A audiência pública na noite desta quarta-feira (18), na Câmara de Vereadores, proposta pelo vereador Lucas Neves, foi para debater sobre imediata possibilidade de a Serra Catarinense contar com a nova ala do Hospital Tereza Ramos serviu apenas para ratificar o distanciamento do Governo diante do grave problema de superlotação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Lages.

O tema relevante como se sabe, trouxe a Lages os secretários de estado Helton Zeferino, da Saúde, e Douglas Borba, da Casa Civil, entre outros, incluindo as autoridades locais da saúde e do meio empresarial, que também compuseram a mesa.

Enfim, a resposta dada pelo Secretário da Saúde é de que a obra ainda não foi entregue. Adiantou que alguns equipamentos estão em processo de compra, e que a contratação de pessoal será feita através de um novo processo de gestão, e que ainda não está bem definido, e que a abertura deverá ocorrer de forma gradual.
O pior de tudo é o prazo estipulado: só no segundo semestre de 2020.
Conclusão. Em nada resolveu a vinda desses entes do Governo do Estado. A audiência só serviu para aumentar a angustia dos lageanos e serranos diante da gravidade do problema de leitos hospitalares. E agora? Simplesmente se aguarda o tempo passar, sem nenhuma perspectiva a curto prazo? Pelo visto, sim.
Informação adicional
Também nesta quarta-feira, a assessoria de imprensa do ex-governador Raimundo Colombo enviou um resumo das ações já concretizadas sobre a nova ala do HTR. Num dos pontos, a justificativa de Por que é necessária a nova ala: –
- A obra está 98% concluída;
- Há uma lista de espera de cirurgias eletivas com mais de 8 mil pessoas aguardando procedimentos de média e alta complexidade, que precisam de assistência para melhorar sua saúde;
- Há diversos equipamentos que já estão dentro da nova unidade, dentro de caixas e perdendo a validade. Como um moderno tomógrafo de 128 canais, ÚNICO equipamento público de SC e que poucas unidades de saúde no Brasil têm;
- Lista de equipamentos já na nova ala do HTR: Aparelho de endoscopia e colonoscopia, torre de vídeo, ultrasson, tomógrafo, estativas para UTI, camas hospitalares para todos os leitos e emergência, monitores centrais de material de esterilização completa, central de ar condicionado completo, materiais de esterilização completo;
- Há estudantes das universidades que poderiam estar aprendendo e auxiliando nos tratamentos.
A nota diz ainda que, o novo HTR foi projetado para ser mais que um local de tratamento de enfermidades. Numa cidade que atrai cada vez mais estudantes, pode contribuir com a formação profissional, fundamental para o desenvolvimento dos nossos jovens.
Mais de 20 cursos superiores na área da saúde poderão estabelecer diferentes graus de participação, num processo de crescimento e envolvimento do jovem com o paciente, sua família, seus mentores e funcionários da instituição.
Isso sem falar de áreas afins, como as engenharias, administração, e tantos outros cursos que utilizando as novas tecnologias possam somar esforços no tratamento e qualidade de vida do paciente.
Conclusão
Em suma, concluo: Lages e a Serra terão que amargar pela falta da imediata providência do Governo sobre a ativação da nova ala do HTR. Ou seja, os gestores preferiram se distanciar do problema jogando a “solução” para um tempo que não se pode esperar.
Registre-se ainda, a ausência da maioria dos gestores públicos da Amures. Ficaram longe, como se o problema fosse unicamente de Lages.
(Fotos: Ascom Câmara de Vereadores de Lages)