Douglas Borba não é mais secretário da Casa Civil

Embora até o final da tarde deste sábado, mesmo sem confirmação do Governo do Estado, notícia do Portal da NSC dá como certa a notícia de que Douglas Borba não é mais secretário da Casa Civil de Santa Catarina.

O desligamento dele teria ocorrido após uma reunião na Casa da Agronômica, comandada pelo governador Carlos Moisés da Silva, visando a reformulação no primeiro escalão.

Segundo ainda o Portal, Borba sai em função da investigação em torno da compra de 200 respiradores, ainda não entregues, pelo governo do Estado com pagamento antecipado de R$ 33 milhões.

Considerado o braço direito do governador Carlos Moisés, Borba prestou depoimento na manhã deste sábado na Polícia Civil. (Fonte: Portal NSC).

Tasca quase deixa o Governo

Outro que, segundo o SC em Pauta, quase deixou o governo neste sábado foi o secretário de Administração, o tenente-coronel, Jorge Tasca. Segundo a fonte ele teme o desgaste causado pela crise dos respiradores e com a Operação Oxigênio realizada na manhã deste sábado (9). No entanto, repensou e decidiu permanecer na função administrativa.

Vice-governadora pede o afastamento de Douglas Borba

A vice-governadora de Santa Catarina, Daniela Reinehr (sem partido) que pouco aparece nesse período de pandemia, tem se manifestado através das redes sociais, apenas. Desta vez, usou de uma nota à imprensa em que ela pede o afastamento imediato do secretário da Casa Civil, Douglas Borbas. A palavra da vice é de peso, porém, quase não tem relevância de parte do governador Carlos Moisés.

O pedido dela dirigido ao Governador se deve ao fato de o Secretário da Casa Civil ter sido citado como envolvido na compra dos 200 respiradores pela servidora exonerada Márcia Geremias Pauli, e também pelo ex-secretário da Saúde, Helton Zeferino.

De acordo com a vice, o afastamento de Borba é necessário para que as investigações sejam conduzidas com imparcialidade e de acordo com que o caso exige. 

Foto: divulgação

Helton Zeferino teve seus bens bloqueados

O caso da compra dos 200 respiradores não está deixando os possíveis envolvidos, nem “respirar”. Ontem, quarta-feira, 6, na justiça de Florianópolis, a decisão partiu da juíza substituta da 1ª Vara da Fazenda Pública, Ana Luísa Schmidt Ramos.

Foto: Portal Olhar do Vale

A juíza atendeu a um pedido do Ministério Público. O Ex-secretário de Estado da Saúde teve seus bens indisponibilizados até o valor de R$ 32.516 milhões.

A quinta-feira (7), no decorrer do dia, são esperados outros desdobramentos envolvendo também, o secretário da Casa Civil, Douglas Borba. Fontes indicam que dificilmente ele se mantém no cargo.

Helton acusa Borba pela compra dos 200 respiradores

O Site Biguá News, da Grande Florianópolis, trás em detalhes a informação de que o ex-secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino esteve nesta terça-feira (5), no Gaeco, de forma espontânea, para prestar seu depoimento a respeito das negociações envolvendo a compra dos 200 respiradores, e o pagamento adiantado à empresa Veigamed, do Rio de Janeiro.

Douglas Borba, da Casa Civil (E), e Helton Zeferino, ex-secretário da Saúde SC / Foto: divulgação

Segundo relata o Portal, Zeferino acusou formalmente o secretário da Casa Civil, Douglas Borba, de ter apresentado a proposta do fornecedor e de ter feito “pressão” para o fechamento do contrato. Inclusive de outro de R$ 70 milhões para a compra de IPIs, mas que foi barrado pelo departamento de compras.

Zeferino teria prestando depoimento de cerca de quatro horas e ainda deixado o seu aparelho de celular para que os policiais analises as trocas de mensagens entre ele e os demais envolvidos.

Segundo a notícia, as declarações do ex-secretário Helton Zeferino corroboram com as dadas em entrevista à NDTV, pela ex-superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria da Saúde, Márcia Regina Geremias Pauli, envolvendo também a Casa Civil diretamente à proposta da empresa Veigamed.

Por fim, em entrevista concedida à NSC, no Jornal do Almoço, desta quarta-feira (6), o secretário da Casa Civil, Duglas Borba, disse que especificamente este contrato com a Veigamet, dos respiradores, não passou pela sua Pasta.

Há quem diga, que Douglas Borba dificilmente se sustenta no cargo de Secretário da Casa Civil.. 

Abertura da nova ala do HTR só no segundo semestre de 2020

A audiência pública na noite desta quarta-feira (18), na Câmara de Vereadores, proposta pelo vereador Lucas Neves, foi para debater sobre imediata possibilidade de a Serra Catarinense contar com a nova ala do Hospital Tereza Ramos serviu apenas para ratificar o distanciamento do Governo diante do grave problema de superlotação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de Lages.

O tema relevante como se sabe, trouxe a Lages os secretários de estado Helton Zeferino, da Saúde, e Douglas Borba, da Casa Civil, entre outros, incluindo as autoridades locais da saúde e do meio empresarial, que também compuseram a mesa.

Enfim, a resposta dada pelo Secretário da Saúde é de que a obra ainda não foi entregue. Adiantou que alguns equipamentos estão em processo de compra, e que a contratação de pessoal será feita através de um novo processo de gestão, e que ainda não está bem definido, e que a abertura deverá ocorrer de forma gradual.

O pior de tudo é o prazo estipulado: só no segundo semestre de 2020.

Conclusão. Em nada resolveu a vinda desses entes do Governo do Estado. A audiência só serviu para aumentar a angustia dos lageanos e serranos diante da gravidade do problema de leitos hospitalares. E agora? Simplesmente se aguarda o tempo passar, sem nenhuma perspectiva a curto prazo? Pelo visto, sim.

Informação adicional

Também nesta quarta-feira, a assessoria de imprensa do ex-governador Raimundo Colombo enviou um resumo das ações já concretizadas sobre a nova ala do HTR. Num dos pontos, a justificativa de Por que é necessária a nova ala: –

  • A obra está 98% concluída;
  • Há uma lista de espera de cirurgias eletivas com mais de 8 mil pessoas aguardando procedimentos de média e alta complexidade, que precisam de assistência para melhorar sua saúde;
  • Há diversos equipamentos que já estão dentro da nova unidade, dentro de caixas e perdendo a validade. Como um moderno tomógrafo de 128 canais, ÚNICO equipamento público de SC e que poucas unidades de saúde no Brasil têm;
  •  Lista de equipamentos já na nova ala do HTR: Aparelho de endoscopia e colonoscopia, torre de vídeo, ultrasson, tomógrafo, estativas para UTI, camas hospitalares para todos os leitos e emergência, monitores centrais de material de esterilização completa, central de ar condicionado completo, materiais de esterilização completo; 
  • Há estudantes das universidades que poderiam estar aprendendo e auxiliando nos tratamentos.

A nota diz ainda que, o novo HTR foi projetado para ser mais que um local de tratamento de enfermidades. Numa cidade que atrai cada vez mais estudantes, pode contribuir com a formação profissional, fundamental para o desenvolvimento dos nossos jovens.

Mais de 20 cursos superiores na área da saúde poderão estabelecer diferentes graus de participação, num processo de crescimento e envolvimento do jovem com o paciente, sua família, seus mentores e funcionários da instituição.

Isso sem falar de áreas afins, como as engenharias, administração, e tantos outros cursos que utilizando as novas tecnologias possam somar esforços no tratamento e qualidade de vida do paciente.

Conclusão

Em suma, concluo: Lages e a Serra terão que amargar pela falta da imediata providência do Governo sobre a ativação da nova ala do HTR. Ou seja, os gestores preferiram se distanciar do problema  jogando a “solução” para um tempo que não se pode esperar.

Registre-se ainda, a ausência da maioria dos gestores públicos da Amures. Ficaram longe, como se o problema fosse unicamente de Lages.

(Fotos: Ascom Câmara de Vereadores de Lages)

Esperança de uma decisão positiva sobre a nova ala do HTR

A audiência pública organizada para acontecer na noite desta quarta-feira (18), sobre a abertura da nova ala do Hospital Tereza Ramos, está cercada de expectativa.

Nova ala do HTR está pronta e a comunidade pede a abertura

Pela primeira vez o assunto será tratado com a devida importância. A partir das 19 horas, no Plenário Nereu Ramos da Câmara Municipal a população deverá ter uma resposta.

O tema ganha relevância porque, desta vez, irá contar com as presenças dos secretários de estado Helton Zeferino, da Saúde, e Douglas Borba, da Casa Civil, entre outros, incluindo as autoridades locais da saúde e do meio empresarial.

Na verdade, diante da situação em que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), sendo obrigada, e sem condições, de manter internadas pessoas que deveriam ser hospitalizadas, haja, nesta audiência, uma posição esperada pela comunidade regional, de parte das autoridades do Governo. A proposição da audiência é do vereador Lucas Neves.

Coletiva de imprensa

Após o término da audiência pública, os secretários de Estado estarão disponíveis para atender à imprensa local e regional a fim de dirimir eventuais dúvidas que ainda possam restar a respeito da ala nova do Hospital Tereza Ramos.

Foto: Loreno Siega, via portal Revista Visão

Rota Caminhos da Neve: Governo de SC promete agilizar

Na manhã desta quarta-feira (27), o deputado estadual Marcius Machado (PR) conversou de perto com o secretário de Estado da Casa Cível, Douglas Borba. Na ocasião, ele solicitou a federalização (Lei Federal n.º13698/18) do trecho entre as cidades de Bom Jesus (RS) e Bom Retiro (SC), conhecido como “Rota Caminhos da Neve”.

O imbróglio no Estado está justamente na necessidade de encaminhar o projeto de Lei desafetando a rodovia, ou seja, que se transfira a posse da rodovia SC-114 para que seja anexado ao patrimônio da União, para que aconteça a federalização. Enquanto permanecer nas mãos do Governo de Santa Catarina, a questão não anda.

Secretário ciente

Menos mal que o Secretário disse estar ciente da situação, e argumentou que dará prioridade ao pedido, visto que para finalização do trecho é necessário que se efetive a federalização, junto ao Governo Federal. Inclusive, ele é sabedor de que a rota é essencial para o turismo, e o escoamento da maçã, entre outras necessidades.

Sendo assim prometeu promover ainda nesta quarta um despacho para que sejam recolhidas as informações necessárias e para que o documento chegue até o governador e então seja tomada a decisão. No lado de Santa Catarina, restam 11 quilômetros de asfalto para chegar até à divisa com o RS.

(Informações e foto: Mirella Guedes)