontem, segunda-feira (3) em reunião, autoridades recorrem ao Governo Federal em busca de apoio na renegociação de dívidas e agilidade no pagamento do seguro agrícola para os produtores rurais.
Participaram os secretários da Agricultura dos quatro estados participaram de reunião virtual com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Guilherme Soria Bastos Filho, para apresentar os cenários e as demandas.
Regiões mais afetadas
Em Santa Catarina, as regiões Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste são as mais afetadas. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros – sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm.
A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho – tanto milho grão quanto silagem – que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite.
No Extremo Oeste a colheita de milho esperada deve ter uma redução de até 50% e a expectativa de safra estadual já está sendo reduzida.
Até o momento o estado conta com 67 municípios com decretos de emergência publicados ou em vias de publicação e 1.500 famílias rurais que perderam sua fonte de renda devido à estiagem, principalmente produtores de grãos e silagem.
Pela primeira vez, a Matriz de Risco Potencial Regionalizado em Santa Catarina não indica regiões no risco gravíssimo (cor vermelha) e nem no risco grave (cor laranja) para a Covid-19.
A Matriz deste dia 09 de outubro aponta 13 regiões como risco potencial alto (cor amarela) e quatro como risco potencial moderado (cor azul).
As Regiões do Alto Uruguai Catarinense e Vale do Itapocu mantiveram a classificação de risco moderada da semana passada, e as Regiões do Alto Vale do Rio do Peixe e Serra Catarinense passaram a ser classificadas como risco moderado, refletindo a melhora nos indicadores de transmissibilidade e capacidade de atenção.
A Região Oeste, que estava classificada como Risco Grave na semana passada, passou a figurar, juntamente com outras 12 Regiões, como Risco Alto.
Para isso, foi fundamental a melhoria no indicador de transmissibilidade, com uma redução no índice de casos infectantes e na taxa de transmissão da Covid-19 nos municípios da Região.
As regiões em risco alto são Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte e Xanxerê.
O Boletim Hidrometeorológico integrado publicado na quarta-feira, 18, indica a continuidade de estiagem e o aumento nas condições de alerta de abastecimento em municípios de parte de Santa Catarina. Os dados são baseados nos registros de chuva da primeira quinzena de agosto.
Foto: Divulgação/ Comitê de Bacia Hidrográfica de Chapecó
A previsão para os próximos meses é de precipitações abaixo da média para o período. Caso isso se confirme, os níveis dos rios em grande parte do Estado devem permanecer abaixo do normal até o início de 2022. As regiões mais atingidas pela estiagem seguem sendo o Oeste, Meio-Oeste, Planalto Norte e Planalto Sul.
Neste início de agosto, apenas a região de Joinville e Garuva registrou chuvas entre e acima do esperado para o período. Todas as demais regiões do Estado tiveram precipitação abaixo da média climatológica, com destaque para o Extremo Sul, que registrou as taxas mais baixas de volume de chuva.
A visita do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes em SC será produtiva e com anúncios importantes sobre as rodovias do Oeste.
Ministro Tarcísio Gomes (d) foi recebido pelo prefeito João Rodrigues, no aeroporto, nesta quinta, 24, à noite (Foto: Darci Debona)
O ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas, que chegou a Chapecó no início da noite desta quinta-feira (24), adiantou que o presidente Jair Bolsonaro irá trazer boas notícias, especialmente, para as estradas federais. Conforme disse o ministro em entrevista à imprensa, na manhã desta sexta-feira (25), existe a preocupação do Governo Federal com as rodovias não só do Oeste, mas de todo o Estado de Santa Catarina. O Ministro adiantou que o Presidente conversou com a equipe econômica e deverá trazer esperança ao empreendedorismo da Região. Aliás, não somente esperança, e sim praticidade.
Tarcísio Gomes ressaltou ainda de que já há contrato para a BR 282, 163 e a 158. Disse que, no tocante à 163, há recursos já determinados para que as obras sejam finalizadas até agosto, com terceiras pistas e pavimento de concreto, e que deverá amenizar e muito a trafegabilidade da região do Extremo Oeste, até a divisa com o Paraná. No tocante à BR 282, haverá também avanço no Oeste, com a construção de terceiras pistas e a duplicação nas travessias urbanas, e ainda com o prosseguimento dos estudos para as concessões de pedágios. Pelo menos R$ 200 milhões deverão ser anunciados de aporte federal para as estradas, de parte do Presidente.
Ferrogrão
Sobre a Ferrogrão, nada para agora, na Região. No Brasil, em outras estados, o projeto está bastante avançado. Para Santa Catarina, os projetos estão sendo prospectados, e, nos próximos 10 anos o Brasil deverá contar com uma estrutura de primeiro mundo. No Sul, o trabalho de recondicionamento está acontecendo, com a prospecção de ligar o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, devendo chegar ao terminal de Sumaré, em São Paulo. Há, no entanto, preocupação com a topografia do território catarinense e que irá tomar muitos recursos. “Será uma obra muito cara”, disse o Ministro, mas, que cedo ou tarde deverá ser concretizada. Enfim, a visita deverá trazer bons dividendos à infraestrutura regional.